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Cultos liberados ou não na pandemia? Entenda a polêmica que envolve igrejas, governo e Judiciário
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há 6 anosem
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diamantenewscom
A decisão contraria liminar concedida pelo ministro da Corte Kassio Nunes Marques, que no sábado liberou a realização de celebrações religiosas em todo o país, desde que cumpridas medidas de redução do contágio como uso de máscaras e limitação do público a 25% da capacidade do local.
Devido ao choque entre as duas decisões, a questão deve ser levada para julgamento no plenário do STF na quarta-feira. A tendência é que a liberação dos cultos autorizada por Marques seja derrubada.
Isso deve ocorrer porque o Supremo já decidiu no ano passado que governadores e prefeitos têm autonomia para proibir atividades durante a pandemia, que já matou mais de 330 mil pessoas no Brasil.
Críticos da decisão de Marques afirmam que ele não deveria ter contrariado precedentes do plenário da Corte.
Outro fator controverso da liminar do novo ministro é que ela foi concedida em uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) movida pela Associação Nacional dos Juristas Evangélicos (Anajure).
No entanto, já existem decisões do plenário do STF que consideraram que a Anajure não tem legitimidade de propor esse tipo de ação. Para a Corte, essa associação não é uma entidade de classe profissional, como exige a Constituição no caso de ADPFs, mas uma organização que reúne associados vinculados por convicções e práticas intelectuais e religiosas.
Ao manter o veto aos cultos em São Paulo, Gilmar Mendes recusou uma ação movida pelo Conselho Nacional de Pastores do Brasil (CNPB), pois também considerou que a organização não tem legitimidade para propor ADPF.
Além disso, Mendes julgou outra movida pelo PSD — nesse caso, ele aceitou a legitimidade da ação, já que partidos políticos também têm permissão constitucional para apresentar ADPF à Corte.
No entanto, o ministro considerou que a gravidade da pandemia justifica a proibição das celebrações.
“O Decreto que aqui se impugna não foi emitido ‘no éter’, mas sim no país que, contendo 3% da população mundial, concentra 33% das mortes diárias por covid-19 no mundo, na data da presente decisão. O mesmo país cujo número de óbitos registrados em março de 2021 supera o quantitativo de 109 países somados”, escreveu, citando dados de uma reportagem recente da BBC News Brasil em sua decisão.
Para Mendes, aceitar o argumento de que a proibição dos cultos violaria a liberdade religiosa protegida pela Constituição seria uma “postura negacionista”, “uma ideologia que nega a pandemia que ora assola o país, e que nega um conjunto de precedentes lavrados por este Tribunal durante a crise sanitária que se coloca”.
‘Proibição de cultos não ocorre sequer em estados de defesa ou sítio’, argumenta Marques

CRÉDITO:TRF1
‘Não se pode fazer tábula rasa da Constituição’, escreveu o ministro Nunes Marques
Nunes Marques, por sua vez, adotou visão oposta em sua liminar: “A proibição categórica de cultos não ocorre sequer em estados de defesa ou estado de sítio. Como poderia ocorrer por atos administrativos locais? Certo, as questões sanitárias são importantes e devem ser observadas, mas, para tanto, não se pode fazer tábula rasa da Constituição”, escreveu o ministro.
Na decisão, Marques citou o transporte coletivo, mercados e farmácias como exemplos de serviços essenciais que continuam funcionando durante a pandemia. “Tais atividades podem efetivamente gerar reuniões de pessoas em ambientes ainda menores e sujeitos a um menor grau de controle do que nas igrejas”, escreveu.
“Daí concluo ser possível a reabertura de templos e igrejas, conquanto ocorra de forma prudente e cautelosa, isto é, com respeito a parâmetros mínimos que observem o distanciamento social e que não estimulem aglomerações desnecessárias”, escreveu o ministro.
Na decisão, Kassio Nunes Marques apontou que medidas sanitárias devem ser respeitadas durante as atividades religiosas. Entre elas estão: exigir uso de máscaras; afastamento mínimo de um metro e meio entre as pessoas; o ambiente deve ser arejado com portas e janelas abertas; limitar a lotação a 25% da capacidade; disponibilizar álcool em gel e medir a temperatura na entrada nos templos.
Em sua conclusão, o ministro defende que a atividade religiosa é essencial. “Reconheço que o momento é de cautela, ante o contexto pandêmico que vivenciamos. Ainda assim, e justamente por vivermos em momentos tão difíceis, mais se faz necessário reconhecer a essencialidade da atividade religiosa, responsável, entre outras funções, por conferir acolhimento e conforto espiritual.”
Decisão de Marques se alinha com posição de Bolsonaro
Nunes Marques foi o primeiro ministro do STF indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), tendo entrado na Corte em novembro de 2020.
Sua decisão se alinha com a do presidente, que desde o início da pandemia critica medidas adotadas por governadores e prefeitos para restringir aglomerações. As tentativas de Bolsonaro de derrubar essas restrições, porém, têm sido sucessivamente barradas pelo plenário do STF.
“O que eu vejo no Brasil, não são todos, mas muita gente, para dar uma satisfação para o seu eleitorado, toma providências absurdas… fechando shoppings, tem gente que quer fechar igreja, o último refúgio das pessoas”, afirmou Bolsonaro em entrevista ao Programa do Ratinho, do SBT, em março de 2020, início da pandemia.
“Lógico que o pastor vai saber conduzir o seu culto, ele vai ter consciência, pastor ou padre, se a igreja está muito cheia, falar alguma coisa. Ele vai decidir, até porque a garantia de culto, a proteção ao ambiente de culto, é garantida pela Constituição. Não pode o prefeito e o governador achar que não vai mais ter culto, não vai ter mais missa”, disse ainda na ocasião.

CRÉDITO:GETTY IMAGES
Cultos religiosos são ambientes de ‘alto risco’, segundo ciência
Ambientes fechados, pouca ventilação, amplo contato entre fiéis, uso compartilhado de objetos, cantos litúrgicos — elementos como esses são comuns em celebrações religiosas, mas, no contexto da pandemia de covid-19 que vem assolando o mundo, podem representar também um “coquetel explosivo” para a disseminação do novo coronavírus, causando mais infecções e, portanto, mais mortes.
Dessa forma, a decisão de Nunes Marques que liberou a realização de missas e cultos em todo o Brasil, do ponto de vista epidemiológico, “vai contra qualquer medida de bom senso para preservar vidas e controlar a pandemia”, disse à BBC News Brasil Denise Garrett, infectologista, ex-integrante do Centro de Controle de Doenças (CDC) do Departamento de Saúde dos EUA e atual vice-presidente do Sabin Vaccine Institute (Washington).
“Celebrações religiosas são ambientes de alto risco. Temos vários relatos de surtos originados em locais de culto. Não somente por serem ambientes fechados, mas também pelas atividades desenvolvidas (orações, corais, canto) que propiciam liberação de partículas virais no ar”, explica.
“Então, do ponto de vista epidemiológico a reabertura de igrejas nesse momento da pandemia no Brasil, com altas taxas de transmissão e falência do sistema de saúde, é algo que vai contra qualquer medida de bom senso para preservar vidas e controlar a pandemia”, acrescenta.
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Ônibus serão gratuitos em Manaus no 2º turno das Eleições 2026; TRE-AM orienta transporte no interior do AM
Publicado
há 22 horasem
23 de outubro de 2026Por
diamantenewscom
Os ônibus de Manaus serão gratuitos neste domingo (25), das 4h às 18h, durante o segundo turno das eleições. A capital também terá uma operação especial de trânsito, das 6h às 23h, para facilitar o acesso aos locais de votação. No interior do Amazonas, a Justiça Eleitoral orientou os juízes a adotarem medidas para garantir o transporte gratuito de eleitores, especialmente em regiões de difícil acesso.
Na capital, a gratuidade vale para os ônibus convencionais e complementares e não exige apresentação de comprovante de votação. Segundo o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), toda a frota utilizada nos dias úteis estará disponível para atender os passageiros.
A operação de trânsito contará com 278 agentes, distribuídos em três turnos e 90 postos de serviço. As equipes vão atuar nos principais locais de votação e corredores viários para orientar motoristas e pedestres, organizar o fluxo de veículos e atender a ocorrências.
O planejamento prevê ações em 82 escolas e locais de votação. Entre as vias monitoradas estão as avenidas Noel Nutels, Max Teixeira, Constantino Nery, Djalma Batista, Brasil, Dom Pedro, Pedro Teixeira, Itaúba, Beira-Rio e 7 de Setembro.
Além dos postos fixos, agentes em motocicletas vão circular pelos principais corredores viários para identificar congestionamentos e outras ocorrências. Mudanças no trânsito poderão ser realizadas conforme a necessidade.
A operação será feita em parceria com a Justiça Eleitoral, o Ministério Público Eleitoral, as Forças Armadas, as polícias Federal, Civil e Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu Manaus).
Transporte para eleitores com deficiência
Eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida também terão transporte gratuito porta a porta para ir aos locais de votação e retornar para casa. Ao todo, 32 pessoas serão atendidas pelo serviço, oferecido pelo IMMU em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM).
O atendimento será das 6h às 12h, com 11 veículos adaptados do programa TransPorta. Os eleitores cadastrados terão direito a acompanhante durante o deslocamento.
O serviço integra o programa Seu Voto Importa, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O prazo para solicitar o transporte terminou em 14 de setembro.
O programa TransPorta atende cerca de 300 pessoas por mês em Manaus, com transporte adaptado de porta a porta.
TRE-AM orienta transporte gratuito no interior
A presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), desembargadora Carla Reis, determinou, na quinta-feira (22), que orientações fossem encaminhadas aos juízes eleitorais de todo o estado para viabilizar o transporte gratuito de eleitores no segundo turno das eleições.
A decisão considera um despacho da Corregedoria Regional Eleitoral e um parecer favorável da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE). A medida busca facilitar o deslocamento de eleitores, principalmente em regiões com dificuldades de acesso.
A determinação prevê o encaminhamento aos juízes eleitorais de um pedido da Associação Amazonense de Municípios (AAM) sobre o uso de veículos e embarcações próprios ou contratados, incluindo ônibus escolares, para transportar eleitores gratuitamente.
O transporte deverá seguir as regras previstas na Lei nº 6.091/1974 e na Resolução nº 23.751/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que tratam do transporte de eleitores e da fiscalização pela Justiça Eleitoral.
Os juízes eleitorais também deverão avaliar, em conjunto com lideranças indígenas e tradicionais e gestores públicos locais, medidas para viabilizar o transporte de eleitores dessas comunidades.
A orientação leva em conta as características de cada região. No Amazonas, o deslocamento de moradores de comunidades distantes pode depender de embarcações e de operações específicas de transporte.
As medidas deverão respeitar os limites previstos na legislação, inclusive as regras sobre o fornecimento de alimentação.
A presidente do TRE-AM ressaltou que os juízes eleitorais serão responsáveis por acompanhar e fiscalizar as medidas de transporte gratuito. Veículos contratados também poderão ser utilizados, desde que respeitem as exigências legais e sejam fiscalizados pela Justiça Eleitoral.
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Magnatas do Crime | 3ª temporada terá Bruna Marquezine e atores de O Senhor dos Anéis
Publicado
há 2 diasem
22 de outubro de 2026Por
diamantenewscom
A Netflix anunciou novos nomes para a 3ª temporada de Magnatas do Crime, série criada por Guy Ritchie. Entre as adições estão Bruna Marquezine, além de Orlando Bloom e Elijah Wood – conhecidos por interpretar Legolas e Frodo, respectivamente, na trilogia O Senhor dos Anéis. O elenco também contará com Robert Carlyle, Dexter Fletcher, Ed Speleers, Saffron Burrows e Bugzy Malone. A produção dos oito episódios já começou no Reino Unido e no Marrocos.
Estrelada por Theo James, a nova temporada acompanhará Eddie e Susie, personagens de James e Kaya Scodelario, em um plano ambicioso para construir um cassino no Oriente Médio. A empreitada, porém, colocará os dois diante de novos perigos.
Daniel Ings e Giancarlo Esposito não estarão na nova temporada, que ainda não tem data de estreia anunciada. Meghan Markle, que chegou a ser cotada para um papel na série, também ficou de fora dos planos.
Ainda não há previsão de estreia para a 3ª temporada.
fonte: https://www.omelete.com.br/series-tv/magnatas-do-crime-3a-temporada-escalacao-bruna-marquezine-atores-o-senhor-dos-aneis
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Quem é Gisele Nascimento, cantora gospel com mais de 20 anos de carreira cujo filho é investigado pela morte do tio
Publicado
há 2 diasem
22 de outubro de 2026Por
diamantenewscom
A cantora Gisele Nascimento, de 43 anos, tem mais de duas décadas de carreira na música gospel. Integrante de uma família de músicos cristãos, ela lançou o primeiro álbum solo em 2002 e, desde então, gravou mais de 10 discos de estúdio.
O nome da artista também ganhou destaque fora do meio musical por causa das investigações sobre as circunstâncias da morte de Thiago de Mattos Teixeira, ex-cunhado de Gisele.
Segundo a polícia e advogados da família da cantora, Israel Nascimento, filho de Gisele com o pastor Rogério Gentil, é o autor dos disparos que mataram Thiago. Gisele e Rogério se separaram no ano passado.
A família da cantora afirma que Gisele foi agredida por Thiago, e que Israel, ao defender a mãe, pegou uma arma do pai e atirou contra o tio.
Parentes de Thiago, por outro lado, contestam essa versão. Eles sustentam que não houve agressão e afirmam que Gisele entrou sem autorização na residência da ex-sogra.
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Família de músicos cristãos
Gisele é filha de Tuca Nascimento, cantor, compositor e produtor cristão, e tem outros artistas conhecidos do segmento na família. Ela é sobrinha de Mattos Nascimento e Rose Nascimento.
Ao lado da irmã Michelle Nascimento e do primo Willian Nascimento, Gisele formou o Trio Nascimento, paralelamente à carreira solo.
Entre as músicas mais conhecidas da cantora estão “Janelas da Alma”, “Vencer ou Vencer”, “A Glória da Segunda Casa” e “O Sonho Não Acabou”.
Atualmente, Gisele é casada com Allan Silva de Oliveira, o Allan do Povo, vereador de Seropédica, na Baixada Fluminense.
A cantora também disputou as últimas eleições. Foi candidata a deputada estadual pelo Solidariedade nas últimas eleições, mas não se elegeu. Gisele recebeu 5.453 votos.
Em julho, a artista passou por uma cirurgia de emergência após um quadro de apêndice rompido.
Além de Israel, Gisele tem outra filha, Isabela. Após o caso, a jovem fez um pedido nas redes sociais: “Orem por toda a minha família.”
fonte: https://g1-globo-com.cdn.ampproject.org/v/s/g1.globo.com/google/amp/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/10/19/quem-e-gisele-nascimento-cantora-gospel.ghtml?amp_js_v=0.1&_gsa=1#webview=1&cap=swipe

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