Durante seu discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na manhã desta terça-feira (21), o presidente dos Estados Unidos Donald Trump, comentou sobre a “ocupação” do país na Groenlândia durante a 2ª Guerra Mundial (1939-1945).
Em meio a tensões com líderes europeus por conta de sua intenção de anexar a Groenlândia, Trump voltou a subir o tom: chamou a Dinamarca de “ingrata” e disse que “a Europa não está indo na direção correta”.
“Colocamos bases militares na Groenlândia para defendê-la e salvá-la. Fortificamos a Dinamarca. Impedimos que os inimigos (alemães, durante a 2ª Guerra Mundial) conquistassem a Groenlândia. Demos a Groenlândia de volta para a Dinamarca, que ideia estúpida. E olha o quão ingratos eles são agora”, disse.
A Groenlândia foi posse dos EUA e ‘devolvida’ pelos EUA após a 2ª Guerra?
Na verdade, não. O que aconteceu, entre 1941 e 1945, foi uma ocupação militar dos EUA na ilha. A Groenlândia se tornou uma espécie de “protetorado” do país da América do Norte, depois que a Alemanha nazista ocupou a Dinamarca, em 1940.
Em 1941, os EUA assinaram o acordo de “Defesa da Groenlândia”, com o embaixador dinamarquês. O acordo garantia aos EUA construírem bases militares na ilha. A “ocupação” duraria até o fim da guerra, logo após a rendição da Alemanha, em 1945.
A Dinamarca esperava que os EUA desocupassem militarmente a ilha. No entanto, depois do final da guerra, os EUA continuaram na ilha, cobiçada pelo país desde o século 19 – em 1867, o ano em que o compraram o Alasca da Rússia, políticos americanos consideraram anexar a Groenlândia e também a Islândia.
Em 1946, os EUA chegaram a oferecer US$ 100 milhões à Dinamarca, a fim de comprar a ilha. Também cogitaram trocar terras ricas em petróleo no Alasca por partes estratégicas da ilha ártica. A venda não foi concretizada. Mas Estados Unidos acabaram ficando com as bases militares que desejavam. Os americanos possuem bases militares no local até hoje.
Navio dos EUA na Groenlândia durante a Segunda Guerra Mundial. — Foto: Arquivo Nacional dos EUA
Discurso de Trump
Durante seu discurso em Davos, Trump também afirmou que não pretende usar a força para anexar a Groenlândia, mas insistiu na compra do território, manteve o tom de ameaça aos aliados europeus e argumentou que nenhum outro país, além dos EUA, conseguiria manter a segurança da ilha.
“Tenho respeito tremendo às pessoas da Groenlândia e da Dinamarca, mas acredito que nenhum outro país consegue manter a segurança da Groenlândia a não ser os Estados Unidos”, discursou. “A Groenlândia está sem defesa em uma localização estratégica”.
No discurso, descartou as críticas de que ele próprio é uma ameaça à Otan, a aliança militar ocidental da qual os EUA e países europeus fazem parte. “Isso (a anexação da Groenlândia) não seria uma ameaça à Otan, fortaleceria a segurança da aliança”.
Embora líderes da União Europeia, da Dinamarca e da Groenlândia já tenham afirmado que não venderão o território, Trump afirmou que foi a Davos “buscar negociações para adquirir a Groenlândia”.
Estudante Bernardo Lopes Dutra, do 7º ano do Colégio de Aplicação João XXIII, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Carla Teixeira, profissional de educação do Centro de Educação a Distância (Cead/UFJF)
Arminda de Fátima Soa, 63 anos, moradora do bairro Esplanada
Maitê Cedlia Pereira Fernandes, de 5 anos, aluna da Escola Municipal Vereador Raymundo Hargreaves
Arthur Rafael de Oliveira Machado, aluno da Escola Municipal Vereador Raymundo Hargreaves
Miguel Carlos da Silva Machado, aluno da Escola Municipal Vereador Raymundo Hargreaves
Rosimeire do Carmo de Oliveira Souza, da Escola Municipal Vereador Raymundo Hargreaves
Kaleb Marques Reis dos Santos, aluno da Escola Municipal Batista Oliveira
Ramom Rafael Araújo de Almeida, aluno da Escola Municipal Batista Oliveira
Neuza Mageste, moradora do bairro de Lourdes
Deogracia Aurélia Fernandes, contratada do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DEMLURB)
Médicos legistas vieram de Belo Horizonte para ajudar na identificação dos corpos.
O Cemitério Municipal informou que nove sepultamentos de vítimas das chuvas estão agendados para esta quarta-feira (25), em Juiz de Fora.
Notas de pesar
Em nota, a UFJF e o Cead lamentaram as mortes ocorridas na cidade.
Nota de pesar da Universidade Federal de Juiz de Fora — Foto: Redes Sociais/Reprodução
A Escola Municipal Vereador Raymundo Hargreaves lamentou a morte dos alunos Maitê Cedlia Pereira Fernandes, Arthur Rafael de Oliveira Machado, Miguel Carlos da Silva Machado e Rosimeire do Carmo de Oliveira Souza.
Nota de pesar da Escola Municipal Vereador Raymundo Hargreaves — Foto: Redes Sociais/Reprodução
Nas redes sociais, a Escola Batista Oliveira comunicou o falecimento de dois alunos, Kaleb Marques Reis dos Santos e Ramom Rafael Araújo de Almeida.
Nas redes sociais, a Escola Batista Oliveira comuniciou o falecimento de dois alunos — Foto: Redes Sociais
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Juiz de Fora (Sinserpu-JS) divulgou nas redes sociais uma nota de pesar pelo falecimento de Deogracia Aurélia Fernandes, contratada do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (Demlurb).
SINSERPU-JF divulgou nota de pesar pelo falecimento de Deogracia Aurélia Fernandes — Foto: Redes Sociais
TRE-AM oferece atendimento domiciliar para biometria em Manaus — Foto: Júnior Souza/TRE-AM
O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) oferece atendimento domiciliar para eleitores de Manaus que não conseguem ir aos cartórios por problemas de saúde ou dificuldade de locomoção. O serviço é voltado, principalmente, para a coleta de biometria. Veja como solicitar.
Segundo o tribunal, em 2025 foram feitos 63 atendimentos em domicílio na capital.
A coleta biométrica é obrigatoriamente presencial. Por isso, nesses casos, a equipe da Justiça Eleitoral vai até a casa do eleitor para realizar o procedimento,
O serviço é destinado a eleitores de Manaus que comprovem:
idade igual ou superior a 80 anos;
deficiência física ou mental severa;
doenças crônicas graves ou incapacitantes;
autismo severo;
outras condições que causem limitação significativa de locomoção.
Banda Mamonas Assassinas vai ganhar uma série da Record Foto: Reprodução/Youtube
Na próxima segunda-feira (23), serão exumados os corpos dos cinco integrantes da banda Mamonas Assassinas, que divertiu o país com letras debochadas, como Brasília Amarela e Pelados em Santos, e performances excêntricas. As informações são do jornalista Ancelmo Gois.
As famílias dos músicos entraram em acordo para cremar os corpos e transformá-los em adubo para plantar cinco árvores no BioParque Cemitério de Guarulhos, a cidade onde moravam.
Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reolimorreram em 2 de março de 1996, após o avião em que estavam colidir com a Serra da Cantareira, matando toda a tripulação e deixando uma legião de fãs abalados com a perda inesperada.