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Paulo Gustavo: ‘Cadê a vacina, meu Deus’, postou o ator em rede social dias antes de ser internado com covid

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“Cadê a vacina meu deus?”, questionou Paulo Gustavo no dia 3 de março em uma publicação no Instagram, 10 dias antes de ser internado. Durante o ano todo da pandemia, o ator e humorista que morreu nesta terça (4/5) por complicações da covid-19, fez alertas sobre a doença.

No começo da pandemia no Brasil, em março do ano passado, ele tentou conscientizar seus mais de 16 milhões de seguidores na rede social, pedindo que as pessoas que pudessem ficassem em casa. Mais recentemente, escreveu sobre a crise aguda da pandemia em Manaus, onde faltou oxigênio para pacientes com covid-19, e fez apelos pela vacina contra o vírus no Brasil.

O post pedindo vacina foi ilustrado por capturas de tela de uma série de reportagens sobre o agravamento da pandemia no país. “Se liga na aglomeração gente! Sair de casa apenas quem precisa TRABALHAR!”, escreveu ele.

Pule Instagram post, 1

Final de Instagram post, 1

As reportagens citadas por Paulo Gustavo falavam sobre a lotação de UTIs no Brasil, a necessidade de um lockdown, a maior transmissibilidade das novas variantes no país e sobre a mudança do perfil dos pacientes nas UTIs: pessoas mais jovens, entre 30 e 50 anos.

Dentre elas, uma entrevista da BBC News Brasil com a médica pneumologista Margareth Dalcolmo prevendo o “março mais triste de nossas vidas”.

No dia 20 de janeiro, Paulo Gustavo publicou um vídeo emocionante de um discurso feito por Dalcolmo durante a entrega de um prêmio concedido pela Arquidiocese do Rio de Janeiro.

“É absolutamente inaceitável que nesse momento no Brasil nós tenhamos acabado de receber a notícia de que as vacinas não virão da China. E que não virão da Índia”, disse ela. “O que é que pode justificar nesse momento que o Brasil não tenha as vacinas disponíveis para sua população? Isso é absolutamente injustificado, não há nada, nenhuma explicação que possa justificar isso.”

“Eu lhes digo, não há nada neste momento que justifique, a não ser a desídia absoluta, a incompetência diplomática do Brasil, que não permita que cada um dos senhores aqui presentes, as suas famílias e aqueles que vocês amam estejam amanhã ou nos próximos meses, de acordo com o cronograma elaborado, recebendo a única solução que há para uma doença como a covid-19”, acusou Dalcolmo, sobre o governo federal.

Paulo Gustavo comentou: “Que absurdo! Que vergonha tudo isso que a gente tá vivendo!”

No dia 17 de janeiro, publicou uma foto sua ao lado das hashtags: #usemascara e #vemvacina.

Paulo Gustavo também falou sobre a situação dramática em Manaus no início do ano, quando faltou oxigênio e leitos de UTI para pacientes de covid-19. Ele publicou um vídeo em que uma mulher diz: “Gente acabou o oxigênio de toda uma unidade de saúde, não tem oxigênio, tem muita gente morrendo, quem tiver disponibilidade de oxigênio, tragam.”

“Gente, pelo amor de Deus, ajuda!!! Eu passo mal só de ver esse vídeo! Que tristeza! Cadê a vacina, gente? Pqp! Gente quem pode levar oxigênio lá? Avisa geral aí #manaus”, escreveu Paulo Gustavo sobre o vídeo.

Paulo Gustavo

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM – O ator que morreu aos 42 anos alertou em janeiro: ‘A galera tá morrendo, se liga! O mundo vacinado e o Brasil ficando para trás’

No dia 10 de janeiro, o ator que levou milhares aos cinemas com seus personagens de humor, publicou um vídeo nas redes sociais com um filtro divertido incentivando as pessoas a tomarem vacina: “Eu to louco para tomar vacina!! A pessoa fala assim: ‘Ah, vai virar jacaré!’, vambora virar jacaré, eu quero!”, disse, em referência a um discurso do presidente Jair Bolsonaro de dezembro de 2020 em que ele questionou supostos efeitos colaterais de vacinas contra o coronavírus, afirmando, sobre quem tomasse uma dose vacina: “Se você virar um jacaré, é problema de você”.

“Eu tomei vacina desde que eu nasci, tomei vacina a vida toda, gente. Eu vou tomar vacina com certeza. Eu vou tomar muita vacina. Eu vou tomar vacina. Eu vou tomar muito. ‘Ah, vai tomar vacina vai virar viado’. Eu já sou viado, querida! Eu vou tomar, entendeu? Não tem jeito. Quando chegar a vacina, quando chegar minha hora… Mas do jeito que tá demorando vai chegar minha hora eu já vou ter falecido de morte natural, né? Tá demorando muito”, disse o ator.

No mesmo dia, publicou uma notícia sobre o papa Francisco, mostrando que o pontífice havia anunciado que iria receber a vacina na semana seguinte e tinha criticado o “negacionismo suicida”. Paulo Gustavo disse ser um fã e amar o papa. “Ele é o máximo! Agiliza a vacina aí, gente! A galera tá morrendo, se liga! O mundo vacinado e o Brasil ficando para trás… pqp! Que tristeza! Louco para tomar a vacina!”

Paulo Gustavo

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM – No ano passado, em seu perfil no Instagram, o criador da personagem Dona Hermínia criticou pessoas que ignoraram a pandemia e desrespeitavam as regras as orientações da OMS

‘A gente não vai deixar de sorrir’

Em dezembro, na mensagem de fim de ano do programa ‘220 Volts’, o ator fez um discurso sobre a arte.

“Eu fico muito feliz e orgulhoso de ser artista e mais ainda da comédia ser tão forte em mim. Eu faço palhaçada, você ri, eu fico com coração preenchido aqui. Eu me sinto assim realizado de estar conseguindo te fazer feliz. Rir é um ato de resistência. A gente agora tá precisando dessa máscara chata para proteger o rosto desse vírus – e infelizmente essa máscara esconde algo muito precioso para nós brasileiros: o sorriso. Ele tá tapado, tem que ficar tapado, mas ele existe. E ele não vai deixar de existir, a gente não vai deixar de sorrir, não vai deixar de ter esperança.”

“Enquanto essa vacina tão esperada não chega pra todo mundo, é bom lembrar que contra o preconceito, a intolerância, a mentira, a tristeza já existe vacina: é o afeto. É o amor. Então diga o quanto você ama. Mas não fique só na declaração, não, ame na prática. Na ação. Amar é ação.”

Antes disso, em julho de 2020, Paulo Gustavo também havia falado sobre a importância da arte na pandemia. Ele publicou uma notícia sobre o público de filmes nacionais em 2020, que despencou, mas se segurou em parte por causa de um de seus films, “Minha Mãe é uma Peça 3”.

Ele escreveu: “Quando isso tudo acabar vamos fazer uma força tarefa pra essas salas de cinema pegarem fogo novamente! Levar todo mundo pros cinemas e fazer o cinema nacional voltar a ser um programa delicioso de fazer com a família e os amigos!! #vivaocinemanacional #vivacultura #foracovid19 #vivadonaherminia.”

Em maio de 2020, fez publicações sobre o aumento do número de casos e mortes por causa da covid-19 no Brasil, na época, em torno de 20 mil pessoas. Emojis de surpresa, tristeza e de pessoas usando máscaras acompanharam publicações com reportagens sobre a pandemia no Brasil. “Meu Deus”, escreveu Paulo Gustavo, comentando uma notícia sobre 188 mil casos confirmados no Brasil e 13 mil mortes pela covid-19.

Naquela época, Paulo Gustavo fez diversas publicações e vídeos pedindo para as pessoas ficarem em casa. Também convocou a população a “aplaudir os profissionais de saúde” por sua atuação na linha de frente. “Niterói é referência no Brasil e no mundo!”, disse, sobre sua cidade natal.

Paulo Gustavo

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM – Uma das maiores revelações da nova geração do humor nacional, ator tinha 42 anos e deixa marido e dois filhos; ele havia sido internado no dia 13 de março

Em outra publicação, Paulo Gustavo brincou dizendo não saber usar o aplicativo TikTok e falou sobre seu medo de contrair coronavírus: “Precisava de uma pessoa pra me ajudar, mas e o medo de abrir a porta de casa e dar de cara com um corona! Eu to passando álcool gel na maçã, gente! Não tem condição de sair! Eu desço na portaria pra pegar uma coisa, na volta jogo a roupa no tanque como se tivesse com coco!”

Outra publicação, esta de abril de 2020, mostra uma conversa pelo WhatsApp com a atriz e a amiga Ingrid Guimarães. Ela pergunta: “Tá tudo bem aí?”. Paulo Gustavo responde: “Essa pergunta não tá se usando mais, senhora! Caiu em desuso! Óbvio que não! Trancafiado! Vou dormir!”

Quem puder, disse ele no dia 7 de abril do ano passado, fica em casa “para ajudar a proteger que não pode ficar”. “Tem gente que não pode, tem que ir pra rua trabalhar, ganhar dinheiro. Você que tem dinheiro na tua conta e pode ficar em casa ou trabalhar de casa, trabalha de casa”, pediu.

“O problema é quem tá na rua como se fosse férias! A praia do Leblon ontem cheia de gente passeando! A maioria daquelas pessoas podem ficar em casa, até pra proteger quem não pode ficar! Só tem que sair quem precisa trabalhar!”

“A gente tá em quarentena, né? Esses dias eu estava na janela, vi o povo caminhando na calçada na praia. Estamos aí com o coronavírus atrás da gente. Eu não tenho condição nenhuma de sair de casa. Eu tenho problema respiratório. Mesmo que não tivesse, tenho idosos no prédio. Não dá para voltar da rua tomado de corona e passar pro senhor que tá no edifício.”

“Quando acabar a gente faz isso tudo!! ❤️ E pra acabar rápido precisamos ficar em casa, é serio! Amo vocês”, escreveu no dia 23 de março. Antes disso, havia pedido: “Gente, pelo amor de Deus! Quem puder, não sai de casa. Vamos ajudar quem precisa sair pra trabalhar. Vamos ter piedade com os mais velhos. Vamos ter compaixão com os profissionais de saúde!”

Sua primeira publicação comentando a quarentena foi em 17 de março do ano passado. “Que louco como as pessoas não estão respeitando e levando a sério o que está acontecendo não só com a gente, mas com o mundo! Gente, ACORDA! Não rola ficar saindo pra praia, boate, restaurante, clube, festas…NÃO ROLA..é sério! Só é pra sair de casa quem precisa sair, pra ir num supermercado, numa farmácia, ajudar um parente, pra TRABALHAR (ÓBVIO), mas quem pode ficar em casa, FICA por favor! Não dá pra ficar fazendo vista grossa pro que está acontecendo no nosso país e no mundo! Se a gente não correr atrás de impedir esse proliferação do vírus, VAI DAR MERDA!!! Já está dando! E tá bola de neve, efeito dominó! Mas vai piorar! Por isso, fica atento! Não vamos ser egoístas e só pensar em nós! Vamos pensar no vizinho, no amigo, nos nossos pais, nossos avós… vamos pensar no outro! Vamos ter empatia!”, escreveu, ao lado de uma foto mostrando a praia lotada no Rio.

Depois de sua morte, fãs encheram suas publicações de lamentos e mensagens de condolências. Os pedidos de Paulo Gustavo para que as pessoas ficassem em casa e seus apelos pela vacina são vistos com tristeza.

“A vacina poderia ter chegado a tempo”, escreveu um usuário. Outro comentou: “Quantos de nós ainda iremos morrer por conta dessa vacina que não vem porque não querem e nada fazem?”

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Lula diz que Marcola errou ao pedir dinheiro a lobista, que filho vai pagar se cometeu ilícitos e que deseja ‘recuperar território’ do crime

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Presidente Lula, que tenta a reeleição — Foto: Globo/ Manoella Mello

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), concedeu nesta quinta-feira (27) entrevista à Globo. Conduziram o programa os jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli.

Veja os principais destaques da entrevista com Lula:

 

Caso Lulinha

 

O presidente e candidato à reeleição afirmou que o filho dele Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, terá que responder como qualquer cidadão caso tenha cometido algum ilícito.

Ao ser questionado sobre investigações da Polícia Federal que apuram suspeitas de corrupção e tráfico de influência envolvendo o filho, o candidato disse que não interferirá nas apurações.

“Eu não sou do Ministério Público, eu não sou delegado, eu não sou juiz. Se o Fábio cometeu qualquer ilícito, ele terá que pagar como qualquer cidadão brasileiro”, disse.

“Eu não vou afastar delegado da Polícia Federal, eu não vou fazer qualquer movimento pelo meu filho. Ele sabe que a Marisa [Letícia, ex-primeira-dama] morreu por conta da falsa acusação que foi feita a mim na Lava Jato. Portanto, ele tem obrigação de não ter feito o erro.”

Lula disse que o que há contra Lulinha são “ilações” e comparou a situação do filho com a dele próprio.

O petista foi condenado e preso na Lava Jato e, um ano e sete meses depois, deixou a prisão. O Supremo Tribunal Federal (STF) anulou as condenações por entender que a competência para julgar os casos era da Justiça Federal do Distrito Federal, e não da 13ª Vara Federal de Curitiba, e por reconhecer que o então juiz Sergio Moro atuou de forma parcial.

“Não me deixo impactar por ilações. Eu conheço muito e já fui vítima disso”, disse o presidente.

 

“Eu tenho certeza que ele vai ser inocente. Vamos esperar o tempo, não haverá da parte da Presidência da República um milímetro de movimento para proteger o meu filho.”

 

Sobre acusações entre uma suposta relação entre Lulinha e o ex-secretário do Ministério da Saúde, Swedenberger do Nascimento Barbosa, conhecido como Berger, Lula reforçou que as mensagens entre Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger não configuram necessariamente um sinal de crime, e que não haveria provas concretas de corrupção a funcionários públicos.

“Eu estou dizendo para você que o fato de ter pego conversa no telefone não justifica absolutamente nada. Até agora não existe uma prova de um centavo público. Até agora não existe uma prova de uma conversa do meu filho com qualquer ministro”, disse Lula.

Lula foi questionado sobre a relação entre seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, e a lobista Roberta Luchsinger. Segundo a Polícia Federal, Marcola teve despesas pessoais, como boletos, parcelas de financiamento, faturas de cartão, e joias pagas por Roberta.

O presidente respondeu que Marcola errou ao manter esse tipo de relação e disse que o episódio leva suspeitas para dentro do Palácio do Planalto e “gera desconfiança”.

 

“Não é adequado, é totalmente errado. E o Marcola sabe do erro que ele cometeu, porque não é esse o papel do chefe de gabinete”, afirmou Lula.

O presidente também chamou a lobista de “pilantra” ao comentar o conteúdo de conversas obtidas durante as investigações. “O que é que uma pilantra pode falar no telefone? Ou o que é que um cara qualquer pode falar no telefone?”, disse.

Lula afirmou, porém, que as mensagens, por si só, não comprovam a prática de crime e defendeu que seja apurado se houve liberação de dinheiro público.

 

“O que nós precisamos saber é o seguinte: essa mulher conseguiu liberar o dinheiro que ela disse que estava atrás?” Tem prova de que tem dinheiro público? Porque aí é que está o crime, aí está o crime”, disse.

Lula foi questionado sobre uma mensagem específica de Roberta Luchsinger obtida pela Polícia Federal, na qual a lobista disse que o presidente teria lhe oferecido um cargo e dito que escolhesse onde queria ficar. Em resposta, o candidato ironizou: “Só faltou ela dizer que eu ofereci para ela o Ministério da Defesa, o comando da Marinha da Aeronáutica”.

O presidente disse que isso não aconteceu:

 

“Eu não conheço essa moça, nunca vi essa moça na minha vida, nunca conversei com essa moça, ela nunca esteve próxima de mim”, disse Lula sobre a lobista Roberta Luchsinger.

 

O Fato ou Fake, do g1, checou a informação e encontrou ao menos três fotos e um vídeo nos quais Roberta aparece ao lado do presidente Lula.

 

Um vídeo publicado no Instagram de Roberta em 20 de julho de 2022 exibe uma sequência de ao menos duas fotos nas quais a lobista aparece ao lado de Lula.

Há também imagens nas quais ela posa acompanhada das seguintes pessoas: a primeira-dama Janja; o candidato a governador de São Paulo Fernando Haddad (PT); o vice na chapa de Haddad, Márcio França (PSB); e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

 

Recuperar territórios do crime

 

O petista afirmou que, em um novo mandato, tem como desejo “recuperar o território” dominado pelos grupos criminosos e que pretende “enfrentar o andar de cima” das facções.

 

“Qual é o meu desejo? O meu desejo é recuperar o território para o povo. Aquela rua é do povo do Rio, não é do bandido; a escola é do povo, não é do bandido; o bairro é da população.”

 

Lula afirmou que o Brasil “está pronto e preparado” para trabalhar junto com os Estados Unidos para combater o narcotráfico e listou ações feitas pelo governo federal contra o crime organizado.

“Nós aprovamos agora uma lei antifacção, estamos trabalhando a questão do combate ao crime organizado. Por isso eu fui levar ao [Donald] Trump [presidente dos EUA] uma proposta por escrito”, disse Lula.

O governo Trump classificou facções criminosas brasileiras como terroristas, o que foi contra a visão do governo Lula por considerar a decisão como uma invasão à soberania brasileira.

 

Ministério da Segurança Pública

 

Lula defendeu a PEC da Segurança Pública, que reorganiza as atribuições do governo federal e dos estados. Disse que negocia a proposta com os presidentes da Câmara e do Senado, o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) e o senador Davi Alcolumbre (União-AP), respectivamente.

“A hora que for aprovar a PEC da Segurança Pública, eu crio o Ministério da Segurança Pública. Por que que eu vou criar o ministério? Porque primeiro eu quero estabelecer qual é a participação de cada ente federal na Segurança Pública. Qual vai ser o papel da União, qual vai ser o papel do estado e qual vai ser o papel do município”, disse.

 

Criminalidade na Bahia

 

Ainda no contexto da PEC da Segurança Pública e o tempo do PT no poder, Lula foi questionado sobre a violência no estado da Bahia, que hoje tem cinco das 10 cidades mais violentas do Brasil e é governado pelo partido há 20 anos.

O presidente disse que a colocação era “injusta” com a Bahia.

“Nenhum governador do Brasil conseguiu resolver o problema da segurança pública, nenhum conseguiu segurar”, disse.

 

Escândalo do INSS

 

O presidente foi questionado sobre o envolvimento de pessoas do governo dele no escândalo de desvio de dinheiro público do INSS. Lula disse que R$ 3 bilhões foram ressarcidos.

 

“Não tem um aposentado que foi roubado e que não foi devolvido dinheiro”, disse Lula.

“Esse dinheiro vai ser ressarcido pelos bens que nós apreendemos de […] uma quadrilha que foi montada em 2019, inclusive com a participação do ministro da Previdência daquela época. Nós passamos dois anos investigando tanto a CGU quanto a Polícia Federal. Se a gente faz a denúncia antes de a gente ter o processo como um todo, a gente atrapalharia, facilitando os bandidos.”

Confira datas de outras entrevistas com presidenciáveis à Globo

 

A entrevista com Lula foi a quarta de uma série com os candidatos à Presidência da República. Na segunda-feira (24), o participante foi Romeu Zema(Novo); na terça (25), Ronaldo Caiado(PSD); e na quarta (26), Renan Santos(Missão).

Reveja como foram as entrevistas de Zema, Caiado e Renan.

A Globo convidou os seis candidatos mais bem posicionados na pesquisa de intenção de voto divulgada pela Quaest em 14 de agosto. A ordem das entrevistas foi definida por sorteio, com a presença de representantes dos partidos.

Confira a data das próximas entrevistas:

 

 

Esta é a primeira vez que as entrevistas da Globo com candidatos ao Palácio do Planalto são após o Jornal Nacional, e não dentro do telejornal. Após a exibição, a entrevista vai ficar disponível na íntegra no g1 e no Globoplay.

O 1º turno das eleições será em 4 de outubro.

Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Romeu Zema: candidatos à Presidência da República — Foto: Divulgação
Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Romeu Zema: candidatos à Presidência da República — Foto: Divulgação

Quem é Lula

 

Luiz Inácio Lula da Silva, que completa 81 anos em outubro, é um dos principais líderes políticos da história do Brasil e tenta, em 2026, chegar ao quarto mandato presidencial. Se for reeleito, poderá completar 16 anos no Palácio do Planalto.

No terceiro mandato, o governo aprovou a reforma tributária, ampliou a faixa de isenção do Imposto de Renda e tirou novamente o Brasil do Mapa da Fome, mas também enfrentou crises como as fraudes no INSS, investigações envolvendo um dos filhos do presidente, dificuldades no Congresso e embates com os Estados Unidos.

Lula em bancada para entrevista com presidenciáveis — Foto: Globo/ Manoella Mello
Lula em bancada para entrevista com presidenciáveis — Foto: Globo/ Manoella Mello

Nascido em Garanhuns (PE), Lula mudou-se aos 7 anos para São Paulo com a mãe e os irmãos. Trabalhou como engraxate e office boy, formou-se torneiro mecânico pelo Senai e ingressou na indústria metalúrgica. Em São Bernardo do Campo, tornou-se presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e ganhou projeção nacional ao liderar greves no fim dos anos 1970, durante a ditadura militar.

Em 1980, participou da fundação do PT. Depois de derrotas nas eleições de 1982, 1989, 1994 e 1998, foi eleito presidente em 2002 e reeleito em 2006, deixando o cargo em 2010 com 87% de aprovação.

Nos dois primeiros mandatos, Lula teve como principais metas a redução da pobreza e da desigualdade social e lançou programas como Fome Zero, Bolsa Família, ProUni, Minha Casa, Minha Vida e PAC. A trajetória política também foi marcada pelo Mensalão e, posteriormente, pela Operação Lava Jato.

Condenado em 2017 por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá, Lula sempre negou as acusações, foi preso em 2018 e permaneceu 580 dias em Curitiba. Em 2021, o STF anulou as condenações relacionadas à Lava Jato, devolvendo os direitos políticos e tornando-o novamente elegível.

Em 2022, Lula formou uma ampla coalizão contra o bolsonarismo, reunindo antigos adversários, adotou um discurso mais ao centro e venceu Jair Bolsonaro, retornando ao Planalto para o terceiro mandato.

Além das medidas econômicas e sociais, o governo ampliou a estrutura administrativa e recriou ministérios. O mandato, porém, também foi marcado por críticas à estratégia econômica, aumento dos gastos públicos, dificuldades na relação com o Congresso e investigações envolvendo o filho Fábio Luís da Silva.

Em 2026, o PT oficializou a candidatura de Lula à Presidência, tendo Geraldo Alckmin novamente como candidato a vice.

Veja as principais propostas de Lula, registradas no plano de governo entregue ao TSE:

 

  • Fortalecer a democracia brasileira e promover uma reforma política e eleitoral.
  • Defender a soberania brasileira e rejeitar tentativas de subordinar o país a interesses estrangeiros ou de reduzir a autonomia nacional.
  • Avançar na regulação democrática das redes sociais e plataformas digitais, preservando a liberdade de expressão.
  • Democratizar o orçamento público, priorizando recursos para quem mais precisa.
  • Promover um debate com a sociedade sobre o sistema de emendas parlamentares e enfrentar o que o programa classifica como uma distorção na elaboração e gestão do orçamento federal.
  • Manter o arcabouço fiscal aprovado em 2023.
  • Adotar uma política macroeconômica voltada ao crescimento, à redução das desigualdades, à valorização do trabalho, à responsabilidade ambiental e fiscal, à queda dos juros e ao controle da inflação.
  • Criar condições para uma redução sustentada das taxas de juros, com inflação controlada e responsabilidade fiscal.
  • Manter, aperfeiçoar e ampliar políticas de proteção social, incluindo justiça tributária, valorização do salário mínimo, inclusão produtiva, educação, saúde e programas de transferência de renda.
  • Dar continuidade à política de valorização do salário mínimo como instrumento de distribuição de renda, combate à pobreza e promoção do desenvolvimento econômico e social.
  • Apoiar o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial, nos termos aprovados pela Câmara.
  • Aprovar a PEC da Segurança Pública proposta pelo Executivo e criar um Ministério da Segurança Pública para coordenar as políticas nacionais da área em articulação com estados e municípios.
  • Combater o crime organizado e fortalecer a integração entre os entes federados, a inteligência estatal, a prevenção da violência e a proteção dos direitos civis.
  • Valorizar e qualificar os profissionais de segurança pública e fortalecer os mecanismos de controle interno e externo da atividade policial.
  • Ampliar o uso de câmeras corporais, com padrões nacionais para utilização, gestão e preservação das imagens.
  • Fortalecer as Forças Armadas e a indústria de defesa, com equipamentos e capacidade para proteger o território e os recursos naturais brasileiros.
  • Buscar autonomia estratégica, inovação tecnológica e integração entre defesa e desenvolvimento, combinando persuasão diplomática e capacidade de dissuasão.
  • Tornar o Brasil mais independente e ativo na política externa, ampliando a cooperação e a negociação com diferentes regiões e diversificando parcerias estratégicas.
  • Fortalecer a integração regional, a América do Sul e o Caribe como zona de paz e o Mercosul como principal plataforma de integração econômica, produtiva, política e social da América do Sul.
  • Buscar novos acordos comerciais e mercados para bens e serviços brasileiros e defender os interesses do país com base nas normas internacionais e no multilateralismo.

fonte: https://g1-globo-com.cdn.ampproject.org/v/s/g1.globo.com/google/amp/politica/eleicoes/2026/noticia/2026/08/27/lula-entrevista-globo.ghtml?amp_js_v=0.1&amp_gsa=1#webview=1&cap=swipe

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Flávio aparece no TSE filiado ao Missão; PL diz não ter conseguido registrar candidatura e fala em fraude

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Candidato a presidente pelo PL, Flávio Bolsonaro, participa remotamente de sabatina promovida por "O Antagonista" e G4 — Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não conseguiu registrar nesta quinta-feira (13) sua candidatura à Presidência da República após aparecer filiado ao partido Missão nos registros da Justiça Eleitoral. O caso é analisado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O Missão informou em nota que “foi vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro”. O partido diz que tentou no mesmo dia cancelar a filiação de Flávio, mas a ação foi rejeitada pelo TSE (veja íntegra abaixo).

 

O TSE informou que “a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações” (veja na íntegra mais abaixo).

 

A advogada da campanha de Flávio, Maria Claudia Bucchianeri, disse que é “inequívoco que foi fraudulento”.

Segundo ela, a alteração foi identificada quando a equipe começou a reunir os documentos necessários para protocolar o pedido de registro da candidatura.

Após o ocorrido, Flávio gravou um vídeo para suas redes sociais. Na legenda, o senador afirma que adversários “só sabem jogar sujo”, mas que “não funcionou e nem vai funcionar”.

 

“Vocês viram aí que fraudaram a minha filiação partidária. O sistema vai tentar de tudo para me parar, mas não vai conseguir não, porque Deus está no comando e a gente vai conseguir juntos resgatar o nosso Brasil”, afirmou.

Flávio Bolsonaro foi filiado ao Missão — Foto: Reprodução/TSE
Flávio Bolsonaro foi filiado ao Missão — Foto: Reprodução/TSE

O prazo para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral termina às 19h de sábado (15).

O PL oficializou em convenção nacional no dia 25 de julho a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República (detalhes abaixo).

As convenções partidárias são encontros em que os partidos definem os candidatos que vão disputar os cargos das eleições. O prazo para a realização delas terminou em 5 de agosto.

 

Campanha suspeitou de ataque hacker

 

De acordo com a advogada, o partido já acionou o TSE e ela aguarda o fim da sessão desta manhã no tribunal para tentar despachar com o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques.

“Precisamos entender se foi hacker, uma venda de senha, alguém que entrou no sistema dolosamente, a gente não sabe”, afirmou a advogada à GloboNews.

 

Segundo Bucchianeri, ainda não há elementos para apontar a causa da alteração cadastral. Ela citou como referência um episódio ocorrido durante a campanha de 2022, quando o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a aparecer filiado ao PL no sistema eleitoral.

 

“Estas foram as hipóteses cogitadas pelo ministro Alexandre na época do Lula”, afirmou.

 

A advogada disse ainda que, após o episódio de 2022, houve aprimoramentos nos sistemas da Justiça Eleitoral para evitar ocorrências semelhantes. “Vai ter que abrir um inquérito para entender”, declarou.

De acordo com Bucchianeri, há elementos que indicam que a alteração ocorreu entre a noite de quarta-feira (12) e a manhã desta quinta.

 

“É inequívoco que foi fraudulento. E aconteceu depois das 23h17 de ontem. Eu tenho uma certidão emitida no sistema do TSE de que o Flávio era candidato do PL ontem às 23h17”, afirmou.

 

Segundo ela, a certidão foi emitida porque a equipe jurídica já havia iniciado, ainda na noite de quarta-feira, os procedimentos para registrar a candidatura.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou à GloboNews que houve uma “falsificação”, mas não detalhou como a alteração teria ocorrido.

Nos bastidores do partido, integrantes da legenda atribuem o episódio a um ataque hacker. O TSE, porém, faz verificações sobre o caso.

Relatos obtidos pela TV Globo indicam que a análise inicial conduzida por pessoas envolvidas na apuração considera outras hipóteses além de uma eventual invasão aos sistemas da Justiça Eleitoral.

A mudança no cadastro impede, neste momento, que o PL registre a candidatura de Flávio.

Segundo a advogada, o pedido de registro só poderá ser apresentado depois que a situação da filiação partidária for regularizada.

 

“Ele está sem filiação regular agora. O Missão tem candidato. Tem que restabelecer a filiação original para poder fazer o registro”, afirmou.

 

 

Convenção do PL

 

Flávio Bolsonaro foi oficializado pelo PL como candidato à Presidência da República durante convenção realizada em São Paulo, no fim de julho.

Em seu discurso, afirmou que representava a continuidade do projeto político do ex-presidente Jair Bolsonaro e fez críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A candidatura foi lançada sem a definição formal de um candidato a vice-presidente e se tornou a principal aposta eleitoral do PL para a disputa presidencial de 2026.

O que dizem o TSE e o partido

 

Leia a nota do TSE na íntegra:

“O Tribunal Superior Eleitoral informa que a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credencias da legenda para efetivar filiações.

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, enviou uma representação à Procuradoria Geral Eleitoral para providências e determinou instauração de inquérito por parte da Polícia Judiciária.

O Partido Liberal protocolou pedido de desfiliação do Missão, que já está sob análise”.

Leia a íntegra da nota do Missão:

“O Partido Missão vem a público informar que foi vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro. Nosso sistema, ao notar a fraude, tentou realizar no mesmo dia o cancelamento da filiação, ação que foi rejeitada pelo TSE.

O gabinete de Flávio foi informado dessa tentativa de filiação desde o dia 2 deste mês. Consta em nosso sistema que os e-mails enviados foram abertos, mas não foram respondidos.

A Missão já está adotando todas as providências cabíveis junto à Polícia Federal e ao TSE, a fim de que os responsáveis pelo crime e pela fraude sejam identificados e exemplarmente punidos. Um relatório com todos os logs, e-mails e IPs será disponibilizado para a imprensa e autoridades.

Ressaltamos, ainda, que não é do interesse do partido acolher em seus quadros um parlamentar que, para além do desalinhamento ideológico, figura em acusações e suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção.

O Partido Missão reafirma que não compactua com filiações de natureza fraudulenta e repudia veementemente episódios dessa natureza. Colocamo-nos à disposição das autoridades competentes para a completa apuração dos fatos.”

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Vídeo de IA de Jair Bolsonaro pode ter consequências para o PL e o ex-presidente, avaliam especialistas

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Convenção do PL exibe vídeo feito por Inteligência Artificial de Bolsonaro — Foto: Reprodução

A convenção partidária nacional do Partido Liberal (PL), realizada em São Paulo no sábado (25), exibiu um vídeo produzido com inteligência artificial (IA) para simular um pronunciamento de Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Na gravação, o ex-presidente afirma estar “preso e calado por uma decisão arbitrária”, diz que “nenhuma prisão vai calar o sentimento de esperança” despertado por seu movimento e pede que os apoiadores recebam Flávio Bolsonaro “de braços abertos” como candidato à Presidência.

Para diferentes especialistas ouvidos pelo g1, o conteúdo deve causar reações tanto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quanto do Supremo Tribunal Federal (STF). Isso porque o TSE proíbe o uso de deepfakes, ou conteúdo sintético, para substituir a imagem ou voz de pessoa viva, mesmo com autorização. O ex-presidente, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses em prisão domiciliar, não pode divulgar manifestações de conteúdo político-eleitoral por qualquer meio, após determinação do ministro Alexandre de Moraes.

➡️ Deepfake é uma técnica que permite alterar um vídeo ou foto com ajuda de IA. Com ele, por exemplo, o rosto da pessoa que está em cena pode ser trocado pelo de outra; ou aquilo que a pessoa fala pode ser modificado.

Luiz Eduardo Peccinin, advogado especialista em Direito Eleitoral e doutor em Direito do Estado, acredita que o vídeo representou uma infração à legislação eleitoral. “Ainda que tenha sido indicado que se tratava de um personagem de inteligência artificial, isso viola de forma objetiva a norma do TSE que estabeleceu a proibição do uso de deepfake ou o uso da IA generativa para criar uma pessoa artificial”, disse ao g1.

Segundo Peccinin, o caso pode causar consequências que vão da aplicação de multa até a proibição do uso deste recurso específico durante as eleições. “Se essa conduta prosseguir pela campanha após ser considerada irregular, isso vai trazer riscos”, avalia.

Já Matheus Puppe, advogado e consultor da Comissão Especial de Direito Digital da Câmara dos Deputados, considera que a resolução do TSE que proíbe conteúdo sintético é “muito ampla” e não pode ser interpretada isoladamente. No seu entendimento, o conceito de deepfake deveria contemplar apenas conteúdos que têm caráter prejudicial, de atrapalhar ou ludibriar um candidato ou um eleitor.

“Proibir o deepfake e permitir a IA, uma coisa esbarra na outra. É uma norma que se contradiz”, pondera. “O próximo passo do TSE é reavaliar a próxima resolução, a finalidade de fato dela. E proibir o uso de IA sem o consentimento da pessoa representada para prejudicar a sociedade de maneira geral.”

Neste domingo, o Partido dos Trabalhadores (PT) acionou o TSE contra o PL e o senador Flávio Bolsonaro por suposta propaganda eleitoral antecipada e uso irregular de inteligência artificial.

O partido também enviou uma petição ao STF afirmando que a veiculação do vídeo de IA pode ter desobedecido restrições impostas a Jair Bolsonaro.

De acordo com o advogado criminalista Guilherme Alonso, isso pode ter consequências sérias para o ex-presidente. “Já houve uma situação em que uma carta do ex-presidente foi utilizada com suposta finalidade política eleitoral e já houve uma decisão do ministro Alexandre de Moraes indicando que isso poderia justificar a prisão cautelar que seria imposta ao presidente”, explica. “Mas não houve naquela decisão uma devolução do ex-presidente ao estabelecimento prisional. Agora não é mais o primeiro episódio, então fica uma situação delicada”.

Alonso acredita que, com a petição feita pelo PT, Moraes deve abrir um prazo para a defesa de Bolsonaro se manifestar e explicar por que não se tratava de uma manifestação por intermédio de terceiros sobre a candidatura do filho. “Se isso vai ser suficiente para que ele indefira a manifestação do PT para que se reconheça a violação da cautelar, não sabemos. Mas objetivamente há esse risco real de revogar a prisão domiciliar.”

Fonte: https://g1-globo-com.cdn.ampproject.org/v/s/g1.globo.com/google/amp/politica/eleicoes/2026/noticia/2026/07/28/video-ia-jair-bolsonaro-consequencias.ghtml?amp_js_v=0.1&amp_gsa=1#webview=1&cap=swipe

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