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Recuperado, Bolsonaro defende voto impresso, Pazuello e mais um remédio contra Covid-19

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SÃO PAULO (Reuters) – O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender neste domingo o que chama de voto impresso auditável, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e pediu estudos sobre mais um medicamento para combater a Covid-19.

Ao deixar o hospital em que estava internado desde quarta-feira em São Paulo devido a uma obstrução intestinal, Bolsonaro deu uma entrevista coletiva e disparou várias críticas e defesas.

“Vou pegar o Queiroga amanhã, vou conversar com ele, a questão da Covid-19”, disse Bolsonaro, referindo-se ao atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

O presidente, um entusiasta defensor da cloroquina para combater a Covid-19, apesar de não haver comprovação científica da eficácia do medicamento contra a doença, disse agora que vai pedir que seja feito um estudo com a proxalutamida, usado em tratamentos contra câncer de próstata, com o mesmo objetivo.

Questionado sobre as últimas denúncias envolvendo Pazuello, Bolsonaro disse que Brasília é “o paraíso dos lobistas” e elogiou o trabalho do ex-ministro, assim como do seu então secretário-executivo, Elcio Franco.

Reportagem da Folha de S.Paulo na sexta-feira relata uma suposta negociação de Pazuello com intermediários para a compra de doses da vacina contra Covid-19 CoronaVac por três vezes o preço que o Instituto Butantan cobrava do ministério para o mesmo imunizante. O ex-ministro negou qualquer negociação, afirmando que apenas cumprimentou empresários no ministério, mas que a compra não avançou.

“Se eu estivesse na Saúde eu teria apertado a mão daqueles caras todos”, disse Bolsonaro, argumentando que Pazuello estava sem paletó e não estava à mesa em um vídeo divulgado, o que mostraria que não houve negociação alguma com a participação do então ministro.

“Não tem como você fraudar no nosso governo”, garantiu.

“Lá em Brasília não falta gente para vender lote na Lua, acredita quem quiser, e lamentavelmente a imprensa, grande parte da imprensa, adota o caminho de simplesmente denunciar, denunciar não, divulgar aquilo que nós não fizemos”, disse o presidente.

“Eu sempre determinei para o Ministério da Saúde, comprar vacina, duas condições: passar pela Anvisa e só pagar depois que chegar”, afirmou Bolsonaro.

Apesar de ter dito, de fato, que só compraria vacinas depois do registro na Anvisa, essa é a primeira vez que Bolsonaro cita a suposta necessidade de “pagar depois que chegar”.

“Nosso governo não gastou um centavo com picareta, nenhum. Parabéns Pazuello, parabéns coronel Elcio.”

No caso da vacina indiana Covaxin, o governo acertou a compra mesmo sem aprovação da Anvisa –que só concedeu autorização de uso emergencial meses depois e mesmo assim restrita. Além disso, documentos mostram que a primeira versão do contrato com a intermediária Precisa previa o pagamento antecipado de parte das doses.

FAKENEWS

Bolsonaro voltou a defender o que chama de voto impresso auditável, repetindo críticas ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, dizendo ainda que a apuração da votação tem que ser pública.

Argumentando em favor da liberdade de expressão, o presidente criticou investigações sobre atos antidemocráticos e fakenews.

“Não dá pra gente conviver num país democrático com pessoas sendo presas e processadas por fakenews e atos antidemocráticos”, disse.

“Eu respeito integralmente a Constituição… tem gente sendo processada porque levantou faixinha com o artigo 142… eu respeito o artigo 1º da Constituição, o artigo 2º, o 10º, o 100º e o 142 também, isso é crime?”

“Eu jurei respeitar a Constituição… algumas outras autoridades do Brasil não respeitam, a Constituição é ele, vale o que ele interpreta”, reclamou Bolsonaro. Uma das atribuições mais importantes dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) é justamente interpretar e dar um entendimento à Constituição, quando há disputas sobre pontos dela.

O artigo 142 da Constituição diz que as Forças Armadas “são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos Poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”.

De maneira recorrente, algumas pessoas defendem a interpretação, errada, de que, com base neste artigo, as Forças Armadas funcionariam como um Poder Moderador.

Questionado se a reunião que ocorreria na quarta-feira passada com os presidentes do STF, Luiz Fux, do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), seria retomada, Bolsonaro disse acreditar que sim, mas ressalvou que, como ele escolhe seus próprios ministros, é o único dos chefes dos Poderes que não têm problemas.

“Com toda certeza… não tem nada de anormal essas reuniões nossas, é acertar alguma coisa, trocar uma ideia”, disse.

“O único chefe que não tem problema sou eu, porque eu tenho ministros que eu nomeio. O ministro Fux tem o Supremo ali que alguns pensam diferente dele, o Lira e o Pacheco também, mas nós vamos cada vez mais nos acertando.”

A reunião de quarta, desmarcada devido ao problema de saúde de Bolsonaro, foi marcada depois que o presidente chegou a colocar em dúvida a realização das eleições marcadas para 2022.

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Vídeo de IA de Jair Bolsonaro pode ter consequências para o PL e o ex-presidente, avaliam especialistas

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Convenção do PL exibe vídeo feito por Inteligência Artificial de Bolsonaro — Foto: Reprodução

A convenção partidária nacional do Partido Liberal (PL), realizada em São Paulo no sábado (25), exibiu um vídeo produzido com inteligência artificial (IA) para simular um pronunciamento de Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Na gravação, o ex-presidente afirma estar “preso e calado por uma decisão arbitrária”, diz que “nenhuma prisão vai calar o sentimento de esperança” despertado por seu movimento e pede que os apoiadores recebam Flávio Bolsonaro “de braços abertos” como candidato à Presidência.

Para diferentes especialistas ouvidos pelo g1, o conteúdo deve causar reações tanto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quanto do Supremo Tribunal Federal (STF). Isso porque o TSE proíbe o uso de deepfakes, ou conteúdo sintético, para substituir a imagem ou voz de pessoa viva, mesmo com autorização. O ex-presidente, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses em prisão domiciliar, não pode divulgar manifestações de conteúdo político-eleitoral por qualquer meio, após determinação do ministro Alexandre de Moraes.

➡️ Deepfake é uma técnica que permite alterar um vídeo ou foto com ajuda de IA. Com ele, por exemplo, o rosto da pessoa que está em cena pode ser trocado pelo de outra; ou aquilo que a pessoa fala pode ser modificado.

Luiz Eduardo Peccinin, advogado especialista em Direito Eleitoral e doutor em Direito do Estado, acredita que o vídeo representou uma infração à legislação eleitoral. “Ainda que tenha sido indicado que se tratava de um personagem de inteligência artificial, isso viola de forma objetiva a norma do TSE que estabeleceu a proibição do uso de deepfake ou o uso da IA generativa para criar uma pessoa artificial”, disse ao g1.

Segundo Peccinin, o caso pode causar consequências que vão da aplicação de multa até a proibição do uso deste recurso específico durante as eleições. “Se essa conduta prosseguir pela campanha após ser considerada irregular, isso vai trazer riscos”, avalia.

Já Matheus Puppe, advogado e consultor da Comissão Especial de Direito Digital da Câmara dos Deputados, considera que a resolução do TSE que proíbe conteúdo sintético é “muito ampla” e não pode ser interpretada isoladamente. No seu entendimento, o conceito de deepfake deveria contemplar apenas conteúdos que têm caráter prejudicial, de atrapalhar ou ludibriar um candidato ou um eleitor.

“Proibir o deepfake e permitir a IA, uma coisa esbarra na outra. É uma norma que se contradiz”, pondera. “O próximo passo do TSE é reavaliar a próxima resolução, a finalidade de fato dela. E proibir o uso de IA sem o consentimento da pessoa representada para prejudicar a sociedade de maneira geral.”

Neste domingo, o Partido dos Trabalhadores (PT) acionou o TSE contra o PL e o senador Flávio Bolsonaro por suposta propaganda eleitoral antecipada e uso irregular de inteligência artificial.

O partido também enviou uma petição ao STF afirmando que a veiculação do vídeo de IA pode ter desobedecido restrições impostas a Jair Bolsonaro.

De acordo com o advogado criminalista Guilherme Alonso, isso pode ter consequências sérias para o ex-presidente. “Já houve uma situação em que uma carta do ex-presidente foi utilizada com suposta finalidade política eleitoral e já houve uma decisão do ministro Alexandre de Moraes indicando que isso poderia justificar a prisão cautelar que seria imposta ao presidente”, explica. “Mas não houve naquela decisão uma devolução do ex-presidente ao estabelecimento prisional. Agora não é mais o primeiro episódio, então fica uma situação delicada”.

Alonso acredita que, com a petição feita pelo PT, Moraes deve abrir um prazo para a defesa de Bolsonaro se manifestar e explicar por que não se tratava de uma manifestação por intermédio de terceiros sobre a candidatura do filho. “Se isso vai ser suficiente para que ele indefira a manifestação do PT para que se reconheça a violação da cautelar, não sabemos. Mas objetivamente há esse risco real de revogar a prisão domiciliar.”

Fonte: https://g1-globo-com.cdn.ampproject.org/v/s/g1.globo.com/google/amp/politica/eleicoes/2026/noticia/2026/07/28/video-ia-jair-bolsonaro-consequencias.ghtml?amp_js_v=0.1&amp_gsa=1#webview=1&cap=swipe

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Inscrições para concurso de auditor fiscal da Prefeitura de Manaus estão abertas; salário inicial é de R$ 27 mil

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Auditor fiscal Manaus: prefeitura lança edital do concurso com salário inicial de R$ 27 mil — Foto: Foto: Divulgação Auditor fiscal Manaus: prefeitura lança edital do concurso com salário inicial de R$ 27 mil — Foto: Foto: Divulgação

A Prefeitura de Manaus abriu, nesta segunda-feira (27), as inscrições para o concurso público destinado ao cargo de Auditor-Fiscal de Tributos Municipais (AFTM), da Secretaria Municipal de Finanças, Planejamento e Tecnologia da Informação (Semef). O concurso prevê vagas e formação de cadastro reserva. Os candidatos têm até o dia 27 de agosto para se inscrever no certame.

Ao todo, serão 19 vagas de ampla concorrência e uma vaga reservada a candidatos com deficiência.

O cargo de Auditor-Fiscal exige ensino superior completo, tem jornada de 30 horas semanais e oferece remuneração inicial de R$ 27.270,61.

Para participar, o interessado deve acessar o Portal do Candidato, preencher o formulário de inscrição com as informações pessoais, junto com uma fotografia 3×4 e baixar o boleto bancário no valor de R$300, que pode ser pago até o dia 28 de agosto.

De acordo com o edital, o concurso será realizado em três etapas: prova objetiva, prova discursiva e pesquisa de vida pregressa. As duas primeiras fases terão caráter eliminatório e classificatório, enquanto a última será eliminatória.

A primeira fase acontece no dia 1º de novembro. Já a segunda a fase está prevista para 24 de janeiro de 2027. Quem for aprovado seguirá para a fase de pesquisa de vida pregressa.

Os candidatos aprovados e nomeados serão lotados na Subsecretaria da Receita da Semef, localizada no Centro de Manaus.

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Operação contra agiotagem prende três em Manaus; grupo cobrava juros de até 70% ao mês

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Material apreendido na operação — Foto: Divulgação/MPAM

Três pessoas foram presas durante a Operação Usura, deflagrada pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM) nesta segunda-feira (27), em Manaus. A ação investiga um grupo suspeito de praticar agiotagem e extorsão, com cobrança de juros de até 70% ao mês. Segundo as investigações, as principais vítimas eram servidores do Poder Judiciário.

A operação é resultado de uma investigação iniciada há cerca de quatro meses, após a denúncia de uma servidora do Judiciário. De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o grupo oferecia empréstimos de até R$ 200 mil e utilizava intimidação psicológica para cobrar as dívidas.

Um policial militar suspeito de integrar o esquema foi preso na última terça-feira (22), durante as primeiras diligências do caso. Nesta segunda, outras duas pessoas foram detidas em flagrante, sendo uma delas por desacato.

Ao todo, a Justiça expediu dois mandados de prisão e 16 de busca e apreensão. Um dos alvos não foi localizado e é considerado foragido.

 

Alvos e buscas

 

As investigações apontam que o grupo é formado por 24 pessoas físicas e jurídicas. Entre os investigados estão três advogados, cujos escritórios também foram alvo de buscas por suposta ligação com o esquema.

Os mandados foram cumpridos nos bairros Japiim, Ponta Negra, Centro, Adrianópolis e Flores.

Durante a operação, foram apreendidos cerca de R$ 160 mil em espécie, valor que ainda passará por conferência oficial. Também foram recolhidos dois veículos, joias, documentos e celulares.

A Justiça determinou ainda o bloqueio de contas bancárias dos investigados.

Segundo o coordenador do Gaeco, promotor de Justiça Leonardo Tupinambá, as investigações continuam sob sigilo para identificar a dimensão da atuação do grupo e o prejuízo causado às vítimas.

Gaeco deflagra operação contra suspeitos de integrar grupo de agiotagem em Manaus — Foto: Jucélio Paiva/Rede Amazônica
Gaeco deflagra operação contra suspeitos de integrar grupo de agiotagem em Manaus — Foto: Jucélio Paiva/Rede Amazônica
Operação do Gaeco no Amazonas — Foto: Divulgação

Operação do Gaeco no Amazonas — Foto: Divulgação

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