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Oscar choca com tapa de Will Smith e premia ‘No Ritmo do Coração’
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há 4 anosem
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diamantenewscom
Will Smith dá tapa em Chris Rock durante o Oscar – Brian Snyder/Reuters
O Oscar deste ano foi marcado por uma corrida acirrada, uma cerimônia cheia de mudanças, prêmios que celebraram a diversidade e, pelo incrível que pareça, uma agressão.
Se há cinco anos a troca de cartões jogou para escanteio a vitória de “Moonlight”, nesta edição um tapa que Will Smith deu em Chris Rockprovavelmente entrará para a história como o grande momento
da cerimônia —e não o prêmio de “No Ritmo do Coração”.


O momento, digno de filme, aconteceu já na reta final. Rock fez uma piada com a alopécia de Jada Pinkett Smith. Seu marido, Will Smith, foi então ao palco e agrediu o humorista, num momento que não tinha ficado claro se foi ensaiado ou não. De volta ao lugar, gritou para que Rock “tirasse o nome” de Jada Pinkett da boca.
O clima pesou e, poucos minutos depois, quando Smith confirmou seu favoritismo ao prêmio de melhor ator, se desculpou. Mas ressaltou que, em sua vida, sempre fez questão de proteger sua família e aqueles que ama.
“Eu quero pedir desculpas à Academia. Eu quero pedir desculpas aos outros indicados. Este é um momento lindo, e eu não estou chorando por ganhar um prêmio. Não é sobre ganhar um prêmio. É sobre poder destacar várias pessoas”, disse ele, antes de agradecer a alguns colegas de “King Richard: Criando Campeãs”. “A arte imita a vida. Eu estou parecendo o pai doido, como descreveram Richard Williams. Mas o amor leva você a fazer coisas loucas.” Aos prantos, foi aplaudido de pé.

É digno de nota o fato de a piada acontecer justamente num ano em que “No Ritmo do Coração” tanto debateu capacitismo e condições de saúde. E, ao levar o grande troféu da noite, frustrou “Ataque dos Cães”, que parecia estar com o caminho livre para galopar rumo a ele, mas acabou laçado pelo melodrama.
A vitória, por mais simpático que o filme seja, mostra que as mudanças recentes no quadro de votantes da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas não foram suficientes para eclipsar o poderio de seus membros mais tradicionais —isto é, homens brancos, velhos e heterossexuais.
“No Ritmo do Coração” tem tudo para agradar, e de fato é um filme bem feito e com atuações excelentes. Mas pertence à “Sessão da Tarde”, não ao Oscar. Sua vitória mostra que, entre o drama de um caubói gay reprimido, dirigido por uma mulher para a Netflix, e um remake de um “feel good” francês, de moral bonitinha e que não ofende ninguém, o último tipo ainda tem vantagem.
Sim, “No Ritmo do Coração” também é de um streaming —o Apple TV+, que ganha aqui o primeiro Oscar de melhor filme para uma plataforma do tipo—, mas foi produzido de forma independente, aplaudido em Sundance e, só aí, gerou uma disputa por seus direitos de distribuição.


É mais um filme a entrar no grupo de dramas sem muita ousadia que, pensados para o Oscar, acabam levando seu grande prêmio, como “Green Book: O Guia”, “Spotlight”, e “Crash – No Limite”, todos um tanto sem sal e esquecíveis. Não que “Ataque dos Cães” seja uma obra-prima inegável, mas esta corrida ao Oscar teve uma seleção eclética e interessante de filmes, bem melhor que a safra do ano passado.
Havia o faroeste “Ataque dos Cães”, a comédia “Não Olhe para Cima”, o estrangeiro “Drive My Car”, o coming of age “Licorice Pizza”, a ficção científica “Duna”, o suspense “O Beco do Pesadelo”, o musical “Amor, Sublime Amor”, a cota britânica anual preenchida por “Belfast” e mais um drama motivacional genérico, “King Richard – Criando Campeãs”, que poderia ter sido substituído por produções mais instigantes, como “Tick, Tick… Boom!”, “A Filha Perdida” ou “A Tragédia de Macbeth”, trio que quase chegou lá.
“No Ritmo do Coração” pode ter levado o principal prêmio, mas o grande vencedor da noite, em termos quantitativos, foi “Duna”. Como esperado, a ficção científica dominou as categorias técnicas, recebendo seis estatuetas.


E, por mais que “Ataque dos Cães” tenha se frustrado, ao menos foi responsável por uma marca histórica —garantiu pela terceira vez o prêmio de direção a uma mulher, Jane Campion. Este reconhecimento, aliado ao fato de “No Ritmo do Coração” também ter uma diretora, conclui, com chave de ouro, a jornada poderosa de cineastas mulheres por festivais e premiações ao longo desse último ano. Elas venceram ainda os principais prêmios de Cannes, Veneza e Berlim.
Esforços em prol da diversidade deram resultado nas categorias de atuação. Em ator, Will Smith confirmou o favoritismo por sua atuação em “King Richard”. Já em atriz coadjuvante, Ariana DeBose se tornou a terceira latina a vencer, ao lado de Rita Moreno, que interpretou a mesma personagem no “Amor, Sublime Amor” de 1961.
Em ator coadjuvante, Troy Kotsur arrematou o primeiro Oscar para um ator surdo, num dos momentos mais memoráveis da noite. A única pessoa surda a vencer uma estatueta de atuação, antes dele, foi curiosamente sua parceira de cena em “No Ritmo do Coração”, Marlee Matlin, em 1987.
O prêmio de atriz principal, ao contrário desses outros três, passou toda a corrida mergulhado em incertezas, e acabou dando a Jessica Chastain sua primeira estatueta. Ela venceu por “Os Olhos de Tammy Faye” em meio a uma disputa acirradíssima, com a concorrência entregando performances poderosas.


Os prêmios foram entregues numa cerimônia envolta em expectativa, já que foi marcada por mudanças para tentar recuperar os espectadores que o Oscar vem perdendo há anos. Uma das novidades foi o retorno dos apresentadores fixos, com Wanda Sykes, Amy Schumer e Regina Hall. Apesar de uma falta de fluidez inicial, elas não tiveram dificuldade para arrancar risadas e logo se mostraram bastante entrosadas.
Delas partiram alguns momentos politizados disfarçados de piadas. Logo de cara, por exemplo, alfinetaram a concorrência. “Eles acrescentaram um nome nas homenagens póstumas deste ano, o Globo de Ouro”, disseram, em meio à polêmica pela falta de membros negros e de transparência na organização.
O trio também lembrou os recentes protestos em torno de uma nova lei homofóbica do estado da Flórida e brincou que a noite seria “gay, gay, gay”.


Já a guerra na Ucrânia se fez presente em fitinhas presas a alguns looks e também num cartão de texto, no meio da transmissão, que pedia para as pessoas mostrassem seu apoio nas redes. Mila Kunis, ucraniana, mandou uma indireta no palco, citando aqueles que “lutam contra uma escuridão inimaginável”.
O trio Sykes, Schumer e Hall, vale ressaltar, foi hilário sem abandonar o bom senso, algo que apresentadores passados fizeram com frequência. O próprio Chris Rock, que apresentou o Oscar duas vezes, não deixou de soltar algumas ofensas nessas ocasiões.
Outras mudanças que a Academia adotou, como esperado, não desceram bem e beiraram o ridículo. Foi o caso dos cortes de algumas categorias e seu prêmio para o filme favorito dos fãs. Mas se a instituição queria atrair público e gerar engajamento, conseguiu. Só que não pelas novidades, e sim pelo novo detentor de sua estatueta de melhor atuação masculina.
Confira a lista completa de vencedores abaixo.
Melhor filme
- “Belfast”
- “No Ritmo do Coração”
- “Não Olhe para Cima”
- “Drive My Car”
- “Duna”
- “King Richard – Criando Campeãs”
- “Licorice Pizza”
- “O Beco do Pesadelo”
- “Ataque dos Cães”
- “Amor, Sublime Amor”


Melhor direção
Melhor direção
- Paul Thomas Anderson, “Licorice Pizza”
- Kenneth Branagh, “Belfast”
- Jane Campion, “Ataque dos Cães”
- Ryusuke Hamaguchi, “Drive My Car”
- Steven Spielberg, “Amor, Sublime Amor”
Melhor atriz
- Olivia Colman, “A Filha Perdida”
- Nicole Kidman, “Apresentando os Ricardos”
- Kristen Stewart, “Spencer”
- Penélope Cruz, “Mães Paralelas”
- Jessica Chastain, “Os Olhos de Tammy Faye”


Melhor ator
- Javier Bardem, “Apresentando os Ricardos”
- Benedict Cumberbatch, “Ataque dos Cães”
- Andrew Garfield, “Tick, Tick… Boom!”
- Will Smith, “King Richard: Criando Campeãs”
- Denzel Washington, “A Tragédia de Macbeth”


Melhor atriz coadjuvante
- Ariana DeBose, “Amor, Sublime Amor”
- Kirsten Dunst, “Ataque dos Cães”
- Aunjanue Ellis, “King Richard – Criando Campeãs”
- Judi Dench, “Belfast”
- Jessie Buckley, “A Filha Perdida”
Melhor ator coadjuvante
- Ciaran Hinds, “Belfast”
- Troy Kotsur, “No Ritmo do Coração”
- Jesse Plemons, “Ataque dos Cães”
- J.K. Simmons, “Apresentando os Ricardos”
- Kodi Smit-McPhee, “Ataque dos Cães”
Melhor roteiro adaptado
- “No Ritmo do Coração”
- “Drive My Car”
- “Duna”
- “A Filha Perdida”
- “Ataque dos Cães”
Melhor roteiro original
- “Belfast”
- “Não Olhe para Cima”
- “King Richard – Criando Campeãs”
- “Licorice Pizza”
- “A Pior Pessoa do Mundo”
Melhor filme internacional
- “Drive My Car” (Japão)
- “Flee: Nenhum Lugar para Chamar de Lar” (Dinamarca)
- “A Mão de Deus” (Itália)
- “A Felicidade das Pequenas Coisas” (Butão)
- “A Pior Pessoa do Mundo” (Noruega)
Melhor animação
- “Encanto”
- “Flee: Nenhum Lugar para Chamar de Lar”
- “Luca”
- “A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas”
- “Raya e o Último Dragão”


Melhor documentário
- “Ascension”
- “Attica”
- “Flee: Nenhum Lugar para Chamar de Lar”
- “Summer of Soul (…ou Quando A Revolução Não Pôde Ser Televisionada)”
- “Writing with Fire”
Melhor fotografia
- “Duna”
- “O Beco do Pesadelo”
- “Ataque dos Cães”
- “A Tragédia de Macbeth”
- “Amor, Sublime Amor”
Melhor montagem
- “Não Olhe para Cima”
- “Duna”
- “King Richard: Criando Campeãs”
- “Tick, Tick… Boom!”
- “Ataque dos Cães”
Melhor canção original
- ”Dos Oruguitas”, de “Encanto”
- “Somehow You Do”, de “Four Good Days”
- “Be Alive”, de “King Richard – Criando Campeãs”
- “No Time to Die”, de “007: Sem Tempo para Morrer”
- “Down to Joy”, de “Belfast”
Melhor trilha sonora
- “Não Olhe para Cima”
- “Duna”
- “Encanto”
- “Ataque dos Cães”
- “Mães Paralelas”
Melhor som
- “Duna”
- “007: Sem Tempo para Morrer”
- “Ataque dos Cães”
- “Amor, Sublime Amor”
- “Belfast”
Melhor direção de arte
- “Duna”
- “O Beco do Pesadelo”
- “Ataque dos Cães”
- “A Tragédia de Macbeth”
- “Amor, Sublime Amor”
Melhor figurino
- “Cruella”
- “Duna”
- “O Beco do Pesadelo”
- “Amor, Sublime Amor”
- “Cyrano”
Melhor cabelo e maquiagem
- “Um Príncipe em Nova York 2”
- “Cruella”
- “Duna”
- “Os Olhos de Tammy Faye”
- “Casa Gucci”
Melhores efeitos especiais
- “Duna”
- “Free Guy – Assumindo o Controle”
- “007: Sem Tempo para Morrer”
- “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”
- “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”
Melhor curta-metragem
- “Ala Kachuu – Take and Run”
- “The Dress”
- “The Long Goodbye”
- “On My Mind”
- “Please Hold”
Melhor curta-metragem em animação
- “Affairs of the Art”
- “Bestia”
- “Boxballet”
- “A Sabiá Sabiazinha”
- “The Windshield Wiper”
Melhor documentário em curta-metragem
- “The Queen of Basketball”
- “Três Canções Para Benazir”
- “When We Were Bullies”
- “Audible”
- “Lead Me Home”
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Destaque
Lula diz que Marcola errou ao pedir dinheiro a lobista, que filho vai pagar se cometeu ilícitos e que deseja ‘recuperar território’ do crime
Publicado
há 3 semanasem
28 de agosto de 2026Por
diamantenewscom
O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), concedeu nesta quinta-feira (27) entrevista à Globo. Conduziram o programa os jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli.
Veja os principais destaques da entrevista com Lula:
Caso Lulinha
O presidente e candidato à reeleição afirmou que o filho dele Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, terá que responder como qualquer cidadão caso tenha cometido algum ilícito.
Ao ser questionado sobre investigações da Polícia Federal que apuram suspeitas de corrupção e tráfico de influência envolvendo o filho, o candidato disse que não interferirá nas apurações.
“Eu não sou do Ministério Público, eu não sou delegado, eu não sou juiz. Se o Fábio cometeu qualquer ilícito, ele terá que pagar como qualquer cidadão brasileiro”, disse.
“Eu não vou afastar delegado da Polícia Federal, eu não vou fazer qualquer movimento pelo meu filho. Ele sabe que a Marisa [Letícia, ex-primeira-dama] morreu por conta da falsa acusação que foi feita a mim na Lava Jato. Portanto, ele tem obrigação de não ter feito o erro.”
Lula disse que o que há contra Lulinha são “ilações” e comparou a situação do filho com a dele próprio.
O petista foi condenado e preso na Lava Jato e, um ano e sete meses depois, deixou a prisão. O Supremo Tribunal Federal (STF) anulou as condenações por entender que a competência para julgar os casos era da Justiça Federal do Distrito Federal, e não da 13ª Vara Federal de Curitiba, e por reconhecer que o então juiz Sergio Moro atuou de forma parcial.
“Não me deixo impactar por ilações. Eu conheço muito e já fui vítima disso”, disse o presidente.
“Eu tenho certeza que ele vai ser inocente. Vamos esperar o tempo, não haverá da parte da Presidência da República um milímetro de movimento para proteger o meu filho.”
Sobre acusações entre uma suposta relação entre Lulinha e o ex-secretário do Ministério da Saúde, Swedenberger do Nascimento Barbosa, conhecido como Berger, Lula reforçou que as mensagens entre Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger não configuram necessariamente um sinal de crime, e que não haveria provas concretas de corrupção a funcionários públicos.
“Eu estou dizendo para você que o fato de ter pego conversa no telefone não justifica absolutamente nada. Até agora não existe uma prova de um centavo público. Até agora não existe uma prova de uma conversa do meu filho com qualquer ministro”, disse Lula.
Lula foi questionado sobre a relação entre seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, e a lobista Roberta Luchsinger. Segundo a Polícia Federal, Marcola teve despesas pessoais, como boletos, parcelas de financiamento, faturas de cartão, e joias pagas por Roberta.
O presidente respondeu que Marcola errou ao manter esse tipo de relação e disse que o episódio leva suspeitas para dentro do Palácio do Planalto e “gera desconfiança”.
“Não é adequado, é totalmente errado. E o Marcola sabe do erro que ele cometeu, porque não é esse o papel do chefe de gabinete”, afirmou Lula.
O presidente também chamou a lobista de “pilantra” ao comentar o conteúdo de conversas obtidas durante as investigações. “O que é que uma pilantra pode falar no telefone? Ou o que é que um cara qualquer pode falar no telefone?”, disse.
Lula afirmou, porém, que as mensagens, por si só, não comprovam a prática de crime e defendeu que seja apurado se houve liberação de dinheiro público.
“O que nós precisamos saber é o seguinte: essa mulher conseguiu liberar o dinheiro que ela disse que estava atrás?” Tem prova de que tem dinheiro público? Porque aí é que está o crime, aí está o crime”, disse.
Lula foi questionado sobre uma mensagem específica de Roberta Luchsinger obtida pela Polícia Federal, na qual a lobista disse que o presidente teria lhe oferecido um cargo e dito que escolhesse onde queria ficar. Em resposta, o candidato ironizou: “Só faltou ela dizer que eu ofereci para ela o Ministério da Defesa, o comando da Marinha da Aeronáutica”.
O presidente disse que isso não aconteceu:
“Eu não conheço essa moça, nunca vi essa moça na minha vida, nunca conversei com essa moça, ela nunca esteve próxima de mim”, disse Lula sobre a lobista Roberta Luchsinger.
O Fato ou Fake, do g1, checou a informação e encontrou ao menos três fotos e um vídeo nos quais Roberta aparece ao lado do presidente Lula.
Um vídeo publicado no Instagram de Roberta em 20 de julho de 2022 exibe uma sequência de ao menos duas fotos nas quais a lobista aparece ao lado de Lula.
Há também imagens nas quais ela posa acompanhada das seguintes pessoas: a primeira-dama Janja; o candidato a governador de São Paulo Fernando Haddad (PT); o vice na chapa de Haddad, Márcio França (PSB); e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
Recuperar territórios do crime
O petista afirmou que, em um novo mandato, tem como desejo “recuperar o território” dominado pelos grupos criminosos e que pretende “enfrentar o andar de cima” das facções.
“Qual é o meu desejo? O meu desejo é recuperar o território para o povo. Aquela rua é do povo do Rio, não é do bandido; a escola é do povo, não é do bandido; o bairro é da população.”
Lula afirmou que o Brasil “está pronto e preparado” para trabalhar junto com os Estados Unidos para combater o narcotráfico e listou ações feitas pelo governo federal contra o crime organizado.
“Nós aprovamos agora uma lei antifacção, estamos trabalhando a questão do combate ao crime organizado. Por isso eu fui levar ao [Donald] Trump [presidente dos EUA] uma proposta por escrito”, disse Lula.
O governo Trump classificou facções criminosas brasileiras como terroristas, o que foi contra a visão do governo Lula por considerar a decisão como uma invasão à soberania brasileira.
Ministério da Segurança Pública
Lula defendeu a PEC da Segurança Pública, que reorganiza as atribuições do governo federal e dos estados. Disse que negocia a proposta com os presidentes da Câmara e do Senado, o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) e o senador Davi Alcolumbre (União-AP), respectivamente.
“A hora que for aprovar a PEC da Segurança Pública, eu crio o Ministério da Segurança Pública. Por que que eu vou criar o ministério? Porque primeiro eu quero estabelecer qual é a participação de cada ente federal na Segurança Pública. Qual vai ser o papel da União, qual vai ser o papel do estado e qual vai ser o papel do município”, disse.
Criminalidade na Bahia
Ainda no contexto da PEC da Segurança Pública e o tempo do PT no poder, Lula foi questionado sobre a violência no estado da Bahia, que hoje tem cinco das 10 cidades mais violentas do Brasil e é governado pelo partido há 20 anos.
O presidente disse que a colocação era “injusta” com a Bahia.
“Nenhum governador do Brasil conseguiu resolver o problema da segurança pública, nenhum conseguiu segurar”, disse.
Escândalo do INSS
O presidente foi questionado sobre o envolvimento de pessoas do governo dele no escândalo de desvio de dinheiro público do INSS. Lula disse que R$ 3 bilhões foram ressarcidos.
“Não tem um aposentado que foi roubado e que não foi devolvido dinheiro”, disse Lula.
“Esse dinheiro vai ser ressarcido pelos bens que nós apreendemos de […] uma quadrilha que foi montada em 2019, inclusive com a participação do ministro da Previdência daquela época. Nós passamos dois anos investigando tanto a CGU quanto a Polícia Federal. Se a gente faz a denúncia antes de a gente ter o processo como um todo, a gente atrapalharia, facilitando os bandidos.”
Confira datas de outras entrevistas com presidenciáveis à Globo
A entrevista com Lula foi a quarta de uma série com os candidatos à Presidência da República. Na segunda-feira (24), o participante foi Romeu Zema(Novo); na terça (25), Ronaldo Caiado(PSD); e na quarta (26), Renan Santos(Missão).
A Globo convidou os seis candidatos mais bem posicionados na pesquisa de intenção de voto divulgada pela Quaest em 14 de agosto. A ordem das entrevistas foi definida por sorteio, com a presença de representantes dos partidos.
Confira a data das próximas entrevistas:
Esta é a primeira vez que as entrevistas da Globo com candidatos ao Palácio do Planalto são após o Jornal Nacional, e não dentro do telejornal. Após a exibição, a entrevista vai ficar disponível na íntegra no g1 e no Globoplay.
O 1º turno das eleições será em 4 de outubro.
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Quem é Lula
Luiz Inácio Lula da Silva, que completa 81 anos em outubro, é um dos principais líderes políticos da história do Brasil e tenta, em 2026, chegar ao quarto mandato presidencial. Se for reeleito, poderá completar 16 anos no Palácio do Planalto.
No terceiro mandato, o governo aprovou a reforma tributária, ampliou a faixa de isenção do Imposto de Renda e tirou novamente o Brasil do Mapa da Fome, mas também enfrentou crises como as fraudes no INSS, investigações envolvendo um dos filhos do presidente, dificuldades no Congresso e embates com os Estados Unidos.
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Nascido em Garanhuns (PE), Lula mudou-se aos 7 anos para São Paulo com a mãe e os irmãos. Trabalhou como engraxate e office boy, formou-se torneiro mecânico pelo Senai e ingressou na indústria metalúrgica. Em São Bernardo do Campo, tornou-se presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e ganhou projeção nacional ao liderar greves no fim dos anos 1970, durante a ditadura militar.
Em 1980, participou da fundação do PT. Depois de derrotas nas eleições de 1982, 1989, 1994 e 1998, foi eleito presidente em 2002 e reeleito em 2006, deixando o cargo em 2010 com 87% de aprovação.
Nos dois primeiros mandatos, Lula teve como principais metas a redução da pobreza e da desigualdade social e lançou programas como Fome Zero, Bolsa Família, ProUni, Minha Casa, Minha Vida e PAC. A trajetória política também foi marcada pelo Mensalão e, posteriormente, pela Operação Lava Jato.
Condenado em 2017 por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá, Lula sempre negou as acusações, foi preso em 2018 e permaneceu 580 dias em Curitiba. Em 2021, o STF anulou as condenações relacionadas à Lava Jato, devolvendo os direitos políticos e tornando-o novamente elegível.
Em 2022, Lula formou uma ampla coalizão contra o bolsonarismo, reunindo antigos adversários, adotou um discurso mais ao centro e venceu Jair Bolsonaro, retornando ao Planalto para o terceiro mandato.
Além das medidas econômicas e sociais, o governo ampliou a estrutura administrativa e recriou ministérios. O mandato, porém, também foi marcado por críticas à estratégia econômica, aumento dos gastos públicos, dificuldades na relação com o Congresso e investigações envolvendo o filho Fábio Luís da Silva.
Em 2026, o PT oficializou a candidatura de Lula à Presidência, tendo Geraldo Alckmin novamente como candidato a vice.
Veja as principais propostas de Lula, registradas no plano de governo entregue ao TSE:
- Fortalecer a democracia brasileira e promover uma reforma política e eleitoral.
- Defender a soberania brasileira e rejeitar tentativas de subordinar o país a interesses estrangeiros ou de reduzir a autonomia nacional.
- Avançar na regulação democrática das redes sociais e plataformas digitais, preservando a liberdade de expressão.
- Democratizar o orçamento público, priorizando recursos para quem mais precisa.
- Promover um debate com a sociedade sobre o sistema de emendas parlamentares e enfrentar o que o programa classifica como uma distorção na elaboração e gestão do orçamento federal.
- Manter o arcabouço fiscal aprovado em 2023.
- Adotar uma política macroeconômica voltada ao crescimento, à redução das desigualdades, à valorização do trabalho, à responsabilidade ambiental e fiscal, à queda dos juros e ao controle da inflação.
- Criar condições para uma redução sustentada das taxas de juros, com inflação controlada e responsabilidade fiscal.
- Manter, aperfeiçoar e ampliar políticas de proteção social, incluindo justiça tributária, valorização do salário mínimo, inclusão produtiva, educação, saúde e programas de transferência de renda.
- Dar continuidade à política de valorização do salário mínimo como instrumento de distribuição de renda, combate à pobreza e promoção do desenvolvimento econômico e social.
- Apoiar o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial, nos termos aprovados pela Câmara.
- Aprovar a PEC da Segurança Pública proposta pelo Executivo e criar um Ministério da Segurança Pública para coordenar as políticas nacionais da área em articulação com estados e municípios.
- Combater o crime organizado e fortalecer a integração entre os entes federados, a inteligência estatal, a prevenção da violência e a proteção dos direitos civis.
- Valorizar e qualificar os profissionais de segurança pública e fortalecer os mecanismos de controle interno e externo da atividade policial.
- Ampliar o uso de câmeras corporais, com padrões nacionais para utilização, gestão e preservação das imagens.
- Fortalecer as Forças Armadas e a indústria de defesa, com equipamentos e capacidade para proteger o território e os recursos naturais brasileiros.
- Buscar autonomia estratégica, inovação tecnológica e integração entre defesa e desenvolvimento, combinando persuasão diplomática e capacidade de dissuasão.
- Tornar o Brasil mais independente e ativo na política externa, ampliando a cooperação e a negociação com diferentes regiões e diversificando parcerias estratégicas.
- Fortalecer a integração regional, a América do Sul e o Caribe como zona de paz e o Mercosul como principal plataforma de integração econômica, produtiva, política e social da América do Sul.
- Buscar novos acordos comerciais e mercados para bens e serviços brasileiros e defender os interesses do país com base nas normas internacionais e no multilateralismo.
fonte: https://g1-globo-com.cdn.ampproject.org/v/s/g1.globo.com/google/amp/politica/eleicoes/2026/noticia/2026/08/27/lula-entrevista-globo.ghtml?amp_js_v=0.1&_gsa=1#webview=1&cap=swipe
Destaque
Flávio aparece no TSE filiado ao Missão; PL diz não ter conseguido registrar candidatura e fala em fraude
Publicado
há 1 mêsem
13 de agosto de 2026Por
diamantenewscom
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não conseguiu registrar nesta quinta-feira (13) sua candidatura à Presidência da República após aparecer filiado ao partido Missão nos registros da Justiça Eleitoral. O caso é analisado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O Missão informou em nota que “foi vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro”. O partido diz que tentou no mesmo dia cancelar a filiação de Flávio, mas a ação foi rejeitada pelo TSE (veja íntegra abaixo).
O TSE informou que “a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações” (veja na íntegra mais abaixo).
A advogada da campanha de Flávio, Maria Claudia Bucchianeri, disse que é “inequívoco que foi fraudulento”.
Segundo ela, a alteração foi identificada quando a equipe começou a reunir os documentos necessários para protocolar o pedido de registro da candidatura.
Após o ocorrido, Flávio gravou um vídeo para suas redes sociais. Na legenda, o senador afirma que adversários “só sabem jogar sujo”, mas que “não funcionou e nem vai funcionar”.
“Vocês viram aí que fraudaram a minha filiação partidária. O sistema vai tentar de tudo para me parar, mas não vai conseguir não, porque Deus está no comando e a gente vai conseguir juntos resgatar o nosso Brasil”, afirmou.
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O prazo para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral termina às 19h de sábado (15).
O PL oficializou em convenção nacional no dia 25 de julho a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República (detalhes abaixo).
As convenções partidárias são encontros em que os partidos definem os candidatos que vão disputar os cargos das eleições. O prazo para a realização delas terminou em 5 de agosto.
Campanha suspeitou de ataque hacker
De acordo com a advogada, o partido já acionou o TSE e ela aguarda o fim da sessão desta manhã no tribunal para tentar despachar com o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques.
“Precisamos entender se foi hacker, uma venda de senha, alguém que entrou no sistema dolosamente, a gente não sabe”, afirmou a advogada à GloboNews.
Segundo Bucchianeri, ainda não há elementos para apontar a causa da alteração cadastral. Ela citou como referência um episódio ocorrido durante a campanha de 2022, quando o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a aparecer filiado ao PL no sistema eleitoral.
“Estas foram as hipóteses cogitadas pelo ministro Alexandre na época do Lula”, afirmou.
A advogada disse ainda que, após o episódio de 2022, houve aprimoramentos nos sistemas da Justiça Eleitoral para evitar ocorrências semelhantes. “Vai ter que abrir um inquérito para entender”, declarou.
De acordo com Bucchianeri, há elementos que indicam que a alteração ocorreu entre a noite de quarta-feira (12) e a manhã desta quinta.
“É inequívoco que foi fraudulento. E aconteceu depois das 23h17 de ontem. Eu tenho uma certidão emitida no sistema do TSE de que o Flávio era candidato do PL ontem às 23h17”, afirmou.
Segundo ela, a certidão foi emitida porque a equipe jurídica já havia iniciado, ainda na noite de quarta-feira, os procedimentos para registrar a candidatura.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou à GloboNews que houve uma “falsificação”, mas não detalhou como a alteração teria ocorrido.
Nos bastidores do partido, integrantes da legenda atribuem o episódio a um ataque hacker. O TSE, porém, faz verificações sobre o caso.
Relatos obtidos pela TV Globo indicam que a análise inicial conduzida por pessoas envolvidas na apuração considera outras hipóteses além de uma eventual invasão aos sistemas da Justiça Eleitoral.
A mudança no cadastro impede, neste momento, que o PL registre a candidatura de Flávio.
Segundo a advogada, o pedido de registro só poderá ser apresentado depois que a situação da filiação partidária for regularizada.
“Ele está sem filiação regular agora. O Missão tem candidato. Tem que restabelecer a filiação original para poder fazer o registro”, afirmou.
Convenção do PL
Flávio Bolsonaro foi oficializado pelo PL como candidato à Presidência da República durante convenção realizada em São Paulo, no fim de julho.
Em seu discurso, afirmou que representava a continuidade do projeto político do ex-presidente Jair Bolsonaro e fez críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A candidatura foi lançada sem a definição formal de um candidato a vice-presidente e se tornou a principal aposta eleitoral do PL para a disputa presidencial de 2026.
O que dizem o TSE e o partido
Leia a nota do TSE na íntegra:
“O Tribunal Superior Eleitoral informa que a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credencias da legenda para efetivar filiações.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, enviou uma representação à Procuradoria Geral Eleitoral para providências e determinou instauração de inquérito por parte da Polícia Judiciária.
O Partido Liberal protocolou pedido de desfiliação do Missão, que já está sob análise”.
Leia a íntegra da nota do Missão:
“O Partido Missão vem a público informar que foi vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro. Nosso sistema, ao notar a fraude, tentou realizar no mesmo dia o cancelamento da filiação, ação que foi rejeitada pelo TSE.
O gabinete de Flávio foi informado dessa tentativa de filiação desde o dia 2 deste mês. Consta em nosso sistema que os e-mails enviados foram abertos, mas não foram respondidos.
A Missão já está adotando todas as providências cabíveis junto à Polícia Federal e ao TSE, a fim de que os responsáveis pelo crime e pela fraude sejam identificados e exemplarmente punidos. Um relatório com todos os logs, e-mails e IPs será disponibilizado para a imprensa e autoridades.
Ressaltamos, ainda, que não é do interesse do partido acolher em seus quadros um parlamentar que, para além do desalinhamento ideológico, figura em acusações e suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção.
O Partido Missão reafirma que não compactua com filiações de natureza fraudulenta e repudia veementemente episódios dessa natureza. Colocamo-nos à disposição das autoridades competentes para a completa apuração dos fatos.”
Destaque
Vídeo de IA de Jair Bolsonaro pode ter consequências para o PL e o ex-presidente, avaliam especialistas
Publicado
há 2 mesesem
28 de julho de 2026Por
diamantenewscom
A convenção partidária nacional do Partido Liberal (PL), realizada em São Paulo no sábado (25), exibiu um vídeo produzido com inteligência artificial (IA) para simular um pronunciamento de Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Na gravação, o ex-presidente afirma estar “preso e calado por uma decisão arbitrária”, diz que “nenhuma prisão vai calar o sentimento de esperança” despertado por seu movimento e pede que os apoiadores recebam Flávio Bolsonaro “de braços abertos” como candidato à Presidência.
Para diferentes especialistas ouvidos pelo g1, o conteúdo deve causar reações tanto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quanto do Supremo Tribunal Federal (STF). Isso porque o TSE proíbe o uso de deepfakes, ou conteúdo sintético, para substituir a imagem ou voz de pessoa viva, mesmo com autorização. O ex-presidente, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses em prisão domiciliar, não pode divulgar manifestações de conteúdo político-eleitoral por qualquer meio, após determinação do ministro Alexandre de Moraes.
➡️ Deepfake é uma técnica que permite alterar um vídeo ou foto com ajuda de IA. Com ele, por exemplo, o rosto da pessoa que está em cena pode ser trocado pelo de outra; ou aquilo que a pessoa fala pode ser modificado.
Luiz Eduardo Peccinin, advogado especialista em Direito Eleitoral e doutor em Direito do Estado, acredita que o vídeo representou uma infração à legislação eleitoral. “Ainda que tenha sido indicado que se tratava de um personagem de inteligência artificial, isso viola de forma objetiva a norma do TSE que estabeleceu a proibição do uso de deepfake ou o uso da IA generativa para criar uma pessoa artificial”, disse ao g1.
Segundo Peccinin, o caso pode causar consequências que vão da aplicação de multa até a proibição do uso deste recurso específico durante as eleições. “Se essa conduta prosseguir pela campanha após ser considerada irregular, isso vai trazer riscos”, avalia.
Já Matheus Puppe, advogado e consultor da Comissão Especial de Direito Digital da Câmara dos Deputados, considera que a resolução do TSE que proíbe conteúdo sintético é “muito ampla” e não pode ser interpretada isoladamente. No seu entendimento, o conceito de deepfake deveria contemplar apenas conteúdos que têm caráter prejudicial, de atrapalhar ou ludibriar um candidato ou um eleitor.
“Proibir o deepfake e permitir a IA, uma coisa esbarra na outra. É uma norma que se contradiz”, pondera. “O próximo passo do TSE é reavaliar a próxima resolução, a finalidade de fato dela. E proibir o uso de IA sem o consentimento da pessoa representada para prejudicar a sociedade de maneira geral.”
Neste domingo, o Partido dos Trabalhadores (PT) acionou o TSE contra o PL e o senador Flávio Bolsonaro por suposta propaganda eleitoral antecipada e uso irregular de inteligência artificial.
O partido também enviou uma petição ao STF afirmando que a veiculação do vídeo de IA pode ter desobedecido restrições impostas a Jair Bolsonaro.
De acordo com o advogado criminalista Guilherme Alonso, isso pode ter consequências sérias para o ex-presidente. “Já houve uma situação em que uma carta do ex-presidente foi utilizada com suposta finalidade política eleitoral e já houve uma decisão do ministro Alexandre de Moraes indicando que isso poderia justificar a prisão cautelar que seria imposta ao presidente”, explica. “Mas não houve naquela decisão uma devolução do ex-presidente ao estabelecimento prisional. Agora não é mais o primeiro episódio, então fica uma situação delicada”.
Alonso acredita que, com a petição feita pelo PT, Moraes deve abrir um prazo para a defesa de Bolsonaro se manifestar e explicar por que não se tratava de uma manifestação por intermédio de terceiros sobre a candidatura do filho. “Se isso vai ser suficiente para que ele indefira a manifestação do PT para que se reconheça a violação da cautelar, não sabemos. Mas objetivamente há esse risco real de revogar a prisão domiciliar.”
Fonte: https://g1-globo-com.cdn.ampproject.org/v/s/g1.globo.com/google/amp/politica/eleicoes/2026/noticia/2026/07/28/video-ia-jair-bolsonaro-consequencias.ghtml?amp_js_v=0.1&_gsa=1#webview=1&cap=swipe

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