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Esporte

Casal que adotou bebê encontrado no lixo usa ciclismo para mudar a vida de jovens

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(crédito: @larcocuzziteam/ reprodução )

Uma noite que parecia normal mudou a vida de Ricardo e Selma Cocuzzi. Há pouco mais de 30 anos, o casal encontrou um bebê próximo a uma lata de lixo e decidiu que ele seria adotado. Alguns meses mais tarde nasceu o Lar Cocuzzi, espaço onde os dois passaram a dar uma oportunidade de vida melhor para mais de 300 crianças usando o ciclismo.

“A gente não planejou muito as coisas. Só fomos fazendo e tudo foi acontecendo até hoje. Não posso falar que pensamos muito, que fizemos imaginando que poderia se tornar o Lar, que poderia ser assim. Entendemos que a gente precisava fazer algo desde a primeira criança até hoje. Perdemos a conta de quantas crianças passaram no Lar, mas nos vemos como uma grande família e assim que vivemos”, afirmou Selma ao explicar a origem de tudo.

Usar o ciclismo também aconteceu de forma natural. Ricardo e Selma já praticavam o esporte e viram nele uma forma de mostrar uma nova opção para que os “novos filhos” pudessem se desenvolver, crescer e evoluir. “O ciclismo foi um dos caminhos, mas não o único. Acho que pela relação que eu e o Ricardo já tínhamos com o esporte ficou mais fácil. Passamos a ensinar o que sabíamos no começo e foi crescendo. Fomos fornecendo o que era possível e as crianças foram aprendendo e evoluindo a cada dia. A rotina de treinos foi ficando mais frequente, as competições foram aparecendo e tudo mais”, disse Selma.

O LAR CHEGA NO PÓDIO

Um pouco depois de adotar a primeira criança, Selma engravidou pela primeira vez. Como aconteceu com todos os filhos adotados pelo casal, Luiz Henrique Cocuzzi passou a conviver com as demais crianças e jovens e o ciclismo fez parte do seu dia a dia.

Anos mais tarde, Luiz Henrique optou pelo ciclismo mountain bike e cresceu no esporte. Atualmente, o filho de Ricardo e Selma conquistou o brasileiro da modalidade sete vezes, foi campeão pan-americano e esteve nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Nas palavras de Henrique, tudo que conquistou se deve a uma coisa.

“Tudo que eu sou é por causa do Lar. Por causa dos meus irmãos. Eu sou o que sou no esporte e fora dele pelo que consegui lá atrás com o Lar Cocuzzi. Eu nasci nele, fui criado nele e ainda me sinto parte dele, independente de onde esteja”, afirmou Luiz Henrique Cocuzzi.

Nos últimos anos o Lar Cocuzzi deu um passo a mais no ciclismo. Os filhos de Ricardo e Selma passaram não só a treinar ciclismo Mountain bike como também a competir pela equipe Lar Cocuzzi Team. Mesmo não sendo atleta da equipe da família, Luiz Henrique sabe que participou da semente da equipe lá atrás.

“Quando a gente começou a competir, meu sem jeito ainda, sem o melhor equipamento e estrutura lá atrás, acabamos pegando gosto e isso foi passando de um para outro Lar. Uma competição puxou a outra, sempre dando um jeito para conseguir ir, pagar inscrição, arrumar a bicicleta, mas acabava dando certo com a ajuda de muita gente. Hoje é muito legal saber que tem a equipe e que os meus irmãos conseguem seguir”, disse o atleta.

COMO É QUE PAGA A CONTA?

Com o passar dos anos e a presença nas competições, o Lar Cocuzzi passou a ganhar notoriedade. No meio do ciclismo, a história de Selma e Ricardo com as crianças é vista com respeito, carinho e admiração por todos, mas não evita que todos no Lar tenham dificuldades.

“A situação mudou com a pandemia. Antes era relativamente tranquilo, a gente conseguia tudo que queria e precisava para todos. Agora não é assim. Sei que dificultou para todos, mas hoje não temos nenhuma empresa nos ajudando. Tenho um grupo de amigos que me ajudam com o que podem e quando podem, como pessoas físicas mesmo. Às vezes o Henrique faz um “filhocínio” com algumas coisas. Mas está cada vez mais complicado lidar com tudo”, afirmou Selma.

 

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Destaque

Prefeitura de Manaus realiza abertura da 6ª edição dos Jiss no futsal masculino e feminino

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Wendell Ramos e Matheus Benjamim/Semed

Com três jogos no masculino e dois no feminino no futsal, a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), realizou, neste sábado, 18/4, a abertura da 6ª edição dos Jogos de Integração dos Servidores da Semed (Jiss) 2026, na quadra da escola municipal Waldir Garcia, no bairro São Geraldo, zona Centro-Sul da cidade. A primeira rodada contou com jogos nas categorias 40+ e 50+ no masculino e no adulto feminino.

Fundador e atleta da equipe “Os Bravos”, o subsecretário de Administração e Finanças da Semed, Lourival Praia, acompanhou a abertura e o resultado positivo do time, mas destacou, principalmente, o crescimento dos jogos e a preocupação da atual administração em proporcionar esporte, lazer e entretenimento aos servidores.

“A nossa rede teve um crescimento fantástico em 2023 e, em 2025, conseguimos avançar ainda mais. Nossos professores e técnicos administrativos trabalharam bastante para gerar esse resultado. A administração do prefeito Renato Júnior e do secretário Arone Bentes reconhece isso. Estamos realizando a sexta edição dos jogos, com mais de mil atletas inscritos, inclusive a pessoa que está falando aqui, que joga no time Os Bravos”, concluiu Lourival.

Na sequência da primeira rodada do futsal, neste domingo, 19/4, acontece as partidas das categorias 40+ e adulto masculino, na quadra da escola municipal Waldir Garcia. Além disso, a programação conta também com a primeira rodada da queimada, nas categorias feminino 40+ e adulto, na quadra do Centro Integrado Municipal de Educação (Cime) Lucia Melo Ferreira Almeida, no bairro Novo Aleixo, zona Norte.

Emoção

Com o placar de 5 a 3, a equipe “Amigos da Semed Super Master” venceu o ABC, na categoria 50+. O professor Genival Alves de Souza, da escola municipal Vicente Mendonça, no bairro Grande Vitória, zona Leste, que atua como técnico e atleta, disse que é uma grande satisfação representar a escola e se unir a outros servidores ao longo dos jogos.

“Nosso time estreou bem, com um placar expressivo, para uma equipe que está se formando agora. Muitos jogadores nessa categoria ainda estão se conhecendo, se estruturando e se entrosando para disputar a competição e chegar longe. É uma iniciativa muito importante da Semed abrir espaço para essa categoria, porque professores e gestores já têm uma certa idade, e é fundamental que todos sejam integrados”, disse.

Designer gráfico na assessoria da Semed, Marcos Sena, conhecido como Tito, joga na equipe “Os Bravos” desde 2021 e acumula quatro títulos no futebol society e dois no futsal. Para ele, o esporte é uma forma de competir, mas também de se divertir e conhecer novos colegas servidores.

“Essa integração proporcionada pelo prefeito de Manaus e pelo secretário fortalece o vínculo de amizade entre colegas, pessoas que conheci, aprendi a conviver e compartilhar experiências. É muito bom ter essa convivência. É muito legal estar no esporte, brincar, se divertir e fazer algo diferente, tanto no futsal quanto no society”, concluiu.

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Destaque

Brasil enfrenta Egito em último teste antes da Copa do Mundo

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RAFAEL RIBEIRO/CBF/DIREITOS RESERVADOS

A seleção brasileira enfrentará o Egito em seu último amistoso antes da estreia na Copa do Mundo. A partida será disputada no Huntington Bank Field, em Cleveland (Estados Unidos), no dia 6 de junho, uma semana antes da estreia do Brasil no Mundial.

Brasil e Egito já mediram forças seis vezes na história, com a seleção brasileira triunfando em todas as oportunidades. Os Faraós estão no Grupo G da competição (que será disputada no México, no Canadá e nos Estados Unidos), ao lado de Bélgica, Irã e Nova Zelândia.

Já a seleção brasileira está no grupo C do Mundial. O Marrocos é o primeiro adversário do Brasil na competição. A partida será no dia 13 de junho no MetLife Stadium, em Nova Jersey, às 19h (horário de Brasília).

Na segunda rodada, o Brasil encara o Haiti no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, às 22h. Já o encerramento da primeira fase está marcado para o dia 24 de junho, contra a Escócia, no Hard Rock Stadium, em Miami, às 19h.

fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes/noticia/2026-02/brasil-enfrenta-egito-em-ultimo-teste-antes-da-copa-do-mundo

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Destaque

Dupla brasileira no ataque: conheça os jogadores do Espérance que podem atrapalhar os planos do Flamengo no Mundial

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Rodrigo Rodrigues (esq.) e Yan Sasse formam dupla brasileira no ataque do Espérance — Foto: Reprodução/Redes sociais

Na Tunísia, o Espérance conquistou, neste ano, o 35º título do campeonato nacional, dominando com sobras o futebol do país. Dois brasileiros foram essenciais para a conquista: Yan Sasse e Rodrigo Rodrigues. A dupla de ataque é a principal arma contra o Flamengo, nesta segunda, pelo primeiro jogo de ambos na Copa do Mundo de Clubes, disputado às 22h no Estádio Lincoln Financial Field, na Filadélfia.

Juntos, Rodrigo e Yan já balançaram as redes 20 vezes pelo Espérance, entre jogos da Ligue 1 (a primeira divisão local), da Champions League da África e das Taça e Supertaça da Tunísia. Com 15 tentos, Sasse é o vice-artilheiro da equipe, atrás apenas de Youcef Belaili, que marcou 19 vezes. Com cinco gols, Rodrigues entra no top 5 da equipe. Somando as estatísticas, a dupla brasileira é responsável por 20% de todas as vezes em que o clube da Tunísia furou os adversários na temporada.

Aos 28 anos, Rodrigo Rodrigues é o homem de referência do Espérance na área. Com 1,91m de altura, o centroavante está no clube africano desde a temporada de 2023/24 e já estreou com título e artilharia — 10 gols, empatado com o malinês Boubacar Traoré, pelo Monastirienne — da Liga nacional.

Nascido em Fortaleza, o brasileiro não esconde o desejo de voltar para casa. Em entrevista à Fifa, ele falou sobre uma negociação com um time do Brasil antes do torneio, mas que não rendeu frutos.

— O Espérance não queria me negociar, devido ao Mundial. Mas quero retornar, sabemos que é diferente jogar em casa, com a energia da torcida brasileira. Em um futuro próximo, jogar na Série A seria um prazer — afirmou ele.

Se o desejo do jogador se tornar realidade, ele fará sua estreia na primeira divisão. Ele jogou nas categorias de base de Palmeiras e Bahia e defendeu o clube nordestino no profissional, mas apenas na Copa do Brasil. Rodrigo teve ainda passagens curtas por Juazeirense-BA, Ferroviário-SP, ABC-RN, Atlético-GO e Paraná até tentar pela primeira vez a vida no exterior.

Do Brasil, foi para o português Vilafranquense e disputou a segunda divisão local. Ele voltou para o Brasil ao fim da temporada e passou dois anos no CSA, e em seguida uma temporada no Juventude. No Espérance, a partir de 2023, foi quando disputou pela primeira vez a elite nacional de um país, e se destacou nas duas temporadas pelo clube. No lado negativo, o jogador passou quatro meses afastado por lesões musculares na temporada 2024/25.

No clube africano, ele faz dupla com o camisa 10 Yan Sasse, que também chegou na temporada 2023/24. Mas ao contrário do companheiro, ele já estava habituado no país: em 2020, defendeu o Caykur Rizespor, mas sem o brilho que apresenta na atual equipe. No exterior, Sasse também já se aventurou no Wellington Phoenix, da Nova Zelândia, em 2023.

Revelação das categorias de base do Coritiba, Yan Sasse fez todo o caminho da base desde 2013, para ganhar a primeira chance no profissional em 2016. Em 2018, fez temporada de destaque pelo clube, com cinco gols em 31 partidas, e foi emprestado para o Vasco no ano seguinte. Depois do Coritiba, ele jogou também no América-MG, entre 2021 e 2022, mas deixou o clube mineiro após sofrer com uma série de lesões musculares.

Naquele ano, foram sete meses parado para tratar de um problema no púbis, período no qual o jogador chegou a considerar pendurar as chuteiras com apenas 25 anos. Mas uma proposta do time da Nova Zelândia mudou a trajetória da sua carreira, e o brasileiro chegou até a final da Champions Africana no ano passado, mas o título ficou com o egípcio Al Ahly, que também disputa o Mundial.

De todas as equipes que Yan Sasse enfrentou nos seis clubes que defendeu, o adversário mais comum é, justamente, o Flamengo. Nesta segunda-feira, o gaúcho estará diante do rubro-negro pela 13ª vez na carreira, mas o retrospecto não é positivo para o jogador. Em seis partidas ele passou os 90 minutos no banco, e nas sete restantes acumula seis derrotas e um empate. Ele não marcou e nem passou para gols em nenhum dos confrontos.

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