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Júri absolve filho de Flordelis pela morte de Anderson e condena ele e mais 3 por associação criminosa

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Após 21 horas de julgamento, o Tribunal do Júri de Niterói absolveu nesta quarta-feira (13) Carlos Ubiraci Francisco da Silva , filho afetivo de Flordelis, pela morte do pastor Anderson do Carmo. Carlos respondia por homicídio triplamente qualificado. Apesar da absolvição por homicídio, ele foi condenado por associação criminosa.

Os outros três réus, Adriano dos Santos Rodrigues (filho biológico de Flordelis), Marcos Siqueira Costa (ex-policial militar) e Andrea Santos Maia (mulher de Marcos Siqueira) foram condenados por uso de documento falso duas vezes e por associação criminosa armada (veja as penas abaixo).

Esse documento falso foi uma carta forjadaa fim de inocentar Flordelis. Segundo as investigações, Marcos teria auxiliado a esposa na mensagem falsa em que Lucas teria revelado que Mizael, outro filho adotivo de Flordelis, teria oferecido a ele um emprego e um carro em troca de um “susto” em Anderson do Carmo.

As penas:

 

  • Adriano dos Santos Rodrigues: quatro anos, seis meses e 20 dias de reclusão em regime inicialmente semiaberto;
  • Andrea Santos Maia: quatro anos, três meses e dez dias de reclusão em regime inicialmente semiaberto;
  • Carlos Ubiraci Francisco da Silva: dois anos, dois meses e 20 dias de reclusão em regime inicialmente semiaberto;
  • Marcos Siqueira Costa: cinco anos e 20 dias de reclusão em regime inicialmente fechado.

 

Ângelo Máximo, assistente de acusação e advogado de defesa da família de Anderson, vai recorrer. “Para reverter essa absolvição, anular a sentença em relação ao Carlos e trazer ele a um novo julgamento perante ao tribunal do júri de Niterói”.

Mais réus serão julgados

 

Cinco réus devem ser julgados no dia 9 de maio:

 

  1. Flordelis dos Santos Souza: denunciada como a mandante da execução, a ex-deputada e missionária responde por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emprego de meio cruel e de recurso que impossibilitou a defesa da vítima), tentativa de homicídio, uso de documento falso e associação criminosa armada;
  2. André Luiz de Oliveira: filho adotivo de Flordelis, responde por uso de documento falso e associação criminosa armada;
  3. Marzy Teixeira da Silva: filha adotiva de Flordelis, responde por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio e associação criminosa armada;
  4. Rayane dos Santos Oliveira: neta biológica de Flordelis, responde por homicídio triplamente qualificado e associação criminosa armada;
  5. Simone dos Santos Rodrigues: filha biológica de Flordelis, responde por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio e associação criminosa armada.

 

O julgamento de André Luiz de Oliveira, outro filho de Flordelis, que também estava previsto, foi adiado pois o advogado passou mal.

 

Dois filhos condenados

 

No dia 24 de novembro de 2021, o Tribunal do Júri de Niterói condenou Flávio dos Santos Rodrigues, filho biológico de Flordelis, a 33 anos 2 meses e 20 dias de reclusão em regime inicialmente fechado por homicídio triplamente qualificado consumado, porte ilegal de arma de fogo, uso de documento ideologicamente falso e associação criminosa armada.

Ele foi denunciado como autor dos disparos de arma de fogo que provocaram a morte do pastor Anderson do Carmo de Souza, marido da ex-parlamentar, morto a tiros no dia 16 de junho de 2019.

Na mesma sessão de julgamento, Lucas Cezar dos Santos de Souza, filho adotivo de Flordelis, foi condenado por homicídio triplamente qualificado a nove anos de prisão em regime inicialmente fechado. Ele foi acusado de ter sido o responsável por adquirir a arma usada no assassinato do pastor.

O que disseram os réus

 

Adriano explicou para a acusação que, depois da morte de Anderson, a família se dividiu entre o lado de Misael e de Flordelis. De início ficou isento e depois se aproximou da mãe.

À defesa, disse que buscou uma carta na casa de Andrea, mas não sabia o conteúdo. Disse que teve conhecimento sobre quando viu na TV.

Essa carta, segundo os promotores, foi forjada a mando de Flordelis para que Luca confessasse o crime.

Andrea, mulher do ex-PM Marcos, negou ter trocado mensagens com Flordelis sobre copiar a carta.

Ela revelou ter medo de ser morta “porque tinha muita cobrança por parte de Flordelis”. Recebeu vários depósitos para fazer intermediações das cartas. Um deles foi de R$ 2 mil para compra de itens pessoais.

Marcos disse que não tinha muito contato com Lucas e Fábio, que só os via em banho de sol na prisão.

A defesa de Carlos alegou que a própria promotoria admitiu não ter provas contra o cliente e que há chance de absolvição. “Carlos foi omisso e conivente, mas não teve participação direta”, declarou a defesa.

A defesa de Adriano disse que o cliente não participou do crime, que não tinha arma e que não sabia do conteúdo da carta.

Flordelis e Anderson do Carmo — Foto: TV Globo

Flordelis e Anderson do Carmo — Foto: TV Globo

Testemunhas no primeiro dia

 

Doze pessoas foram ouvidas no primeiro dia. O g1 reuniu os principais momentos dos testemunhos da acusação. Confira abaixo.

1. Bárbara Lomba, primeira delegada a investigar o caso

Ex-titular da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI), Bárbara Lomba foi a primeira delegada a investigar o crime.

Ela disse que um dos principais motivos do descontentamento de Flordelis e outros filhos com o pastor Anderson era o enorme poder adquirido por ele depois que a pastora foi eleita deputada federal, em 2018.

 

“Embora não tenha assumido nenhuma função formal, ele era praticamente o deputado. Ele fazia a articulação política dentro do parlamento, para eleições municipais. Ele tinha objetivos: conseguir tantas prefeituras, quantos municípios”.

 

Segundo ela, havia mensagens de Anderson direcionando as atitudes da ex-deputada:

 

“Você tem que olhar para tal pessoa, sentar do lado dele”.

 

2. Allan Duarte, delegado que indiciou Flordelis como mandante do crime

Duarte foi categórico ao afirmar que a ex-deputada Flordelis foi a mentora da morte do pastor.

 

“A iniciativa foi da Flordelis, ela foi a mentora. Os demais indiciados agiram de acordo com ela, mas ela foi a mentora”.

 

Ele também negou que tenha ficado comprovado a tese de que Anderson do Carmo agredia a ex-deputada federal.

“Não ficou comprovado que Anderson promovia violência doméstica contra Flordelis. Há notícia que dele que promovia agressão contra crianças da casa, mas nada foi comprovado”, disse.

3. Luana Rangel Pimenta, nora de Flordelis

Luana descreveu o pastor Anderson do Carmo como “enérgico, controlador e extremamente apaixonado”.

 

“Ele cuidava de tudo. Era 24 horas trabalhando. Era uma máquina, cuidava do que ela ia falar, cantar. Para qualquer coisa acontecer, precisava da ideia do pastor, do aval dele”, lembrou.

 

Ex-mulher de Misael, Luana disse que havia uma divisão na família entre os filhos prediletos de Flordelis e os outros, e que o pastor ficava com a maior parte do dinheiro, o que gerava insatisfação.

“Os filhos preferidos não entendiam por que o pastor ficava com a maior parte do dinheiro, e a Flor também ficava insatisfeita, mas nunca falou em separação. Falava que separar ia pegar mal para a igreja. Ela falava que Deus ia levar ele. Que até o final do ano ele iria morrer”, disse.

Disse ainda que após a morte do pastor, a ex-deputada pediu aos filhos para deixarem a tristeza de lado e seguirem no planejamento de um congresso.

 

“Pega o luto de vocês e deixa para depois de setembro. Depois do congresso”, contou.

4. Wagner Pimenta – “Misael”, filho adotivo e Flordelis

Basicamente corroborou tudo que a mulher disse momentos antes em seu depoimento.

5. Aleksander Matos Mendes, conhecido como Luan Santos, filho adotivo de Flordelis

“Quando vi no noticiário, achei que era tipo uma cúpula”, disse sobre os familiares envolvidos no crime.

Falou ainda que após o crime conversou com Carlos Ubiraci Francisco da Silva, filho afetivo do casal e um dos réus do caso.

 

“Luan, já pensou se foi a mãe que mandou matar o pai? Se ela mandou matar ele, ela pode mandar matar a gente”.

 

Ele disse que foi “tido como ovelha negra” e só teve contato com a família até o enterro.

 

“Minha esposa falava pra mim: ‘Amor, sua família vai te matar. Você está na TV toda hora’. E eu respondia: ‘Eu não tenho medo de morrer, tenho medo de não ver Deus’”.

 

6. Regiane Ramos Rabello (amiga da família)

A sexta testemunha de acusação a ser ouvida era amiga da família e muito próxima de Lucas Cézar dos Santos de Souza. Ela contou como o filho adotivo de Flordelis foi convencido a participar do crime e das represálias e ameaças que sofreu depois.

“Netos também eram maltratados se não eram filhos dos preferidos. Uns ficavam sem estudar. Eram maltratados até pela cozinheira. Já vi a cozinheira dando colherzada de pau na cabeça da Ághata. Era uma mentirada familiar para chegar à política. Ali não era um lar familiar, era um hospício”, disse.

 

“Quando ela ganhou como deputada, Lucas achava que a Flor ia dar uma atenção maior para ele, mas ela nunca ligou. Nem quando ficou sabendo que ele tinha entrado para o crime e estava andando em boca de fumo”, disse.

“A família Flordelis age na intimidação. Eles querem defender a mãe deles de qualquer jeito. Depois da bomba que jogaram na minha casa, eles andam arranhando os carros da minha oficina, a Lorraine (filha da Simone neta de Flordelis) passa e fica intimidando”.

7. Rebeca R., filha de Carlos, menor ouvida na presença da mãe

O depoimento da menor de idade Rebeca R., menor e filha do acusado Carlos Ubiraci, foi cercado de cuidados, com a saída dos acusados Marcos e Andreia, e oitiva na presença da mãe da jovem, mas nem por isso menos impactante.

Ela detalhou como era a convivência familiar, falou da influência de Flordelis e sobre como todos na casa sabiam que Anderson do Carmo era envenenado.

“Soube que a Marzi e Flordelis envenenaram o Anderson. Minha mãe foi parar em um hospital por causa e um suco que tomou por engano, e a Taiane tomou um Yakult envenenado, que estava na geladeira do quarto da Flordelis. Todo mundo sabia da história do envenenamento. Até o próprio envenenado, só que ele não acreditava”, disse.

 

“Meu pai era dependente da Flordelis. Agora não mais. Quando ele foi preso, conseguimos nossa independência financeira: minha mãe trabalha, minha irmã trabalha e eu faço Jovem Aprendiz ”, contou.

8.Roberta dos Santos/filha afetiva de Carlos Ubiraci

Outra filha do acusado Carlos Ubiraci, Roberta dos Santos, também depôs na audiência e falou como o pai era completamente influenciado pelo mãe adotiva.

 

“Quando soube da morte do Anderson, eu tinha certeza que tinha sido ela. Eu só sabia falar: ‘Foi ela, foi ela’”, lembrou para na sequência descrever qual era o papel do pai na família.

 

“Sempre falei para ele que ele era o caseiro da casa, o faz-tudo”, disse.

 

“Na condição que ele estava antes, meu pai não ia contra ela. Nunca ir entregar mãe. Falava para ele e minha mãe irem embora, caçar a casa deles. Eles não tinham vida. Meu pai tinha que pedir autorização para sair, tinha hora para voltar. Não se mandava e a vida deles não ia para frente”, disse Roberta sobre a dependência do pai.

9. Raquel dos Passos Silva, filha biológica de Carlos

Outra filha de Carlos Ubiraci também descreveu um pai completamente dependente e contou que a situação da casa de Flordelis piorou muito depois da morte de Anderson do Carmo.

“Meu pai só ficava coordenando a casa e cumpria o que Flordelis determinava”, contou.

 

“Depois da morte do pastor, a alimentação na casa piorou. Teve um episódio em que as crianças estavam brigando por causa de ovo. Em outra situação era arroz com arroz mesmo. Isso é claro entre os não favoritos. Já teve dia de a gente estar comendo arroz com salsicha e a Lorraine comendo salmão”, contou.

 

10. Paulo Alexandre Freires, filho afetivo de Flordelis (testemunha de defesa)

Testemunha não agregou muito julgamento, pois disse que trabalhava muito na rua e não sabia o que se passava na casa dos pais pastores.

“Tive ciência desse plano agora porque eu trabalho no Uber e não ficava muito em casa. Ele comia do meu prato. Não sabia disso (envenenamento) não”, disse.

11. Eduardo da Silva Pereira (amigo do Carlos Ubiraci)

Amigo do pastor Carlos Ubiraci, Eduardo Pereira contou que ele sempre o acompanhou na igreja que ele conduzia. Ele também deu um panorama de parte da vivência de Carlos Ubiraci junto à família Flordelis.

“O pastor Carlos era muito rígido com as regras da casa. E, para sair, tinha que pedir permissão bem antes. Ele tinha que convencer a Flordelis para poder viajar”, contou.

“O pastor Carlos trabalhou no gabinete da Flordelis e recebia cerca de R$ 4 mil. A casa tinha que dar parte do salário a eles. Era obrigado”, respondeu à pergunta dos jurados sobre possível prática de rachadinha no gabinete.

12. Cláudia Inês Barbosa Pinto

Secretária da igreja do pastor Carlos Ubiraci confirmou que tinha conhecimento de que ele trabalhava no gabinete de Flordelis e que tinha que dar parte do salário para ajudar na casa da família.

 

“O pastor Anderson exigia para ajudar os outros irmãos”, disse.

 

Quatro testemunhas foram dispensadas por causa do adiamento do julgamento de André Luiz de Oliveira, filho de Flordelis, que estava previsto para esta terça, mas foi adiado pois o advogado passou mal.

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Justiça determina perda de mandato do vereador de Manaus Jaildo Oliveira e convocação de suplente do PT

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Vereador Jaildo Oliveira (PV-AM). — Foto: Divulgação/CMM

A Justiça do Amazonas determinou, em decisão liminar, a perda do mandato do vereador Jaildo Oliveira (PV) e ordenou que a Câmara Municipal de Manaus (CMM) declare o mandato vago e convoque o suplente. A decisão foi proferida pelo juiz Aldrin Henrique de Castro Rodrigues, da 4ª Vara da Fazenda Pública, em mandado de segurança ajuizado pelo Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT).

Na ação, o PT alegou que Jaildo Oliveira foi condenado em definitivo a ressarcir os cofres públicos por irregularidades no uso da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) e que a Presidência da Câmara permaneceu sem adotar as providências previstas na Lei Orgânica do Município após ser comunicada sobre o trânsito em julgado da decisão.

O partido também argumentou que a condenação definitiva do vereador afetou seus direitos políticos e, por isso, tornou obrigatória a perda do mandato e a convocação do suplente.

Segundo o partido, a permanência do vereador no cargo impede a convocação do suplente da legenda e compromete a representação partidária na Câmara Municipal. O suplente é o ex-vereador Sassá da Construção Civil (PT).

Ao conceder a liminar, o magistrado entendeu que há elementos suficientes para determinar a imediata regularização da composição da Casa Legislativa. A decisão estabelece que a Presidência da Câmara publique o ato declaratório de vacância, suspenda o exercício do mandato e os pagamentos futuros vinculados ao cargo, convoque o suplente legalmente habilitado e comprove o cumprimento das determinações no processo.

 

“Enquanto não for formalizada a vacância e convocado o suplente, a situação apontada como ilegal renova-se diariamente, com a participação do parlamentar em sessões, votações, comissões e demais atividades legislativas, além da percepção dos subsídios e da manutenção da composição parlamentar impugnada”, diz trecho da decisão.

 

O juiz afirmou também que a declaração da vacância tem natureza meramente declaratória e não depende de votação do plenário ou de nova análise sobre a condenação judicial.

O magistrado também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada a 30 dias, em caso de descumprimento da decisão, além de advertir que eventual resistência poderá resultar na apuração de responsabilidades administrativas, civil e penal.

 

O mérito do mandado de segurança ainda será analisado após as manifestações da Câmara Municipal, do vereador Jaildo Oliveira e do Ministério Público.

O g1 procurou a Câmara Municipal de Manaus para se posicionar sobre a decisão da Justiça do Amazonas, mas não houve retorno até a publicação da reportagem.

 

Condenação

 

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Jaildo usou de forma irregular a Ceap entre julho de 2010 e agosto de 2011, durante seu primeiro mandato na casa legislativa. Os gastos incluíam despesas com alimentação, combustíveis, transporte e divulgação, que não foram comprovadamente ligadas à atividade política.

O vereador foi condenado a devolver R$ 101.500,00 aos cofres públicos. Mesmo após o trânsito em julgado, a defesa de Jaildo tentou recorrer novamente, mas o STJ considerou o recurso incabível. A Corte reafirmou a condenação e negou provimento ao pedido do vereador.

Em outubro de 2025, Jaildo usou as redes sociais para afirmar que o MPF estaria errado ao enviar o ofício, uma vez que o processo teria sido aberto em 2010 pelo Ministério Público Estadual (MPE).

Fachada da Câmara Municipal de Manaus — Foto: Divulgação / CMM
Fachada da Câmara Municipal de Manaus — Foto: Divulgação / CMM
Fonte: https://g1-globo-com.cdn.ampproject.org/v/s/g1.globo.com/google/amp/am/amazonas/noticia/2026/07/17/justica-determina-perda-de-mandato-do-vereador-de-manaus-jaildo-oliveira-e-convocacao-de-suplente-do-pt.ghtml?amp_js_v=0.1&amp_gsa=1#webview=1&cap=swipe

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Esposa e filhos de jogador argentino são encontrados mortos após terremotos na Venezuela

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Jogador de futebol argentino Lucas Trejo e sua família em foto de abril de 2026. — Foto: Reprodução/Lucas Trejo no Instagram

Após 74 horas de buscas, a esposa e os dois filhos do jogador de futebol argentino Lucas Trejo foram encontrados mortos na noite deste sábado (27).

Yanina Maranella e os filhos do casal, Aarón, de 5 anos, e Ainhoa, de 7, estavam no edifício no momento do desabamento. Trejo, de 38 anos, não estava no local e passou os últimos dias acompanhando as buscas na esperança de reencontrá-los com vida.

A morte da família foi confirmada pelo clube venezuelano Deportivo La Guaira, onde o jogador atua.

 

“Nós, do DLG, nos unimos ao luto que aflige o jogador Lucas Trejo pelo doloroso falecimento de sua esposa, Yanina Maranella, e de seus filhos, Aarón e Ainhoa Trejo. Que suas almas descansem em paz e que Lucas e todos os seus familiares e amigos encontrem consolo.”

 

Até a publicação desta reportagem, Trejo não havia se pronunciado publicamente. Horas antes da confirmação da morte da esposa e dos filhos, porém, ele publicou nas redes sociais uma foto ao lado da família.

 

Relembre o caso

 

O jogador de futebol argentino Lucas Trejo afirmou na última quinta-feira (25) que sua família estava desaparecida após os terremotos devastadores que atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24).

Trejo, que atua por um clube venezuelano, fez um apelo nas redes sociais em busca de informações sobre a esposa, Yanina Maranella, e seus dois filhos, Aarón e Ainhoa.

A família estava no complexo residencial Cumanagoto, em Playa Grande, no estado de La Guaira, quando os dois terremotos provocaram o desabamento do edifício onde morava.

 

  • 🔎Praia Grande é um município costeiro da Venezuela que fica a cerca de 12 km ao norte da capital Caracas.

 

Em uma das publicações, o jogador contou que não sabia que a esposa e os filhos estavam no prédio no momento da tragédia.

 

“Nosso edifício em Praia Grande caiu, não sei nada da minha família, por favor orem por eles e difundam esta mensagem para alguém que possa tê-los visto. Quero acreditar que não estavam lá. Orem pela minha família, por favor”, afirmou Trejo.

Enquanto acompanhava à distância os trabalhos das equipes de resgate, Trejo continuou mobilizando autoridades, torcedores e seguidores. Na manhã de sábado, poucas horas antes da confirmação da morte da família, ele fez um novo apelo, pedindo o envio de cães farejadores para reforçar as buscas.

Terremotos devastadores na Venezuela

 

A situação vivida pelo jogador argentino Lucas Trejo é a mesma enfrentada por milhares de venezuelanos atingidos pela sequência de dois terremotos, de magnitudes 7,5 e 7,2, que devastou o país na noite de quarta-feira (24).

Os dois abalos ocorreram com menos de um minuto de diferença e provocaram o desabamento de prédios e casas em Caracas e em outras cidades venezuelanas.

Segundo o governo, pelo menos 20 réplicas foram registradas nas horas seguintes, e os tremores também foram sentidos em cidades do Norte do Brasil.

 

  • ➡️Réplicas são tremores menores que se seguem após um forte terremoto.

 

O número de mortos chegou a 1.430 neste sábado (27), de acordo com balanço divulgado pelo governo venezuelano às 14h20 (horário de Brasília).

As autoridades também informaram que mais de 3.000 pessoas ficaram feridas e 3.100 estão desabrigadas. Os dados foram apresentados pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, à imprensa estatal.

A Organização das Nações Unidas (ONU) e o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) avaliam, no entanto, que o total de vítimas pode ser ainda maior, devido à intensidade dos tremores, aos danos na infraestrutura e à alta densidade populacional das áreas atingidas.

Mais cedo, a Organização Internacional para as Migrações (OIM), agência da ONU, estimou que até 6,8 milhões de pessoas podem ter sido afetadas pelos terremotos, incluindo cerca de 2 milhões apenas em Caracas.

Já o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA) estima que mais de 50 mil pessoas continuem desaparecidas.

fonte: https://g1-globo-com.cdn.ampproject.org/v/s/g1.globo.com/google/amp/mundo/noticia/2026/06/28/esposa-e-filhos-de-jogador-argentino-sao-encontrados-mortos-apos-terremotos-na-venezuela.ghtml?amp_js_v=0.1&amp_gsa=1#webview=1&cap=swipe

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Prefeitura de Manaus informa locais de atendimentos das Unidades Móveis de Saúde da Mulher

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A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), informa os locais de funcionamento das Unidades Móveis de Saúde da Mulher esta semana.

Na zona Norte de Manaus, a estação móvel de saúde segue atendendo na rua Carlos Alberto, no bairro Cidade de Deus.

Na zona Leste da capital, a unidade permanece na rua Mafra, s/nº, Colônia Antônio Aleixo, (em frente ao 28° DIP, até o dia 3 de julho).

As moradoras da zona Sul podem buscar os atendimentos de saúde na rua Náutico, s/nº, na praça do Jardim Petrópolis.

Já na zona Oeste, as moradoras podem ir até a rua Imbu, nº 15, Riacho Fundo, comunidade Ismail Aziz, onde a unidade itinerante está posicionada.

A outra unidade, que estava reforçando a oferta de serviços na zona Oeste de Manaus, precisará passar por manutenção técnica esta semana e retomará com oferta dos atendimentos no dia 3 de julho.

Gerenciadas Semsa, as unidades móveis oferecem serviços de saúde exclusivos ao segmento feminino com foco na prevenção e rastreio do câncer do colo do útero e câncer de mama.

As estações de saúde funcionam no horário das 7h às 17h, de segunda a sexta-feira, com uma carteira de serviços que inclui consultas médicas e de enfermagem, atendimento pré-natal, planejamento familiar, mamografia, ultrassonografia, coleta e exame preventivo do câncer do colo do útero, realização de testes rápidos para detecção de gravidez e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), dispensação de medicamentos e outros serviços.

Para ter acesso aos atendimentos, as usuárias podem comparecer em qualquer das unidades e apresentar o documento oficial de identidade e o cartão do Sistema Único de Saúde (SUS).

Zona Norte

Rua Carlos Alberto, 61-49 – Cidade de Deus

22/6 a 3/7

Zona Leste

Rua Mafra, s/nº, Colônia Antônio Aleixo (em frente ao 28° DIP – Distrito Integrado de Polícia)

15/6 a 3/7

Zona Oeste

Rua Imbu, nº 15 – Riacho Fundo, comunidade Ismail Aziz

22/6 a 3/7

29/6 a 3/07 -Unidade com atividades suspensa para manutenção técnica

Zona Sul

Rua Náutico, s/nº, praça do Jardim Petrópolis

15/6 a 3/7

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