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Coronavírus

Covid-19: Brasil volta a registrar mais de 4 mil mortes em 24h, chegando a recorde de 4.249

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Antes, o maior número de vidas perdidas em um dia havia sido registrado na terça-feira (6/4), com 4.195 mortes.

Agora, o total de óbitos pela covid-19 no país é de 345.025, e de casos, 13.279.857 (86.652 nas últimas 24h).

A média móvel de mortes nos últimos sete dias ficou em 2.820, abaixo do recorde de 3.117, registrado na quinta-feira (1/4) — nos últimos dias, os dados oficiais de mortes pelo novo coronavírus caíram em meio ao feriado e ao fim de semana, períodos em que costuma haver atrasos nos repasses de informações às secretarias estaduais.

Em março, o Brasil se tornou o segundo país a contabilizar mais de 300 mil óbitos causados pelo novo coronavírus. Os Estados Unidos foram os primeiros e, hoje, já contabilizam mais de 559,9 mil mortes e 30,9 milhões de casos, segundo a Universidade Johns Hopkins.

Role a barra lateral para ver mais dados na tabela

*Mortes a cada 100 mil pessoas

Novos casos

Estados Unidos549.795168,130.342.649
Brasil321.515153,512.748.747
México203.210161,02.238.887
Índia162.92712,012.221.665
Reino Unido126.713188,74.345.788
Itália109.346180,43.584.899
Rússia97.59467,04.503.291
França95.640147,24.644.423
Alemanha76.58992,12.843.644
Espanha75.459161,63.284.353
Colômbia63.422127,72.406.377
Irã62.66576,61.885.564
Argentina55.858125,92.348.821
Polônia53.665141,52.356.970
África do Sul52.84691,41.548.157
Peru52.008162,61.548.807
Indonésia41.05415,31.511.712
Ucrânia34.88578,81.742.710
Turquia31.53738,33.317.182
República Tcheca26.586249,31.539.617
Romênia23.538120,7952.803
Chile23.135123,5995.538
Bélgica23.016200,4882.453
Canadá22.96061,9988.808
Hungria20.995216,3661.721
Portugal16.848164,3821.722
Equador16.84798,6328.755
Holanda16.54197,01.272.812
Paquistão14.5306,8672.931
Iraque14.32337,3850.924
Suécia13.465135,0804.886
Filipinas13.30312,5756.199
Bulgária13.197187,1342.633
Bolívia12.257108,0272.411
Egito11.99512,2202.131
Suíça10.337121,2601.124
Eslováquia9.790179,5362.489
Áustria9.368105,4546.229
Japão9.1657,2476.909
Bangladesh9.0465,6611.295
Marrocos8.81824,5496.097
Tunísia8.81276,2254.018
Grécia8.09376,9263.689
Jordânia6.85868,8611.577
Guatemala6.84039,7194.398
Arábia Saudita6.66919,8390.007
Bósnia-Herzegóvina6.599198,5169.626
Líbano6.23490,9468.400
Israel6.21474,1833.281
Panamá6.114146,4355.051
Croácia5.947143,1271.632
Sérvia5.30876,0600.596
Moldávia4.960122,4230.241
China4.8410,3101.732
Irlanda4.68797,3235.854
Honduras4.60548,0189.043
Paraguai4.20660,5214.667
Eslovênia4.054195,1215.602
Geórgia3.78594,6282.260
Macedônia do Norte3.781181,5130.022
Lituânia3.583127,9217.005
Azerbaijão3.56735,9261.713
Armênia3.533119,7193.736
República Dominicana3.32531,3252.727
Cazaquistão3.23217,6297.472
Mianmar3.2066,0142.434
Argélia3.0937,3117.192
Nepal3.03010,8277.309
Costa Rica2.95759,1216.764
Etiópia2.8652,6206.589
Líbia2.68040,1158.957
Territórios Palestinos2.62754,0242.353
Afeganistão2.4846,756.454
Dinamarca2.41942,1230.603
Bielorússia2.24723,8321.807
Albânia2.23577,5125.157
Quênia2.1534,2134.058
Sudão2.0634,931.833
Nigéria2.0571,1162.891
El Salvador2.00631,264.431
Letônia1.91399,2102.363
Kosovo1.866101,189.181
Coreia do Sul1.7353,4103.639
Omã1.68134,8159.218
Venezuela1.6025,5160.497
Zimbábue1.52310,536.882
Quirguistão1.50023,888.538
Emirados Árabes Unidos1.49715,5461.444
Kuwait1.31331,7232.103
Malásia1.2784,1345.500
Montenegro1.274202,991.218
Síria1.2657,518.909
Zâmbia1.2087,088.418
Malauí1.1176,233.551
Senegal1.0516,638.705
Uruguai97428,2105.549
Austrália9093,729.323
Estônia90868,6107.253
Iêmen8883,14.357
Finlândia84415,377.452
Moçambique7752,667.579
Luxemburgo746123,561.642
Gana7432,590.583
República Democrática do Congo7430,928.142
Camarões7212,947.669
Noruega67312,696.079
Eswatini66758,717.337
Uzbequistão6301,983.050
Jamaica59620,339.237
Sri Lanka5682,792.706
Botsuana56825,239.848
Angola5371,722.311
Somália5293,511.398
Namíbia52321,444.139
Bahrein52133,2144.445
Mauritânia44910,217.847
Cuba4243,775.263
Madagascar4181,624.426
Malta39289,229.033
Mali3852,010.042
Uganda3350,840.867
Belize31782,812.456
Lesoto31514,910.706
Ruanda3072,521.783
Catar29110,5179.964
Chipre25621,545.864
Haiti2522,312.758
Costa do Marfim2441,043.889
Guiana23129,710.249
Bahamas18848,89.119
Níger1860,85.001
Nicarágua1782,86.677
Suriname17730,79.122
Guadalupe17343,311.512
Cabo Verde16830,917.470
Gâmbia1657,25.459
Chade1641,14.533
Mayotte16162,019.408
Burkina Fasso1460,712.717
Comores14617,53.696
Trinidade e Tobago14210,28.026
Polinésia Francesa14150,818.627
Congo1352,69.681
Guiné1251,019.908
Gabão1185,619.550
Ilha Reunião11513,016.586
Andorra115149,312.010
Togo1091,410.249
Sudão do Sul1091,010.165
Guiné Equatorial1027,86.914
Tailândia940,128.889
Gibraltar94278,84.274
Tadjiquistão901,013.308
Benin900,87.100
Guiana Francesa8931,516.922
Aruba8681,39.443
Ilhas do Canal da Mancha8650,44.049
Libéria851,82.042
San Marino84248,64.730
Serra Leoa791,03.980
Djibuti707,38.002
Maldivas6713,024.079
República Centro-Africana671,45.161
Guiné-Bissau633,43.650
Papua Nova Guiné600,76.112
Santa Lúcia6033,04.238
Liechtenstein56147,72.670
Martinica5013,37.679
Barbados4214,73.652
Curaçao3521,58.404
Vietnã350,02.603
São Tomé e Príncipe3416,12.223
Cingapura300,560.407
Islândia298,66.205
Ilha de Man2934,51.569
Mônaco2872,42.288
Antigua e Barbuda2829,11.136
Ilha de São Martinho (parte francesa)2772,52.147
Nova Zelândia260,52.501
Seicheles2222,74.135
Tanzânia210,0509
Ilhas Turks e Caicos1745,12.331
Cruzeiro Diamond Princess13712
Bermuda1219,11.217
Maurício120,91.028
Camboja110,12.440
Eritreia100,33.285
São Vicente e Granadinas109,11.748
Taiwan100,01.030
Mongólia80,38.841
Burundi60,12.810
Brunei30,7212
Ilhas Cayman23,1500
Fiji20,267
Cruzeiro MS Zaandam29
Butão10,1873
São Bartolomeu110,2775
Ilhas Faroe12,1661
Granada10,9155
Ilhas Virgens Britânicas13,4153
Montserrat120,020
Timor Leste00,0604
Dominica00,0161
Nova Caledônia00,0121
Ilhas Malvinas ou Falkland00,054
Laos00,049
São Cristóvão e Nevis00,044
Groenlândia00,031
Vaticano00,027
Anguilla00,025
Saint-Pierre e Miquelon00,024
Ilhas Salomão00,019
Ilhas Marshall00,04
Vanuatu00,03
Samoa00,03
Micronésia00,01

A apresentação usa dados periódicos da Universidade Johns Hopkins e pode não refletir as informações mais atualizadas de cada país.

** Os dados históricos de novos casos são uma média de três dias seguidos. Devido à revisão do número de casos, a média não pode ser calculada nesta data.

Fonte: Universidade Johns Hopkins (Baltimore, EUA), autoridades locais

Dados atualizados pela última vez em: 1 de abril de 2021 10:46 GMT

Pandemia

O primeiro registro do coronavírus no Brasil foi em 26 de fevereiro do ano passado. Um empresário de 61 anos de São Paulo (SP) foi infectado após retornar de uma viagem, entre 9 e 21 de fevereiro, à região italiana da Lombardia.

O novo coronavírus, que teve seus primeiros casos confirmados vindos da China no final de 2019, é tratado como pandemia pela OMS desde 11 de março.

Estudos apontam que a grande maioria dos casos do novo coronavírus apresenta sintomas leves e pode ser tratado nos postos de saúde ou em casa.

No entanto, novas variantes têm se mostrado mais contagiosas e, na percepção de médicos, têm afetado com mais gravidade também a população mais jovem, em vez de apenas idosos e pessoas com comorbidades.

Fonte: Universidade Johns Hopkins (Baltimore, EUA), autoridades locais

Números atualizados pela última vez em 1 de abril de 2021 10:46 GMT

Coronavírus

Prefeitura de Manaus oferta doses contra Covid-19 em 74 pontos de vacinação nesta semana

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Reforçando a vacinação como instrumento mais eficaz para prevenção e combate à Covid-19, a Prefeitura de Manaus orienta a população a buscar as unidades da rede básica de saúde para iniciar ou atualizar o esquema vacinal contra a doença. A aplicação das doses é ofertada nesta semana, de segunda a sexta-feira, 11 a 15/9, em 74 unidades gerenciadas pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), distribuídas em todas as zonas geográficas da capital.

O subsecretário municipal de Gestão da Saúde, Djalma Coelho, informa que a Semsa Manaus vem buscando ampliar o acesso da população à vacinação, com a oferta do serviço em horário ampliado, das 8h às 20h, em nove unidades da rede municipal. Nos demais estabelecimentos, o atendimento ocorre no horário regular, das 8h às 17h.

“A Semsa visa garantir que todas as pessoas tenham acesso à vacina, pois ela reduz em muito os riscos de agravos de saúde decorrentes da Covid-19, e também para limitar a transmissão do vírus causador da doença, aumentando a proteção de toda a comunidade”, afirma.

Conforme Djalma, os usuários devem se dirigir à unidade de saúde mais próxima portando documento oficial de identidade com foto, CPF ou Cartão do Sistema Único de Saúde (SUS) para receber o imunizante. A lista dos estabelecimentos que ofertam a vacinação, com horários de funcionamento e endereços, pode ser conferida no site semsa.manaus.am.gov.br ou no link direto bit.ly/localvacinacovid19.

“Todas as pessoas a partir dos 6 meses de idade podem se vacinar. Quem já iniciou o esquema vacinal pode conferir se já está no prazo para receber a segunda dose ou dose de reforço no Imuniza Manaus (imuniza.manaus.am.gov.br), informando apenas o número do CPF”, orienta o gestor.

Djalma informa que os usuários a partir de 12 anos podem receber a vacina em qualquer um dos 74 pontos de vacinação da prefeitura. Já os menores de 12 anos, acompanhados dos pais ou responsáveis, são atendidos em unidades específicas, sendo 14 delas voltadas a bebês de 6 meses a 4 anos de idade, e 35 para crianças de 5 a 11 anos.

Eficazes e seguras

Nas unidades da rede básica de saúde são ofertadas doses das vacinas monovalentes e bivalentes, sendo aquelas empregadas como primeira e segunda doses do esquema primário para toda a população a partir dos 6 meses de idade, e como dose de reforço para adolescentes de 12 a 17 anos não integrantes de grupos prioritários.

Já as vacinas bivalentes, que protegem contra duas versões do coronavírus, são aplicadas como dose de reforço em pessoas a partir de 18 anos e adolescentes de grupos com maior vulnerabilidade, riscos para complicação e óbito e maior exposição.

Djalma Coelho explica que todas as vacinas ofertadas na rede pública de saúde são eficazes e seguras, tendo a devida aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Seja mono ou bivalente, a vacina vai estimular as defesas do sistema imunológico contra o coronavírus, aumentando a proteção da pessoa contra a doença”, relata.

Para saber mais sobre a Campanha Municipal de Vacinação contra a Covid-19, basta acessar as redes sociais da Semsa Manaus, nos perfis @semsamanaus no Instagram e Semsa Manaus no Facebook.

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Coronavírus

Covid: relembre principais os episódios da pandemia

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Mais de 1.190 dias se passaram entre o início e o fim da declaração de emergência de saúde pública (PHEIC, na sigla em inglês) da pandemia do coronavírus, feita pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2020 e encerrada nesta sexta-feira, 5.

A doença provocou a maior crise sanitária do século em todo o planeta, totalizando 765,2 milhões de casos e quase 7 milhões de mortes durante mais de três anos, segundo a OMS.

De recordes de casos a disputas políticas, em tópicos, relembre os momentos mais marcantes da pandemia de covid-19 em todo o mundo:

2019

31 de dezembro de 2019 – A Organização Mundial da Saúde (OMS) foi alertada sobre vários casos de pneumoniana cidade de Wuhan, na China.

2020

7 de janeiro de 2020 – As autoridades de Saúde chinesas confirmaram que haviam identificado um novo tipo de coronavírus.

13 de janeiro de 2020: O primeiro caso da doença é detectado fora da China, na Tailândia.

30 de janeiro de 2020: OMS declara que covid-19 é uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII).

23 de fevereiro de 2020: Europa vive a primeira grande onda de infecções pela doença, com maior parte dos casos na Itália.

26 de fevereiro de 2020: O Ministério da Saúde confirma o primeiro caso de covid-19 no Brasil. Tratava-se de um homem de 61 anos, de São Paulo, que havia viajado à Itália e sentiu desconforto respiratório.

11 de março de 2020: A OMS declara oficialmente uma pandemia de coronavírus em razão de seus “níveis alarmantes” de propagação em diferentes países. A Europa entra em modo de lockdown. Cerca de 120 mil pessoas haviam contraído o vírus em todo o mundo.

16 de março de 2020: Primeira morte decorrente de covid-19 é anunciada no Brasil. A vítima foi um homem de 62 anos, em São Paulo. Entretanto, em julho, o Ministério da Saúde divulgou, após ajustes nos dados epidemiológicos da pasta, que a primeira morte no país ocorreu, na verdade, no dia 12 de março, em São Paulo. A vítima era uma mulher de 57 anos.

20 de março de 2020: Jair Bolsonarochama covid-19 de “gripezinha”. O então presidente afirmou que, após a facada que levou em 2018, não será uma “gripezinha” que irá derrubá-lo.

16 de abril de 2020: O então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, foi demitido por Jair Bolsonaro. A demissão ocorreu após uma série de divergências públicas entre ele e o presidente. O cargo foi assumido por Nelson Teich, que também deixou a pasta menos de um mês após assumi-la.

20 de abril de 2020 – Jair Bolsonaro afirma que “não era coveiro”, ao responder à pergunta de um jornalista sobre o número de mortes por coronavírus no País.

8 de agosto de 2020: Brasil chega ao marco de 100 mil mortes por covid-19. O País somava quase 3 milhões de infectados. Na data, o Senado decretou luto oficial de quatro dias no Congresso Nacional.

8 de dezembro de 2020: primeira pessoa no mundo é vacinada contra a covid-19. O Reino Unido dá início à imunização contra a doença, utilizando a vacina Pfizer/BioNTech. A primeira a ser vacinada foi Margaret Keenan, uma britânica de 90 anos.

2021

14 de janeiro de 2021: A explosão de casos de covid-19 levou ao colapso do sistema de saúde em Manaus, que ficou sem oxigênio para pacientes em hospitais.

17 de janeiro de 2021: Com autorização para uso emergencial das vacinas CoronaVac e AstraZeneca pela Anvisa, o Brasil dá início à vacinação. A primeira imunizada é Mônica Calazans, de 54 anos, mulher negra pertencente ao grupo de risco e enfermeira.

15 de março de 2021: Marcelo Queiroga é escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para substituir o general Eduardo Pazuello como ministro da Saúde. Queiroga tornou-se o quarto ministro da gestão de Bolsonaro durante a pandemia, permanecendo até o fim do mandato.

13 de abril de 2021: É criada a CPI da covid-19. No relatório final, a CPI acusou Jair Bolsonaro de ter cometido nove crimes: prevaricação; charlatanismo; epidemia com resultado morte; infração a medidas sanitárias preventivas; emprego irregular de verba pública; incitação ao crime; falsificação de documentos particulares; crime de responsabilidade; e crimes contra a humanidade.

19 de junho de 2021: Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo divulga o primeiro caso da variante delta na capital. A variante foi detectada pela primeira vez em outubro de 2020, na Índia, e ficou conhecida por ser mais contagiosa em comparação às demais cepas.

7 de outubro de 2021: Brasil atinge a marca de 60% da população adulta completamente vacinada contra a covid-19. Como resposta à cobertura vacinal, em setembro, o País registrou o menor número de mortes pela covid-19 de 2021 até então.

24 de novembro de 2021: Existência da variante Ômicron é reportada pela primeira vez à OMS, pela África. Variante apresentou riscos pela sua alta transmissibilidade, embora com sintomas mais brandos.

2022

14 de janeiro de 2022 – A primeira criança é vacinada contra a covid-19 no Brasil. O indígena Davi Seremramiwe, de 8 anos, foi o primeiro do público a receber o imunizante da Pfizer no País.

3 de fevereiro de 2022: Início do ano no Brasil é marcado por explosões de casos, apesar da queda no índice de letalidade. No dia 3 de fevereiro, o recorde do número diário de infecções foi batido, com 298.408 casos confirmados em 24 horas.

25 de março de 2022: Fiocruz divulga informe que, pela primeira vez desde o início da pandemia, a ocupação de UTIs para covid-19 está abaixo de 60% em todos Estados.

8 de abril de 2022: Paraíba é o último Estado brasileiro a tornar facultativo o uso de máscaras, fazendo com que todas as federações, pela primeira vez, estivessem com o uso do acessório de proteção desobrigado.

17 de abril de 2022: Marcelo Queiroga anuncia o fim da Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) por covid-19 no Brasil.

21 de novembro de 2022: A Anvisa aprovou a venda do Paxlovid, medicamento utilizado como tratamento para a covid-19 para adultos, em farmácias e hospitais particulares.

2023

23 de fevereiro de 2023: O Brasil começa a vacinar públicos prioritários com a vacina bivalente, que confere maior proteção contra o vírus da cepa original e também contra a variante Ômicron.

1º de maio de 2023: São Paulo detecta o primeiro caso da variante Arcturus, caracterizada por quadros de conjuntivitee de febre alta.

05 de maio de 2023: OMS declara o fim da emergência de saúde pública da pandemia do coronavírus no planeta.

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Coronavírus

Estudo revela mecanismo por trás de rara miocardite em adolescentes após vacina da Covid

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Vacina contra Covid é aplicada em adolescente na UBS Veleiros em São Paulo – Danilo Verpa – 30.ago.21/Folhapress

 

SÃO PAULO

As vacinas contra Covid tiveram sua segurança e eficácia avaliadas em milhares de pessoas em todo o mundo antes de serem aprovadas para uso em larga escala.

Mesmo assim, alguns efeitos raros relacionados à vacinação só podem ser observados depois de aplicadas em milhões de pessoas. Um desses efeitos é a miocardite ou pericardite (inflamação do tecido do coração), que foi observada em um número muito pequeno de casos, ainda que de relevância médica, em jovens e adolescentes do sexo masculino após a vacinação com a Pfizer.

 

O mecanismo por trás deste evento adverso ainda era desconhecido, mas um novo estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade de Yale e publicado nesta sexta (5) na revista especializada Science Immunology, acaba de revelar como ele ocorre.

 

Segundo a pesquisa, não foi encontrada uma associação entre a miocardite e os anticorposinduzidos após a vacinação, tampouco a uma doença autoimune dos pacientes ou hipersensibilidade aos componentes da vacina. O que os pesquisadores observaram foi uma resposta exagerada do próprio organismo como resposta a uma inflamação do tecido, produzindo mais danos e ele.

O estudo analisou 23 amostras de sangue de pacientes (87% eram homens) com idade de 13 a 21 anos que tiveram um quadro de miocardite de um a quatro dias após a segunda dose das vacinas de mRNA. Os sintomas dessa inflamação foram em geral dores no peito, palpitações, febre e perda de fôlego, entre outros. Indivíduos vacinados com duas doses da vacina monovalente e que não apresentaram miocardite foram incluídos como controle.

Nos pacientes com miocardite, foi observada uma quantidade elevada de duas moléculas indutoras da resposta imune exacerbada, como citocinas e glóbulos brancos, agindo de forma a atacar o próprio organismo.

Estas células de defesa eram em geral citotóxicas ou matadoras naturais (chamadas de NK ou natural killers, em inglês), ambas responsáveis por destruir outras células do organismo que estejam infectadas por vírus ou agindo de maneira errática (por exemplo, células tumorais). Os autores chamaram esse fenômeno de “citocinopatia”, ou uma condição causada pelas citocinas, como o que ocorria com a tempestade de citocinas no pulmão em alguns casos de infecção pelo Sars-CoV-2.

Para Carrie Lucas, professora associada de imunologia na Universidade de Yale e autora correspondente do estudo, a importância da pesquisa é que, embora fosse muito raro, ao vacinar milhões de crianças e adolescentes foi possível observar esse efeito, por isso era fundamental entendê-lo melhor. “Uma das implicações desse estudo é que não só ele traz explicação do fenômeno, mas também indica para uma redução do risco de miocardite quanto maior o intervalo entre as doses”, afirmou.

Os casos de miocardite foram registrados em geral após a segunda dose da vacina, e a pesquisadora sugere que a aplicação das doses seja espaçada para minimizar os possíveis efeitos adversos raros.

Akiko Iwasaki, imunologista e pesquisadora principal do Laboratório de Imunologia da Universidade de Yale e do Instituto Médico Howard Hughes, disse que não foram encontrados nas amostras dos pacientes marcadores indicando uma resposta induzida pela proteína S do Spike (ou espícula, usada pelo coronavírus para entrar nas células), o que sugeriria uma reação ao antígeno (parte do vírus contra o qual se deseja produzir resposta imune) no corpo.

A equipe de Iwasaki é uma das mais proeminentes na área de investigação dos atores envolvidos na resposta imunológica, incluindo como nosso organismo combate novos vírus e patógenos e a resposta gerada por vacinação ou proteção induzida por infecção natural.

“O que observamos foi que a resposta é induzida por linfócitos [glóbulos brancos], e não a um antígeno específico, seja ele produzido pela vacinação [anticorpos anti-Spike] ou infecção do Sars-CoV-2”, explicou.

TRATAMENTO E INCIDÊNCIA

Como a miocardite foi tratada na maioria dos casos com recuperação total do indivíduo, os pesquisadores sugerem que ao menor sinal de dores no peito e palpitações as crianças e adolescentes sejam levados para acompanhamento médico. “O tratamento é o mesmo que para qualquer outra inflamação, mas é claro que precisamos pensar no uso de corticosteróides a longo prazo, então não recomendamos uso de anti-inflamatórios profiláticos para evitar o risco de miocardite”, disse a imunologista.

As autoras reforçam que há um risco mais elevado de miocardite ou pericardite como consequência da infecção pelo coronavírus e sequelas da Covid longa, mas isso não foi avaliado no estudo, que analisou apenas casos de miocardite em pacientes que não tiveram um quadro prévio de Covid.

Segundo dados do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) americano, entre 2.507.209 e adolescentes de 12 a 17 anos vacinados no país, foram identificados 54 casos de miocardite, demonstrando ser um evento muito raro da vacina. A incidência acumulada de miocardite na população adolescente masculina foi de 36 casos a cada 100 mil pessoas. Em relação à infecção por Sars-CoV-2, a incidência foi quase o dobro, de 65 casos por 100 mil pessoas.

A pesquisa pode ajudar agora identificar marcadores para a ocorrência desses efeitos colaterais, como por exemplo a alta concentração das interleucinas no sangue, mas não existem atualmente exames disponíveis que possam prever essa reação.

“Também não foi possível prever nenhum precursor de miocardite, isto é, alguma condição prévia que pudesse aumentar o risco de ter esse efeito. Até agora, podemos apenas especular que existe um fator genético do indivíduo que responde a essa inflamação de maneira exacerbada, mas ainda não conseguimos determinar o gatilho”, afirmou.

Como os casos são extremamente raros e não foram observados novos eventos com os reforços bivalentes, os pesquisadores acreditam que os próximos passos devem se concentrar em buscar meios de produzir testes diagnósticos específicos para captar rapidamente o problema e iniciar o tratamento o quanto antes.

“Felizmente, os participantes do nosso estudo se recuperaram, por isso não temos como avaliar os danos causados após a reação, mas identificar esses marcadores pode ajudar na detecção precoce de novos casos”, finalizou.

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