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Indígenas denunciam mais um ataque de garimpeiros em terra Yanomami
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há 5 anosem
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diamantenewscom
Garimpeiros teriam tentado invadir a comunidade de Palimiú, na Terra Indígena Yanomami em Roraima, na noite de ontem (19), segundo informação divulgada, nesta quinta-feira (20), pelo Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami e Ye’kuanna (Condisi-YY). A entidade enviou um ofício às autoridades pedindo que atuem com urgência para impedir a continuidade da violência na região.

No ofício, o conselho distrital informa que o ataque teria acontecido por volta de 22h nesta quarta-feira. Os indígenas de Palimiú relataram que os garimpeiros teriam chegado em 12 barcos e tentado invadir a comunidade. No entanto, os invasores teriam voltado para seus barcos após perceberem a presença de indígenas que estavam no entorno fazendo a vigia.
“Diante de todos esses danos potenciais e previsíveis, que acabaram por se confirmar com o passar do tempo, e diante da inércia da União, de seus órgãos e autarquias, solicitamos que seja ajuizada alguma ação, uma vez que a situação se agravou”, diz o ofício. Segundo o Condisi-YY, há risco de massacre dos indígenas.
O documento, assinado por Junior Hekurari Yanomami, presidente do conselho indígena, foi enviado à Fundação Nacional do Índio (Funai), à Polícia Federal (PF) em Roraima, à 1ª Brigada de Infantaria da Selva do Exército, ao Ministério da Defesa e ao Ministério Público Federal (MPF) em Roraima.
Segurança
Segundo o Condisi-YY, Hekurari esteve na comunidade cinco vezes e diz que, até o momento, não teria sido enviado uma equipe para garantir a segurança em Palimiú. O Ministério da Defesa informou por telefone que não tinha informações sobre a presença de forças de segurança no local nesta quinta-feira.
Uma decisão da Justiça Federal tomada no dia 13 determinou que a União mantivesse um efetivo armado, de forma permanente, na comunidade Palimiú, para evitar novos conflitos e garantir a segurança dos indígenas.
A Agência Brasil procurou a Fundação Nacional do Índio (Funai), o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Advocacia-Geral da União também nesta quinta sobre o cumprimento de decisão judicial que determina a manutenção de efetivo de segurança na comunidade de Palimiú e não teve resposta até o final da reportagem.
Na segunda-feira (17), a Funai informou que seguia acompanhando, junto às autoridades policiais, a apuração de supostos conflitos ocorridos recentemente nas terras Yanomami. O órgão afirmou que mantém equipes de forma ininterrupta dentro da Terra Indígena, por meio de suas Bases de Proteção Etnoambiental (BAPEs). Segundo os indígenas, nenhuma das bases fica dentro ou nas proximidades de Palimiú.
Desde o último dia 10, os indígenas de Palimiú estão sob tensão por conta dos ataques por parte de garimpeiros armados. A situação tem sido relatada por lideranças indígenas ao poder público por meio de ofícios.
STF
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) enviou um novo pedido ao Supremo Tribunal Federal na quarta-feira (19) pedindo a retirada imediata dos invasores de sete terras indígenas (TI), em especial da TI Yanomami, em Roraima, e TI Munduruku, no Pará, para garantir o direito à vida e à integridade física dos povos ameaçados nesses locais.
“Da data da propositura da ação, em 1º de julho de 2020, até março deste ano, o desmatamento e as invasões nas Terras Indígenas cresceram assustadoramente. Neste período, a União não foi capaz de apresentar um plano ou indicar quais medidas concretas realizará para conter e isolar invasores”, relatou a entidade na petição.
A entidade afirma que a escalada de violência, degradação ambiental e surtos de doenças em decorrência da exploração de minérios nas terras indígenas têm provocado violações de direitos fundamentais dos povos originários.
“É um cenário desolador com crime organizado, mortes de crianças, surtos de malária, covid-19, contaminação dos rios, insegurança alimentar e falta de assistência médica. Como se não bastasse tudo isso, a violência é cada vez mais intensa, o que nos leva a temer a possibilidade iminente de um novo massacre”, disse a coordenadora executiva da Apib, Sonia Guajajara.
CIDH
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos e o eEscritório Regional da América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas divulgaram ontem um comunicado em que expressam preocupação com os atos de violência que afetaram os povos indígenas Yanomami e Munduruku no Brasil. “Nesse sentido, exortam o Estado a cumprir seu dever de proteger a vida, a integridade pessoal, aos territórios e aos recursos naturais desses povos”, diz a nota das entidades.
“O direito à autodeterminação dos povos indígenas, reconhecido pelo direito internacional, tem estreita relação com o uso e o arranjo de terras e territórios, resultando em obrigações específicas aos Estados em termos de proteção para tomar medidas especiais para reconhecer, respeitar, proteger e garantir o direito à propriedade comum”, diz o comunicado. Nesse contexto, os órgãos afirmam que os povos indígenas Yanomami e Munduruku são beneficiários de medidas cautelares da CIDH em favor de sua proteção.
Histórico
A comunidade Palimiú, localizada dentro do território Yanomami em Roraima, foi alvo de ataque de garimpeiros com armas fogo contra a comunidade Palimiú no dia 10. De acordo com informações da Associação Yanomami Hutukara, ao menos cinco pessoas ficaram feridas, sendo quatro garimpeiros e um indígena.
Policiais federais também foram alvo de disparos no local, no dia 11, quando estiveram na comunidade para apurar o ataque dos garimpeiros. No momento em que a equipe estava prestes a embarcar da comunidade com destino de volta a Boa Vista, uma embarcação de garimpeiros passou no Rio Uraricoera efetuando os disparos. A equipe se abrigou e respondeu a agressão. Não houve registro de atingidos de nenhum dos lados.
Lideranças indígenas afirmam que duas crianças morreram afogadas em decorrência da fuga dos ataques dos garimpeiros e relataram um outro ataque na noite de domingo (16).
Risco aos indígenas
O MPF já alertou para risco de genocídio, apontando que garimpeiros, além de promoverem degradação ambiental e insegurança, são vetores de doenças para as comunidades. “Esse tipo de conflito tem sido alertado pelo MPF em diversos procedimentos, inclusive com ações na Justiça Federal pedindo um plano de retirada de garimpeiros, temendo possível genocídio. A Justiça já até decidiu a favor do MPF e da retirada do garimpo ilegal na TIY”, disse o MPF.
Maior reserva indígena do Brasil, a Terra Indígena Yanomami tem 9,6 milhões de hectares entre os estados de Roraima e Amazonas, onde vivem mais de 27 mil indígenas espalhados em cerca de 331 comunidades. Essa terra indígena foi homologada em 1992 e a atividade de garimpo nela é ilegal.
Metade da população desse território – um total de 13.889 indígenas – mora em comunidades a menos de 5 quilômetros de uma zona de garimpo, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Socioambiental. A estimativa é que mais de 20 mil garimpeiros entram e saem dos territórios indígenas yanomami sem nenhum controle.
Edição: Fábio Massalli
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Ônibus serão gratuitos em Manaus no 2º turno das Eleições 2026; TRE-AM orienta transporte no interior do AM
Publicado
há 3 diasem
23 de outubro de 2026Por
diamantenewscom
Os ônibus de Manaus serão gratuitos neste domingo (25), das 4h às 18h, durante o segundo turno das eleições. A capital também terá uma operação especial de trânsito, das 6h às 23h, para facilitar o acesso aos locais de votação. No interior do Amazonas, a Justiça Eleitoral orientou os juízes a adotarem medidas para garantir o transporte gratuito de eleitores, especialmente em regiões de difícil acesso.
Na capital, a gratuidade vale para os ônibus convencionais e complementares e não exige apresentação de comprovante de votação. Segundo o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), toda a frota utilizada nos dias úteis estará disponível para atender os passageiros.
A operação de trânsito contará com 278 agentes, distribuídos em três turnos e 90 postos de serviço. As equipes vão atuar nos principais locais de votação e corredores viários para orientar motoristas e pedestres, organizar o fluxo de veículos e atender a ocorrências.
O planejamento prevê ações em 82 escolas e locais de votação. Entre as vias monitoradas estão as avenidas Noel Nutels, Max Teixeira, Constantino Nery, Djalma Batista, Brasil, Dom Pedro, Pedro Teixeira, Itaúba, Beira-Rio e 7 de Setembro.
Além dos postos fixos, agentes em motocicletas vão circular pelos principais corredores viários para identificar congestionamentos e outras ocorrências. Mudanças no trânsito poderão ser realizadas conforme a necessidade.
A operação será feita em parceria com a Justiça Eleitoral, o Ministério Público Eleitoral, as Forças Armadas, as polícias Federal, Civil e Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu Manaus).
Transporte para eleitores com deficiência
Eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida também terão transporte gratuito porta a porta para ir aos locais de votação e retornar para casa. Ao todo, 32 pessoas serão atendidas pelo serviço, oferecido pelo IMMU em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM).
O atendimento será das 6h às 12h, com 11 veículos adaptados do programa TransPorta. Os eleitores cadastrados terão direito a acompanhante durante o deslocamento.
O serviço integra o programa Seu Voto Importa, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O prazo para solicitar o transporte terminou em 14 de setembro.
O programa TransPorta atende cerca de 300 pessoas por mês em Manaus, com transporte adaptado de porta a porta.
TRE-AM orienta transporte gratuito no interior
A presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), desembargadora Carla Reis, determinou, na quinta-feira (22), que orientações fossem encaminhadas aos juízes eleitorais de todo o estado para viabilizar o transporte gratuito de eleitores no segundo turno das eleições.
A decisão considera um despacho da Corregedoria Regional Eleitoral e um parecer favorável da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE). A medida busca facilitar o deslocamento de eleitores, principalmente em regiões com dificuldades de acesso.
A determinação prevê o encaminhamento aos juízes eleitorais de um pedido da Associação Amazonense de Municípios (AAM) sobre o uso de veículos e embarcações próprios ou contratados, incluindo ônibus escolares, para transportar eleitores gratuitamente.
O transporte deverá seguir as regras previstas na Lei nº 6.091/1974 e na Resolução nº 23.751/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que tratam do transporte de eleitores e da fiscalização pela Justiça Eleitoral.
Os juízes eleitorais também deverão avaliar, em conjunto com lideranças indígenas e tradicionais e gestores públicos locais, medidas para viabilizar o transporte de eleitores dessas comunidades.
A orientação leva em conta as características de cada região. No Amazonas, o deslocamento de moradores de comunidades distantes pode depender de embarcações e de operações específicas de transporte.
As medidas deverão respeitar os limites previstos na legislação, inclusive as regras sobre o fornecimento de alimentação.
A presidente do TRE-AM ressaltou que os juízes eleitorais serão responsáveis por acompanhar e fiscalizar as medidas de transporte gratuito. Veículos contratados também poderão ser utilizados, desde que respeitem as exigências legais e sejam fiscalizados pela Justiça Eleitoral.
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Magnatas do Crime | 3ª temporada terá Bruna Marquezine e atores de O Senhor dos Anéis
Publicado
há 4 diasem
22 de outubro de 2026Por
diamantenewscom
A Netflix anunciou novos nomes para a 3ª temporada de Magnatas do Crime, série criada por Guy Ritchie. Entre as adições estão Bruna Marquezine, além de Orlando Bloom e Elijah Wood – conhecidos por interpretar Legolas e Frodo, respectivamente, na trilogia O Senhor dos Anéis. O elenco também contará com Robert Carlyle, Dexter Fletcher, Ed Speleers, Saffron Burrows e Bugzy Malone. A produção dos oito episódios já começou no Reino Unido e no Marrocos.
Estrelada por Theo James, a nova temporada acompanhará Eddie e Susie, personagens de James e Kaya Scodelario, em um plano ambicioso para construir um cassino no Oriente Médio. A empreitada, porém, colocará os dois diante de novos perigos.
Daniel Ings e Giancarlo Esposito não estarão na nova temporada, que ainda não tem data de estreia anunciada. Meghan Markle, que chegou a ser cotada para um papel na série, também ficou de fora dos planos.
Ainda não há previsão de estreia para a 3ª temporada.
fonte: https://www.omelete.com.br/series-tv/magnatas-do-crime-3a-temporada-escalacao-bruna-marquezine-atores-o-senhor-dos-aneis
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Quem é Gisele Nascimento, cantora gospel com mais de 20 anos de carreira cujo filho é investigado pela morte do tio
Publicado
há 4 diasem
22 de outubro de 2026Por
diamantenewscom
A cantora Gisele Nascimento, de 43 anos, tem mais de duas décadas de carreira na música gospel. Integrante de uma família de músicos cristãos, ela lançou o primeiro álbum solo em 2002 e, desde então, gravou mais de 10 discos de estúdio.
O nome da artista também ganhou destaque fora do meio musical por causa das investigações sobre as circunstâncias da morte de Thiago de Mattos Teixeira, ex-cunhado de Gisele.
Segundo a polícia e advogados da família da cantora, Israel Nascimento, filho de Gisele com o pastor Rogério Gentil, é o autor dos disparos que mataram Thiago. Gisele e Rogério se separaram no ano passado.
A família da cantora afirma que Gisele foi agredida por Thiago, e que Israel, ao defender a mãe, pegou uma arma do pai e atirou contra o tio.
Parentes de Thiago, por outro lado, contestam essa versão. Eles sustentam que não houve agressão e afirmam que Gisele entrou sem autorização na residência da ex-sogra.
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Família de músicos cristãos
Gisele é filha de Tuca Nascimento, cantor, compositor e produtor cristão, e tem outros artistas conhecidos do segmento na família. Ela é sobrinha de Mattos Nascimento e Rose Nascimento.
Ao lado da irmã Michelle Nascimento e do primo Willian Nascimento, Gisele formou o Trio Nascimento, paralelamente à carreira solo.
Entre as músicas mais conhecidas da cantora estão “Janelas da Alma”, “Vencer ou Vencer”, “A Glória da Segunda Casa” e “O Sonho Não Acabou”.
Atualmente, Gisele é casada com Allan Silva de Oliveira, o Allan do Povo, vereador de Seropédica, na Baixada Fluminense.
A cantora também disputou as últimas eleições. Foi candidata a deputada estadual pelo Solidariedade nas últimas eleições, mas não se elegeu. Gisele recebeu 5.453 votos.
Em julho, a artista passou por uma cirurgia de emergência após um quadro de apêndice rompido.
Além de Israel, Gisele tem outra filha, Isabela. Após o caso, a jovem fez um pedido nas redes sociais: “Orem por toda a minha família.”
fonte: https://g1-globo-com.cdn.ampproject.org/v/s/g1.globo.com/google/amp/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/10/19/quem-e-gisele-nascimento-cantora-gospel.ghtml?amp_js_v=0.1&_gsa=1#webview=1&cap=swipe

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