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Política

Janones é internado em SP com arritmia cardíaca

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O deputado federal André Janones participa do ato de campanha de Lula em Juiz de Fora, Minas Gerais Marina Calderon

O deputado federal André Janones (Rede-MG) sofreu uma arritmia cardíaca e precisou ser internado após o debate presidencial da TV Bandeirantes, entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado na noite de domingo, em São Paulo. Ele está na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Vila Nova Star, na Zona Sul, onde chegou sentindo falta de ar.

O quadro de Janones é considerado estável e ele está sendo atendido pela equipe da cardiologista Ludhmila Hajjar. Ao GLOBO, a médica afirmou que o paciente está sendo monitorado. Até o momento não houve divulgação de boletim médico.

O parlamentar, responsável pela criação e gestão da página “Exército do Lula”, acompanhou a comitiva do PT nos estúdios da emissora e chegou a discutir com o deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP), a exemplo do que havia ocorrido quatro anos atrás, mas com Nikolas Ferreira.

Como mostrou O GLOBO, enquanto Flávio e Lula travavam o primeiro embate de toda a campanha presidencial, Janones repassava orientações aos inscritos no canal de WhatsApp, pedindo o compartilhamento de cortes de vídeos e indicando hashtags para publicação no X e termos a serem buscados na internet para influenciar os resultados do Google Trends.

Depois do programa, o deputado gravou um vídeo no Instagram, para os seguidores do “exército” afirmando que estava cansado. “Vou fazer uma análise rapidinho do debate da Band (…) e já peço desculpas se der algum branco, alguma falha, pois o cansaço está bem forte”, disse Janones.

 

fonte: https://oglobo-globo-com.cdn.ampproject.org/v/s/oglobo.globo.com/google/amp/politica/eleicoes-2026/noticia/2026/10/19/janones-e-internado-em-sp-com-arritmia-cardiaca.ghtml?amp_js_v=0.1&amp_gsa=1#webview=1&cap=swipe

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Veja o que é #FATO ou #FAKE nas falas de Flávio Bolsonaro e Lula no debate da Band no 2º turno das eleições 2026

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Flávio Bolsonaro e Lula em debate na Band — Foto: Renato Pizzutto/Band

Os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Lula(PT) participaram, neste domingo (18), de um debate do 2º turno da eleição presidencial organizado pelo Grupo Bandeirantes, em um pool formado por TV Gazeta, TV Cultura, Jovem Pan e “O Estado de S.Paulo”.

A equipe do Fato ou Fake checou as principais declarações dos candidatos. Leia: a primeira delas é #FATO:

 

Flávio Bolsonaro (PL)

 

 

“Essa dívida que o atual governo está deixando, de R$ 11 trilhões.”

 

Selo Fato (Horizontal) — Foto: g1
Selo Fato (Horizontal) — Foto: g1

A declaração é #FATO. Veja por quê:

 

  • O Banco Central informou, em nota publicada em 30 de setembro de 2026, que a Dívida Bruta do Governo atingiu R$ 11,1 trilhões em agosto de 2026, o equivalente a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB)
  • O indicador reúne as dívidas do governo federal, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), dos estados e dos municípios. Assim, o valor não se refere exclusivamente à dívida do governo federal.
  • Ao final de 2022, ano anterior ao início do terceiro mandato de Lula (PT), a Dívida Bruta do Governo havia atingido R$ 7,2 trilhões, o equivalente a 73,5% do PIB da época.

“Foi o presidente [Jair] Bolsonaro que passou para no mínimo R$ 600 do Bolsa Família. Você sabia disso? Você lembra disso? Porque, na época do governo Lula, ele simplesmente abandonou vocês. Era R$ 75 para um, R$ 100 para outro, em média R$ 190. O Bolsonaro triplicou esse valor.”

 

 — Foto: g1
— Foto: g1

#NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê:

 

  • O benefício chegou a R$ 600, em 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), mas com participação do Congresso, e não só do Executivo. Segundo a Câmara dos Deputados, o Bolsa Família pagava, em média, cerca de R$ 189 em 2021, antes de ser substituído pelo Auxílio Brasil.
  • A primeira etapa do aumento teve iniciativa de Bolsonaro. De acordo com a Câmara, a Medida Provisória 1.076/2021, editada pelo então presidente, criou um complemento para que as famílias recebessem ao menos R$ 400. Após aprovação do Congresso, a medida deu origem à Lei 14.342/2022, que tornou esse valor permanente.
  • A elevação de R$ 400 para R$ 600, por outro lado, veio por uma emenda aprovada e promulgada pelo Congresso. A Emenda Constitucional 123, de 14 de julho de 2022, estabeleceu um adicional de R$ 200 apenas de agosto a dezembro daquele ano. Por ser uma emenda constitucional, não precisava de sanção de Bolsonaro nem estava sujeita a veto presidencial.
  • Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, em 17 de setembro de 2026, a 17 dias do primeiro turno, o governo Lula anunciou uma atualização de 15,04% nos benefícios do Bolsa Família, elevando o piso de R$ 600 para R$ 691, com pagamentos a partir de 19 de outubro. A pasta informou que essa é a primeira correção pela inflação desde a reformulação do programa, em 2023, e recompõe o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado entre março daquele ano e agosto de 2026.

“Eu fui até lá, aos Estados Unidos, para defender as empresas e os produtos brasileiros. Sabe o que o governo fez? Não mandou ninguém. Não mandou nem unzinho para ir lá te defender.”

 

 — Foto: g1
— Foto: g1

A declaração é #FAKE. Veja por quê:

 

  • Em 2 de abril de 2025, Donald Trumpanunciou tarifas adicionais de 10% sobre as importações de produtos brasileiros. Em 6 de agosto, entrou em vigor uma sobretaxa adicional de 40%, assinada no mês anterior, elevando o total para 50%. Apesar disso, o governo americano decidiu deixar quase 700 itens sem a cobrança extra.
  • Em 6 de outubro, Lula e Trump conversaram por telefone durante cerca de 30 minutos, e o presidente brasileiro pediu ao americano para revogar o tarifaço.
  • Em 16 de outubro, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, reuniu-se na Casa Branca com o secretário de Estado americano, Marco Rubio. “Reiterei a posição brasileira, transmitida diretamente pelo presidente Lula ao presidente Trump na semana passada, sobre a necessidade de reversão das medidas adotadas pelo governo norte-americano desde julho”.
  • Em 20 de novembro, os Estados Unidos anunciaram a retirada da tarifa de 40% de alguns produtos brasileiros, como carne bovina e café, totalizando mais de 200 itens.
  • Em 7 de maio de 2026, Lula esteve pessoalmente nos Estados Unidos para uma reunião com Trump na Casa Branca. Após o encontro, o americano escreveu em uma rede social: “Acabo de concluir minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o muito dinâmico presidente do Brasil. Discutimos muitos temas, incluindo comércio e, especificamente, tarifas”.
  • Lula estava acompanhado das seguintes autoridades: Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores; Dario Durigan, ministro da Fazenda; Márcio Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia; e Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça e Segurança Pública.
  • Em 26 de maio de 2026 foi a vez de Flávio Bolsonaro se reunir com Trump na da Casa Branca. Participaram desse encontro o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão de Flávio, e o youtuber Paulo Figueiredo.
  • Em 7 de julho, Flávio Bolsonaro discursou em uma das audiências públicas nos Estados Unidos promovida pelo Escritório do Representante de Comércio americano (USTR, na sigla em inglês). A audiência era aberta a interessados que se inscreverem, caso do senador e candidato ganhou o espaço para falar no a presidente, que teve atuação independente e sem relação com o Ministério das Relações Exteriores brasileiro.
  • O governo federal não enviou representantes para falar pelo Executivo nas audiências. A embaixada brasileira em Washington optou por mandar representantes na condição de observadores. O entendimento do governo foi o de que aquele espaço, de audiências públicas, não era o adequado para negociação real, preferindo conversas técnicas.
  • O entendimento do governo brasileiro foi o de que aquele espaço, das audiências públicas, não era o adequado para negociação real, e sim, as conversas técnicas e de alto nível que têm havido nas últimas semanas e que estão programadas para os próximos dias.
  • Em 22 de julho, entrou em vigor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. E, em 24 de julho, foi imposta uma nova taxa, de 12,5%, sobre produtos brasileiros.
  • As duas novas tarifas resultam em uma alíquota total de 37,5% sobre parte dos produtos brasileiros exportados aos EUA. Milhares de itens, porém, ficam isentos das cobranças. Entre eles, estão produtos importantes para a economia americana, como petróleo, café e carne bovina.

“Você foi condenado em primeira instância, você foi condenado em segunda instância, você foi condenado no STJ [Superior Tribunal de Justiça], você foi condenado no STF [Supremo Tribunal Federal]. Você foi condenado em todas as instâncias, Lula, e foi descondenado pelos seus amigos.”

 

 

  • A declaração de Flávio Bolsonaro sobre a condenação de Lula em primeira e segunda instância e no STJ é #FATO.
  • A declaração de Flávio Bolsonaro sobre a condenação de Lula no STF é #FAKE.

 

Veja por que a primeira delas é #FATO:

 — Foto: g1
— Foto: g1

 

  • O presidente Lula (PT) foi condenado em primeira, segunda instância e no STJ nos processos do Triplex do Guarujá e do Sítio de Atibaia, ambos no âmbito da Operação Lava Jato.
  • A condenação inicial, em primeira instância, foi proferida em 12 de julho de 2017, quando o então juiz federal Sergio Moro, que comandava a 13ª Vara Federal de Curitiba, fixou pena de 9 anos e 6 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do Triplex — Lula havia sido acusado de receber o imóvel como propina da empreiteira OAS em troca de contratos na Petrobras. A segunda condenação, também em primeira instância, veio em 6 de fevereiro de 2019, assinada pela juíza Gabriela Hardt, substituta de Moro, que determinou 12 anos e 11 meses de reclusão no processo do sítio de Atibaia, em que ele foi acusado de corrupção e lavagem de dinheiro..
  • A defesa de Lula recorreu das duas decisões ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), de segunda instância, que confirmou as condenações e ampliou as penas em ambos os casos. No processo do Triplex, julgado em 24 de janeiro de 2018, a 8ª Turma manteve a condenação por unanimidade e elevou a pena para 12 anos e 1 mês. Já no caso do Sítio de Atibaia, apreciado em 27 de novembro de 2019, a turma aumentou a sanção para 17 anos e 1 mês.
  • Posteriormente, em 23 de abril de 2019, a 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a condenação de Lula no caso do tríplex, mas reduziu a pena para 8 anos, 10 meses e 20 dias. Mas a Corte não chegou a julgar a ação da defesa do petista referente ao sítio de Atibaia a tempo, porque, em março de 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou as condenações do ex-presidente, alegando que a 13ª Vara Federal de Curitiba não era o foro correto para julgar aqueles processos.

Veja por que a segunda delas é #FAKE:

 — Foto: g1
— Foto: g1

 

  • Lula não foi julgado no STF. Na verdade, o que a decisão de 8 de março de 2021 do ministro Edson Fachin fez foi anular todas as condenações proferidas no âmbito da Operação Lava Jato ao reconhecer a incompetência territorial da 13ª Vara Federal de Curitiba — então comandada por Sergio Moro e, posteriormente, por Gabriela Hardt.
  • Na avaliação de Fachin, os processos não tinham relação direta com os desvios da Petrobras, o que violava o princípio do juiz natural.
  • A anulação não tratou do mérito da condenação e também não disse, em nenhum momento, que o petista era inocente. Só pontuou que a decisão não cabia a Moro (ou Hardt) julgar Lula naqueles processos específicos.
  • Em 23 de março de 2021, a 2ª Turma do STF declarou em julgamento que Moro agiu com parcialidade ao condenar Lula no caso do triplex, estabelecendo que esse processo deveria voltar à estaca zero. Em 23 de junho, o plenário da Corte confirmou essa decisão.

“[Governo de Lula registrou] recorde de mulher assassinada.”

 

 — Foto: g1
— Foto: g1

A declaração é #FATO. Veja por quê:

 

  • Segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgado em julho de 2026, o Brasil registrou, em 2025, 1.571 feminicídios. O número representa alta de 4% sobre 2024 (1.504) e é o maior desde 2015, quando esse crime foi tipificado.
  • De acordo com o Código Penal, feminicídio é o assassinato de mulheres por razões que envolvem violência doméstica e familiar ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher.
  • Em entrevista ao g1, Juliana Brandão, coordenadora de Gênero e Raça do FBSP, afirmou que a alta se explica tanto pela tipificação do crime quanto por sinais consistentes de aumento real. “Se a gente estivesse lidando apenas com a melhoria do registro, a gente ia esperar uma estabilização após alguns anos. Mas o que a gente tem observado é um crescimento que segue de forma contínua ao longo desse período de monitoramento”, disse a especialista.
  • Os registros de lesão corporal dolosa em contexto de violência doméstica contra mulheres somaram 286.270 em 2025 (alta de 2,6% em relação a 2024). É o maior índice desde ao menos 2016, primeiro ano com dado nacional nas edições anteriores do anuário. Segundo o FBSP, isso equivale a pelo menos uma agressão a cada dois minutos.
  • Outros indicadores de violência contra a mulher também subiram em 2025, segundo o levantamento: as tentativas de feminicídio cresceram 6%; os descumprimentos de medida protetiva, 17%; e os casos de perseguição (stalking), 30%.
  • Considerados todos os assassinatos de mulheres, por qualquer motivação, houve queda. Foram 3.539 em 2025 (ou 5,5% a menos que em 2024). Os feminicídios, porém, cresceram e passaram a representar 44,4% dessas mortes, o maior percentual da série.

Lula (PT)

 

 

“Fui o único presidente que fez superávit nos oito anos de governo.”

 

 — Foto: g1
— Foto: g1

A declaração é #FATO. Veja por quê:

 

  • O Fato ou Fake consultou a base de dados do Resultado Primário do Governo Central, divulgada pelo Tesouro Nacional em 27 de janeiro de 2023. Ela mostra que, nos oito anos que englobam os dois primeiros mandatos de Lula, os resultados primários foram positivos entre 2003 e 2010.
  • O superávit primário é o dinheiro que “sobra” nas contas do governo depois do pagamento de despesas, exceto juros da dívida pública. Por isso, é conhecida como a economia feita pelo governo para pagar os juros.
  • No período pós-redemocratização, Fernando Henrique Cardoso foi o único presidente, além de Lula, a cumprir dois mandatos integralmente (1995-1998 e 1999-2022), mas os dados não mostram superávit primário em todos os anos. Em 1997, houve déficit de 0,3%.

“Tenho orgulho de ser o primeiro presidente da República a ter conseguido dois graus de investimento, de 2007 a 2010.”

 

 — Foto: g1
— Foto: g1

#NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê:

 

  • No segundo mandato de Lula (2007-2010), o Brasil obteve duas melhorias consecutivas em sua nota de crédito soberano concedida pelas três principais agências globais de risco: Fitch, S&P Global Ratings e Moody’s. Essa avaliação serve como guia para investidores mensurarem a estabilidade econômica do país e se o retorno compensa os riscos de aporte de capital no território nacional.
  • Contudo, foi apenas no segundo ciclo de elevações que o Brasil atingiu grau de investimento. Segundo a metodologia da S&P Global Ratings: “As classificações de grau de investimento incluem as notas BBB- ou superiores. Especificamente, a escala de grau de investimento vai de BBB- (o grau de investimento mais baixo) a AAA (a nota mais alta). Entidades e obrigações nessa categoria geralmente têm risco de crédito relativamente baixo a moderado e capacidade mais forte de cumprir compromissos financeiros”.
  • O primeiro movimento ocorreu entre maio e agosto de 2007. A Fitch e a S&P subiram a nota brasileira de BB para BB+, seguidas pela Moody’s, que ajustou o rating de Ba2 para Ba1. Apesar do avanço, o país permaneceu no nível especulativo — categoria que, segundo a metodologia S&P, “abrange as notas de BB+ até D (inadimplência) e indica maior vulnerabilidade a calotes e riscos de crédito”.
  • Depois, entre abril e maio de 2008, a S&P e a Fitch elevaram a nota soberana de BB+ para BBB-, alçando o Brasil ao grau de investimento. Em setembro de 2009, a Moody’s seguiu as concorrentes e reajustou a nota de Ba1 para Baa3, diminuindo o risco do país.

“Ele sabe que, quando eles governaram o país, […] ficou um déficit de 2,8%.”

 

 — Foto: g1
— Foto: g1

A declaração é #FAKE. Veja por quê:

 

  • De acordo com dados disponíveis no boletim do resultado do Tesouro Nacional, na série histórica, Lula não herdou, ao iniciar o seu terceiro mandato, um déficit primário de 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB). Na verdade, em 2022, último ano do governo de Jair Bolsonaro (PL), houve um superávit de 0,5% do PIB (R$ 46,4 bilhões).
  • Essa conta mostra a diferença entre receitas e despesas, sem incluir gastos com juros, segundo números do Tesouro.
  • No primeiro ano do atual governo Lula, em 2023, houve déficit de R$ 228,5 bilhões, ou 2,1% do PIB. A atual equipe econômica atribui o tamanho do déficit, em parte, a despesas que não teriam sido pagas no governo Bolsonaro. Uma delas são gastos com precatórios que a administração atual pagou em 2023, no valor de R$ 92,4 bilhões. São recursos referentes a sentenças judiciais definitivas.
  • Para 2026, o governo estima um déficit primário efetivo de R$ 52 bilhões, ou 0,4% do PIB, segundo dados do mais recente Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias. O número se transforma num superávit de R$ 10,8 bilhões, ou um pouco menos de 0,1% do PIB, considerando abatimentos permitidos para o cumprimento da meta fiscal, como precatórios. A meta fiscal deste ano é de um superávit de 0,25% do PIB, com tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB para mais ou para menos.

“Quando eu cheguei na Presidência em 2023, este país, que tinha tido 18 mil médicos do Mais Médicos, estava só com 12 mil médicos. Hoje, nós estamos com 27 mil, quase 28 mil médicos.”

 

 — Foto: g1
— Foto: g1

A declaração é #FATO. Veja por quê:

 

  • A série histórica disponibilizada no site do Ministério da Saúde indica que, após expansão do Mais Médicos, em 2015, o programa chegou a ter 18.240 profissionais.
  • O mesmo painel mostra que, quando Lula voltou à Presidência, em 2023 havia 13.716 médicos em dezembro de 2022, imediatamente antes do início do terceiro mandato. Desse total, 8.919 estavam no Mais Médicos, outros 4.797, no Médicos pelo Brasil.
  • Em outubro de 2026, o contingente em atividade era de 26.660 profissionais, segundo arquivos do ministério atualizados no dia 9 deste mês. Embora houvesse 28.456 vagas, nem todas estavam preenchidas: 1.141 estavam em processo de ocupação, e 655, desocupadas.

Participaram da checagem: Camilla Alcântara, Isabel Lima Gustavo Petró, Jorge Fofano, Lara Asano, Mel Trench, Roney Domingos e Victória Cocolo.

 

Fonte: https://g1-globo-com.cdn.ampproject.org/v/s/g1.globo.com/google/amp/fato-ou-fake/eleicoes/noticia/2026/10/19/veja-o-que-e-fato-ou-fake-nas-falas-de-flavio-bolsonaro-e-lula-no-debate-da-band-no-2o-turno-das-eleicoes-2026.ghtml?amp_js_v=0.1&amp_gsa=1#webview=1&cap=swipe

 

 

 

 

 

 

 

 

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Destaque

Lula diz que Marcola errou ao pedir dinheiro a lobista, que filho vai pagar se cometeu ilícitos e que deseja ‘recuperar território’ do crime

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Presidente Lula, que tenta a reeleição — Foto: Globo/ Manoella Mello

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), concedeu nesta quinta-feira (27) entrevista à Globo. Conduziram o programa os jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli.

Veja os principais destaques da entrevista com Lula:

 

Caso Lulinha

 

O presidente e candidato à reeleição afirmou que o filho dele Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, terá que responder como qualquer cidadão caso tenha cometido algum ilícito.

Ao ser questionado sobre investigações da Polícia Federal que apuram suspeitas de corrupção e tráfico de influência envolvendo o filho, o candidato disse que não interferirá nas apurações.

“Eu não sou do Ministério Público, eu não sou delegado, eu não sou juiz. Se o Fábio cometeu qualquer ilícito, ele terá que pagar como qualquer cidadão brasileiro”, disse.

“Eu não vou afastar delegado da Polícia Federal, eu não vou fazer qualquer movimento pelo meu filho. Ele sabe que a Marisa [Letícia, ex-primeira-dama] morreu por conta da falsa acusação que foi feita a mim na Lava Jato. Portanto, ele tem obrigação de não ter feito o erro.”

Lula disse que o que há contra Lulinha são “ilações” e comparou a situação do filho com a dele próprio.

O petista foi condenado e preso na Lava Jato e, um ano e sete meses depois, deixou a prisão. O Supremo Tribunal Federal (STF) anulou as condenações por entender que a competência para julgar os casos era da Justiça Federal do Distrito Federal, e não da 13ª Vara Federal de Curitiba, e por reconhecer que o então juiz Sergio Moro atuou de forma parcial.

“Não me deixo impactar por ilações. Eu conheço muito e já fui vítima disso”, disse o presidente.

 

“Eu tenho certeza que ele vai ser inocente. Vamos esperar o tempo, não haverá da parte da Presidência da República um milímetro de movimento para proteger o meu filho.”

 

Sobre acusações entre uma suposta relação entre Lulinha e o ex-secretário do Ministério da Saúde, Swedenberger do Nascimento Barbosa, conhecido como Berger, Lula reforçou que as mensagens entre Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger não configuram necessariamente um sinal de crime, e que não haveria provas concretas de corrupção a funcionários públicos.

“Eu estou dizendo para você que o fato de ter pego conversa no telefone não justifica absolutamente nada. Até agora não existe uma prova de um centavo público. Até agora não existe uma prova de uma conversa do meu filho com qualquer ministro”, disse Lula.

Lula foi questionado sobre a relação entre seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, e a lobista Roberta Luchsinger. Segundo a Polícia Federal, Marcola teve despesas pessoais, como boletos, parcelas de financiamento, faturas de cartão, e joias pagas por Roberta.

O presidente respondeu que Marcola errou ao manter esse tipo de relação e disse que o episódio leva suspeitas para dentro do Palácio do Planalto e “gera desconfiança”.

 

“Não é adequado, é totalmente errado. E o Marcola sabe do erro que ele cometeu, porque não é esse o papel do chefe de gabinete”, afirmou Lula.

O presidente também chamou a lobista de “pilantra” ao comentar o conteúdo de conversas obtidas durante as investigações. “O que é que uma pilantra pode falar no telefone? Ou o que é que um cara qualquer pode falar no telefone?”, disse.

Lula afirmou, porém, que as mensagens, por si só, não comprovam a prática de crime e defendeu que seja apurado se houve liberação de dinheiro público.

 

“O que nós precisamos saber é o seguinte: essa mulher conseguiu liberar o dinheiro que ela disse que estava atrás?” Tem prova de que tem dinheiro público? Porque aí é que está o crime, aí está o crime”, disse.

Lula foi questionado sobre uma mensagem específica de Roberta Luchsinger obtida pela Polícia Federal, na qual a lobista disse que o presidente teria lhe oferecido um cargo e dito que escolhesse onde queria ficar. Em resposta, o candidato ironizou: “Só faltou ela dizer que eu ofereci para ela o Ministério da Defesa, o comando da Marinha da Aeronáutica”.

O presidente disse que isso não aconteceu:

 

“Eu não conheço essa moça, nunca vi essa moça na minha vida, nunca conversei com essa moça, ela nunca esteve próxima de mim”, disse Lula sobre a lobista Roberta Luchsinger.

 

O Fato ou Fake, do g1, checou a informação e encontrou ao menos três fotos e um vídeo nos quais Roberta aparece ao lado do presidente Lula.

 

Um vídeo publicado no Instagram de Roberta em 20 de julho de 2022 exibe uma sequência de ao menos duas fotos nas quais a lobista aparece ao lado de Lula.

Há também imagens nas quais ela posa acompanhada das seguintes pessoas: a primeira-dama Janja; o candidato a governador de São Paulo Fernando Haddad (PT); o vice na chapa de Haddad, Márcio França (PSB); e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

 

Recuperar territórios do crime

 

O petista afirmou que, em um novo mandato, tem como desejo “recuperar o território” dominado pelos grupos criminosos e que pretende “enfrentar o andar de cima” das facções.

 

“Qual é o meu desejo? O meu desejo é recuperar o território para o povo. Aquela rua é do povo do Rio, não é do bandido; a escola é do povo, não é do bandido; o bairro é da população.”

 

Lula afirmou que o Brasil “está pronto e preparado” para trabalhar junto com os Estados Unidos para combater o narcotráfico e listou ações feitas pelo governo federal contra o crime organizado.

“Nós aprovamos agora uma lei antifacção, estamos trabalhando a questão do combate ao crime organizado. Por isso eu fui levar ao [Donald] Trump [presidente dos EUA] uma proposta por escrito”, disse Lula.

O governo Trump classificou facções criminosas brasileiras como terroristas, o que foi contra a visão do governo Lula por considerar a decisão como uma invasão à soberania brasileira.

 

Ministério da Segurança Pública

 

Lula defendeu a PEC da Segurança Pública, que reorganiza as atribuições do governo federal e dos estados. Disse que negocia a proposta com os presidentes da Câmara e do Senado, o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) e o senador Davi Alcolumbre (União-AP), respectivamente.

“A hora que for aprovar a PEC da Segurança Pública, eu crio o Ministério da Segurança Pública. Por que que eu vou criar o ministério? Porque primeiro eu quero estabelecer qual é a participação de cada ente federal na Segurança Pública. Qual vai ser o papel da União, qual vai ser o papel do estado e qual vai ser o papel do município”, disse.

 

Criminalidade na Bahia

 

Ainda no contexto da PEC da Segurança Pública e o tempo do PT no poder, Lula foi questionado sobre a violência no estado da Bahia, que hoje tem cinco das 10 cidades mais violentas do Brasil e é governado pelo partido há 20 anos.

O presidente disse que a colocação era “injusta” com a Bahia.

“Nenhum governador do Brasil conseguiu resolver o problema da segurança pública, nenhum conseguiu segurar”, disse.

 

Escândalo do INSS

 

O presidente foi questionado sobre o envolvimento de pessoas do governo dele no escândalo de desvio de dinheiro público do INSS. Lula disse que R$ 3 bilhões foram ressarcidos.

 

“Não tem um aposentado que foi roubado e que não foi devolvido dinheiro”, disse Lula.

“Esse dinheiro vai ser ressarcido pelos bens que nós apreendemos de […] uma quadrilha que foi montada em 2019, inclusive com a participação do ministro da Previdência daquela época. Nós passamos dois anos investigando tanto a CGU quanto a Polícia Federal. Se a gente faz a denúncia antes de a gente ter o processo como um todo, a gente atrapalharia, facilitando os bandidos.”

Confira datas de outras entrevistas com presidenciáveis à Globo

 

A entrevista com Lula foi a quarta de uma série com os candidatos à Presidência da República. Na segunda-feira (24), o participante foi Romeu Zema(Novo); na terça (25), Ronaldo Caiado(PSD); e na quarta (26), Renan Santos(Missão).

Reveja como foram as entrevistas de Zema, Caiado e Renan.

A Globo convidou os seis candidatos mais bem posicionados na pesquisa de intenção de voto divulgada pela Quaest em 14 de agosto. A ordem das entrevistas foi definida por sorteio, com a presença de representantes dos partidos.

Confira a data das próximas entrevistas:

 

 

Esta é a primeira vez que as entrevistas da Globo com candidatos ao Palácio do Planalto são após o Jornal Nacional, e não dentro do telejornal. Após a exibição, a entrevista vai ficar disponível na íntegra no g1 e no Globoplay.

O 1º turno das eleições será em 4 de outubro.

Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Romeu Zema: candidatos à Presidência da República — Foto: Divulgação
Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Romeu Zema: candidatos à Presidência da República — Foto: Divulgação

Quem é Lula

 

Luiz Inácio Lula da Silva, que completa 81 anos em outubro, é um dos principais líderes políticos da história do Brasil e tenta, em 2026, chegar ao quarto mandato presidencial. Se for reeleito, poderá completar 16 anos no Palácio do Planalto.

No terceiro mandato, o governo aprovou a reforma tributária, ampliou a faixa de isenção do Imposto de Renda e tirou novamente o Brasil do Mapa da Fome, mas também enfrentou crises como as fraudes no INSS, investigações envolvendo um dos filhos do presidente, dificuldades no Congresso e embates com os Estados Unidos.

Lula em bancada para entrevista com presidenciáveis — Foto: Globo/ Manoella Mello
Lula em bancada para entrevista com presidenciáveis — Foto: Globo/ Manoella Mello

Nascido em Garanhuns (PE), Lula mudou-se aos 7 anos para São Paulo com a mãe e os irmãos. Trabalhou como engraxate e office boy, formou-se torneiro mecânico pelo Senai e ingressou na indústria metalúrgica. Em São Bernardo do Campo, tornou-se presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e ganhou projeção nacional ao liderar greves no fim dos anos 1970, durante a ditadura militar.

Em 1980, participou da fundação do PT. Depois de derrotas nas eleições de 1982, 1989, 1994 e 1998, foi eleito presidente em 2002 e reeleito em 2006, deixando o cargo em 2010 com 87% de aprovação.

Nos dois primeiros mandatos, Lula teve como principais metas a redução da pobreza e da desigualdade social e lançou programas como Fome Zero, Bolsa Família, ProUni, Minha Casa, Minha Vida e PAC. A trajetória política também foi marcada pelo Mensalão e, posteriormente, pela Operação Lava Jato.

Condenado em 2017 por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá, Lula sempre negou as acusações, foi preso em 2018 e permaneceu 580 dias em Curitiba. Em 2021, o STF anulou as condenações relacionadas à Lava Jato, devolvendo os direitos políticos e tornando-o novamente elegível.

Em 2022, Lula formou uma ampla coalizão contra o bolsonarismo, reunindo antigos adversários, adotou um discurso mais ao centro e venceu Jair Bolsonaro, retornando ao Planalto para o terceiro mandato.

Além das medidas econômicas e sociais, o governo ampliou a estrutura administrativa e recriou ministérios. O mandato, porém, também foi marcado por críticas à estratégia econômica, aumento dos gastos públicos, dificuldades na relação com o Congresso e investigações envolvendo o filho Fábio Luís da Silva.

Em 2026, o PT oficializou a candidatura de Lula à Presidência, tendo Geraldo Alckmin novamente como candidato a vice.

Veja as principais propostas de Lula, registradas no plano de governo entregue ao TSE:

 

  • Fortalecer a democracia brasileira e promover uma reforma política e eleitoral.
  • Defender a soberania brasileira e rejeitar tentativas de subordinar o país a interesses estrangeiros ou de reduzir a autonomia nacional.
  • Avançar na regulação democrática das redes sociais e plataformas digitais, preservando a liberdade de expressão.
  • Democratizar o orçamento público, priorizando recursos para quem mais precisa.
  • Promover um debate com a sociedade sobre o sistema de emendas parlamentares e enfrentar o que o programa classifica como uma distorção na elaboração e gestão do orçamento federal.
  • Manter o arcabouço fiscal aprovado em 2023.
  • Adotar uma política macroeconômica voltada ao crescimento, à redução das desigualdades, à valorização do trabalho, à responsabilidade ambiental e fiscal, à queda dos juros e ao controle da inflação.
  • Criar condições para uma redução sustentada das taxas de juros, com inflação controlada e responsabilidade fiscal.
  • Manter, aperfeiçoar e ampliar políticas de proteção social, incluindo justiça tributária, valorização do salário mínimo, inclusão produtiva, educação, saúde e programas de transferência de renda.
  • Dar continuidade à política de valorização do salário mínimo como instrumento de distribuição de renda, combate à pobreza e promoção do desenvolvimento econômico e social.
  • Apoiar o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial, nos termos aprovados pela Câmara.
  • Aprovar a PEC da Segurança Pública proposta pelo Executivo e criar um Ministério da Segurança Pública para coordenar as políticas nacionais da área em articulação com estados e municípios.
  • Combater o crime organizado e fortalecer a integração entre os entes federados, a inteligência estatal, a prevenção da violência e a proteção dos direitos civis.
  • Valorizar e qualificar os profissionais de segurança pública e fortalecer os mecanismos de controle interno e externo da atividade policial.
  • Ampliar o uso de câmeras corporais, com padrões nacionais para utilização, gestão e preservação das imagens.
  • Fortalecer as Forças Armadas e a indústria de defesa, com equipamentos e capacidade para proteger o território e os recursos naturais brasileiros.
  • Buscar autonomia estratégica, inovação tecnológica e integração entre defesa e desenvolvimento, combinando persuasão diplomática e capacidade de dissuasão.
  • Tornar o Brasil mais independente e ativo na política externa, ampliando a cooperação e a negociação com diferentes regiões e diversificando parcerias estratégicas.
  • Fortalecer a integração regional, a América do Sul e o Caribe como zona de paz e o Mercosul como principal plataforma de integração econômica, produtiva, política e social da América do Sul.
  • Buscar novos acordos comerciais e mercados para bens e serviços brasileiros e defender os interesses do país com base nas normas internacionais e no multilateralismo.

fonte: https://g1-globo-com.cdn.ampproject.org/v/s/g1.globo.com/google/amp/politica/eleicoes/2026/noticia/2026/08/27/lula-entrevista-globo.ghtml?amp_js_v=0.1&amp_gsa=1#webview=1&cap=swipe

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Flávio aparece no TSE filiado ao Missão; PL diz não ter conseguido registrar candidatura e fala em fraude

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Candidato a presidente pelo PL, Flávio Bolsonaro, participa remotamente de sabatina promovida por "O Antagonista" e G4 — Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não conseguiu registrar nesta quinta-feira (13) sua candidatura à Presidência da República após aparecer filiado ao partido Missão nos registros da Justiça Eleitoral. O caso é analisado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O Missão informou em nota que “foi vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro”. O partido diz que tentou no mesmo dia cancelar a filiação de Flávio, mas a ação foi rejeitada pelo TSE (veja íntegra abaixo).

 

O TSE informou que “a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações” (veja na íntegra mais abaixo).

 

A advogada da campanha de Flávio, Maria Claudia Bucchianeri, disse que é “inequívoco que foi fraudulento”.

Segundo ela, a alteração foi identificada quando a equipe começou a reunir os documentos necessários para protocolar o pedido de registro da candidatura.

Após o ocorrido, Flávio gravou um vídeo para suas redes sociais. Na legenda, o senador afirma que adversários “só sabem jogar sujo”, mas que “não funcionou e nem vai funcionar”.

 

“Vocês viram aí que fraudaram a minha filiação partidária. O sistema vai tentar de tudo para me parar, mas não vai conseguir não, porque Deus está no comando e a gente vai conseguir juntos resgatar o nosso Brasil”, afirmou.

Flávio Bolsonaro foi filiado ao Missão — Foto: Reprodução/TSE
Flávio Bolsonaro foi filiado ao Missão — Foto: Reprodução/TSE

O prazo para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral termina às 19h de sábado (15).

O PL oficializou em convenção nacional no dia 25 de julho a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República (detalhes abaixo).

As convenções partidárias são encontros em que os partidos definem os candidatos que vão disputar os cargos das eleições. O prazo para a realização delas terminou em 5 de agosto.

 

Campanha suspeitou de ataque hacker

 

De acordo com a advogada, o partido já acionou o TSE e ela aguarda o fim da sessão desta manhã no tribunal para tentar despachar com o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques.

“Precisamos entender se foi hacker, uma venda de senha, alguém que entrou no sistema dolosamente, a gente não sabe”, afirmou a advogada à GloboNews.

 

Segundo Bucchianeri, ainda não há elementos para apontar a causa da alteração cadastral. Ela citou como referência um episódio ocorrido durante a campanha de 2022, quando o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a aparecer filiado ao PL no sistema eleitoral.

 

“Estas foram as hipóteses cogitadas pelo ministro Alexandre na época do Lula”, afirmou.

 

A advogada disse ainda que, após o episódio de 2022, houve aprimoramentos nos sistemas da Justiça Eleitoral para evitar ocorrências semelhantes. “Vai ter que abrir um inquérito para entender”, declarou.

De acordo com Bucchianeri, há elementos que indicam que a alteração ocorreu entre a noite de quarta-feira (12) e a manhã desta quinta.

 

“É inequívoco que foi fraudulento. E aconteceu depois das 23h17 de ontem. Eu tenho uma certidão emitida no sistema do TSE de que o Flávio era candidato do PL ontem às 23h17”, afirmou.

 

Segundo ela, a certidão foi emitida porque a equipe jurídica já havia iniciado, ainda na noite de quarta-feira, os procedimentos para registrar a candidatura.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou à GloboNews que houve uma “falsificação”, mas não detalhou como a alteração teria ocorrido.

Nos bastidores do partido, integrantes da legenda atribuem o episódio a um ataque hacker. O TSE, porém, faz verificações sobre o caso.

Relatos obtidos pela TV Globo indicam que a análise inicial conduzida por pessoas envolvidas na apuração considera outras hipóteses além de uma eventual invasão aos sistemas da Justiça Eleitoral.

A mudança no cadastro impede, neste momento, que o PL registre a candidatura de Flávio.

Segundo a advogada, o pedido de registro só poderá ser apresentado depois que a situação da filiação partidária for regularizada.

 

“Ele está sem filiação regular agora. O Missão tem candidato. Tem que restabelecer a filiação original para poder fazer o registro”, afirmou.

 

 

Convenção do PL

 

Flávio Bolsonaro foi oficializado pelo PL como candidato à Presidência da República durante convenção realizada em São Paulo, no fim de julho.

Em seu discurso, afirmou que representava a continuidade do projeto político do ex-presidente Jair Bolsonaro e fez críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A candidatura foi lançada sem a definição formal de um candidato a vice-presidente e se tornou a principal aposta eleitoral do PL para a disputa presidencial de 2026.

O que dizem o TSE e o partido

 

Leia a nota do TSE na íntegra:

“O Tribunal Superior Eleitoral informa que a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credencias da legenda para efetivar filiações.

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, enviou uma representação à Procuradoria Geral Eleitoral para providências e determinou instauração de inquérito por parte da Polícia Judiciária.

O Partido Liberal protocolou pedido de desfiliação do Missão, que já está sob análise”.

Leia a íntegra da nota do Missão:

“O Partido Missão vem a público informar que foi vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro. Nosso sistema, ao notar a fraude, tentou realizar no mesmo dia o cancelamento da filiação, ação que foi rejeitada pelo TSE.

O gabinete de Flávio foi informado dessa tentativa de filiação desde o dia 2 deste mês. Consta em nosso sistema que os e-mails enviados foram abertos, mas não foram respondidos.

A Missão já está adotando todas as providências cabíveis junto à Polícia Federal e ao TSE, a fim de que os responsáveis pelo crime e pela fraude sejam identificados e exemplarmente punidos. Um relatório com todos os logs, e-mails e IPs será disponibilizado para a imprensa e autoridades.

Ressaltamos, ainda, que não é do interesse do partido acolher em seus quadros um parlamentar que, para além do desalinhamento ideológico, figura em acusações e suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção.

O Partido Missão reafirma que não compactua com filiações de natureza fraudulenta e repudia veementemente episódios dessa natureza. Colocamo-nos à disposição das autoridades competentes para a completa apuração dos fatos.”

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