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Amazonas

AM tem a maior taxa de mortes violentas do Brasil; SP tem a menor

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Após registrar um aumento de 54% no número de assassinatos, o Amazonas se tornou o estado com maior taxa de mortes violentas do país em 2021. Foram 36,8 vítimas para cada 100 mil habitantes. Na outra ponta da lista está São Paulo, com 6,6. É o que mostra o índice criado pelo g1, em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública e o Núcleo de Estudos da Violência da USP, baseado em dados dos 26 estados e do DF.

Os estados do Norte e do Nordeste encabeçam a lista dos que têm mais assassinatos por habitante. Já os do Sul e Sudeste registram menos mortes violentas proporcionalmente à população.

O Amazonas é seguido por Ceará (35,7), Amapá (35,6) e Pernambuco (34,8) na lista dos mais violentos em 2021.

Logo depois vem a Bahia (34), que lidera em termos absolutos. Foram 5.099 vítimas de assassinato em solo baiano no ano passado, mais do que qualquer outro estado.

Entre os menos violentos, Santa Catarina (9,2) se destaca junto com São Paulo – os únicos a registrar uma taxa abaixo de 10 mortes por 100 mil habitantes. Distrito Federal (10,5) e Minas Gerais (11,3) se aproximam desse patamar.

Monitor da Violência: número e taxa de mortes violentas por estado em 2021 — Foto: Kayan Albertin/g1

Alta no Norte, queda no Sudeste

 

De acordo com Samira Bueno, diretora do FBSP, a violência no Amazonas, e nos estados da Amazônia Legal, é resultado da combinação do narcotráfico com crimes ambientais – como grilagem, garimpo ilegal e desmatamento – sem que haja um combate integrado e efetivo pelas autoridades.

“O estado vive uma sobreposição de crises no campo da segurança pública: por um lado, após um período de relativa estabilidade com o aparente monopólio do Comando Vermelho na região de Manaus, a violência voltou a crescer com lideranças da FDN se aliando a outros grupos criminosos para tentar reconquistar territórios estratégicos para o tráfico de drogas; por outro, o crescimento dos homicídios nas regiões em que avança o desmatamento indicam a profusão de conflitos fundiários e crimes ambientais que tem tomado a região”, explica ela.

“Os estados da Amazônia Legal vivem um desequilíbrio em decorrência da fragilização das instituições de fiscalização e de polícia para controlar os comportamentos criminosos na invasão de terra indígena, de grilagem, de madeira e mesmo da droga”, diz Bruno Paes Manso, do NEV-USP.

Uma das origens da violência no Amazonas é a expansão das facções criminosas do Sudeste, especialmente o PCC, de São Paulo, e o Comando Vermelho, do Rio.

“Entre 2016 e 2017, vivemos uma guerra entre dois grupos criminosos, o PCC e o Comando Vermelho. E essa guerra se alastrou por todo o país, principalmente em estados do Norte e Nordeste. Houve um apaziguamento desse conflito em alguns territórios e em outros a gente tem um certo monopólio de algum grupo. Quando um grupo único vai se consolidando no território, tende a reduzir o conflito”, diz Samira.

Essa consolidação do crime organizado, segundo Bruno Paes Manso, começou em São Paulo, que nas últimas duas décadas tem registrado uma redução expressiva dos homicídios. Segundo o pesquisador, o monopólio de um mesmo grupo criminoso, o PCC, e a adoção de regras de conduta entre os integrantes da facção para reduzir riscos e aumentar os lucros contribuíram para essa queda.

“O caso da redução de homicídios paulista – o estado reduziu em mais 80% os assassinatos entre 2000 e 2021 e se tornou, proporcionalmente, o menos violento do Brasil – foi um dos mais bem documentados e interessantes. Desde o começo dos anos 2000, a cena criminal em São Paulo se transformou e se tornou mais profissional e lucrativa porque o Primeiro Comando da Capital – criado no interior das prisões – passou a estabelecer uma série de regras de condutas para reduzir os riscos e aumentar os lucros daqueles que atuavam na cena criminal”, explica.

Enquanto garantia o controle de São Paulo, o PCC se expandia e levava a violência para outros estados, explica Bruno.

“O PCC, dessa maneira, ajudou essa cena criminal brasileira, levando mais mercadorias, mais armas para outros estados. Ao mesmo tempo, conforme ampliava sua influência, criava diversas rivalidades estaduais e resistências à influência do grupo paulista. Dessa forma, no mesmo período em que o grupo se tornava hegemônico em São Paulo, contribuindo para profissionalizar o crime, reduzir os conflitos e aumentar os lucros no estado, a facção ajudava a exportar violência e homicídios para o resto do Brasil, diante da concorrência com as novas gangues prisionais, que passaram a se formar e a se espalharam por todo o Brasil.”

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Amazonas

PSC da Ufam: provas da 1ª e 2ª etapa acontecem neste domingo no AM; confira horários e orientações

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PSC é uma das formas de ingresso na Ufam. — Foto: Divulgação/Ufam

As provas do Processo Seletivo Contínuo (PSC) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) acontecem neste domingo (14) em 15 municípios do Amazonas. A expectativa é de que mais de 33 mil candidatos realizem os exames este ano.

As avaliações da 1ª e da 2ª etapas serão aplicadas das 8h15 às 12h15 em 15 municípios do Amazonas.

Os participantes devem consultar o Cartão de Confirmação de Inscrição (CCI) para verificar o local de prova e apresentar documento oficial com foto e caneta preta de material transparente.

A Ufam, por meio da Comissão Permanente de Concursos (Compec), informou que 33.600 candidatos estão aptos a participar do processo seletivo. Desse total, 21.485 disputarão vagas na 1ª etapa e 12.115 na 2ª etapa.

A 1ª etapa é destinada aos estudantes que cursaram a 1ª série do ensino médio em 2025. Entre os inscritos, 11.467 obtiveram isenção da taxa de inscrição, o que representa 53,37% dos candidatos.

Já a 2ª etapa é voltada para quem cursou a 2ª série do ensino médio em 2025. Nessa fase, 5.044 candidatos foram beneficiados com a isenção da taxa, equivalente a 41,63% dos participantes.

 

Aplicação em 15 cidades

 

Os portões abrirão às 7h, no horário de Manaus. A Compec recomenda que os candidatos cheguem ao local de prova com pelo menos uma hora de antecedência.

O que levar no dia da prova

 

Os candidatos podem imprimir o Cartão de Confirmação de Inscrição (CCI), embora a apresentação do documento não seja obrigatória.

Já o documento oficial com foto é indispensável para a entrada na sala. Caso o documento seja digital, o aparelho utilizado deverá ter acesso à internet para permitir a consulta on-line no momento da identificação.

Também é obrigatório levar caneta esferográfica de tinta preta fabricada em material transparente

Em casos de perda, furto ou roubo do documento oficial, o candidato deverá apresentar um Boletim de Ocorrência emitido a partir de 7 de março de 2026. Nessa situação, a participação ocorrerá de forma condicional, e o documento original deverá ser apresentado em até dez dias corridos após a aplicação da prova, conforme prevê o edital.

Como serão as provas

 

As provas objetivas das duas etapas terão 54 questões. Os conteúdos cobrados serão Língua Portuguesa (10 questões), Literatura (6), História (6), Geografia (6), Biologia (6), Química (6), Física (6) e Matemática (8).

Cada questão vale três pontos, e a pontuação máxima em cada etapa é de 162 pontos.

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Amazonas

Manaus vira epicentro do crime organizado na Amazônia, aponta relatório internacional

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Dragas destruídas no 2° dia da operação Boiúna contra o garimpo ilegal no sul do Amazonas — Foto: Divulgação/PF

A capital do Amazonas ocupa posição central nas rotas do narcotráfico e das economias ilícitas que se expandem pela floresta amazônica. É o que aponta o relatório “A Amazônia sob ataque – mapeando o crime na maior floresta tropical do mundo”, publicado pela organização jornalística Amazon Underworld no dia 21 de outubro.

Segundo o documento, Manaus se tornou um dos principais corredores por onde se escoa a cocaína produzida na América do Sul, com as drogas chegando no Amazonas pelo Rio Solimões e seguindo pelo Rio Amazonas rumo à distribuição nacional e internacional. A capital amazonense é considerada um elo logístico estratégico, conectando a produção amazônica a mercados da Europa, África e Ásia por meio de seus portos.

Ao g1, o Governo do Amazonas afirmou que as operações de combate ao crime organizado, tanto em Manaus quanto no interior, continuam fortalecidas, com monitoramento permanente, apoio tecnológico, capacitação de pessoal e ampliação das fronteiras de atuação. Leia a íntegra da nota no fim da reportagem.

O relatório destaca ainda que facções como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) disputam o controle das rotas fluviais, fronteiras e cadeias logísticas que movimentam toneladas de drogas e milhões de reais.

A ruptura do pacto de não agressão entre os dois grupos, em 2016, intensificou os confrontos e levou à fragmentação da Família do Norte (FDN), facção criada em Manaus.

Com a dissolução da FDN, parte dos seus membros se aliou ao CV, formando o CV-AM, enquanto outra parcela fundou o grupo “Os Crias”, com base em Tabatinga, na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. Após a morte do líder Brendo dos Santos, em 2023, o CV-AM consolidou seu domínio na região.

O controle do crime na Amazônia brasileira passou por uma transformação significativa nos últimos 15 anos
— diz um trecho do estudo

Além do tráfico de drogas, o relatório aponta que o garimpo ilegal também impulsiona o avanço das facções no Amazonas

A expansão das redes criminosas acelera a destruição ambiental e ameaça o papel da Amazônia como filtro de carbono global. Na conclusão, o estudo mostra que a região vive uma “era de violência exacerbada”, impulsionada pelo ouro e pela cocaína, e alerta para o risco de corrupção das forças estatais.

Com rios navegáveis, portos movimentados e fronteiras vulneráveis, Manaus se consolida como epicentro da criminalidade na Amazônia, refletindo os desafios enfrentados pelo Brasil no combate ao crime organizado transnacional.

Leia a nota do Governo do Amazonas na íntegra

 

A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) informa que, em todo o Estado do Amazonas, estão sendo implementadas de forma contínua medidas estratégicas para combater o crime organizado, o tráfico de drogas e demais ilícitos.

Neste ano, já foram apreendidas mais de 37 toneladas de entorpecentes em todo o Amazonas, resultado direto das operações integradas que demonstram a eficiência do trabalho conjunto no enfrentamento às organizações criminosas que tentam usar as vias fluviais para o transporte de drogas e outros ilícitos.

Atualmente, o Estado conta com três Bases Arpão, duas bases náuticas de apoio operacional, lanchas blindadas e lanchas de transporte de tropa, equipamentos que garantem maior presença, eficiência e segurança das forças policiais nas regiões estratégicas do Amazonas.

As ações contam com a atuação integrada da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), Polícia Civil (PC-AM), Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) e com o apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO-AM), composta por agentes da Polícia Federal, que vêm intensificando o patrulhamento e as fiscalizações nas principais rotas fluviais do Estado.

Desde 2019, o Programa Amazonas Mais Seguro já contou com investimentos superiores a R$ 1,16 bilhão, voltados à modernização das forças de segurança, reforço do efetivo, aquisição de equipamentos, viaturas, embarcações e tecnologia de inteligência. Além disso, mais de 2,8 mil novos servidores foram convocados para compor as forças de segurança, fortalecendo a atuação das instituições e ampliando a presença do Estado em todas as regiões do Amazonas.

Em 2024, o Amazonas atingiu recorde histórico de apreensões de drogas, com 43,2 toneladas de entorpecentes retiradas de circulação em todo o Estado. No mesmo período, as apreensões de armas de fogo também cresceram, chegando a 1.593 unidades, representando um aumento de cerca de 11% em relação a 2023.

A SSP-AM reforça que as operações de combate ao crime organizado, tanto em Manaus quanto no interior, continuam fortalecidas, com monitoramento permanente, apoio tecnológico, capacitação de pessoal e ampliação das fronteiras de atuação, reafirmando o compromisso do Governo do Amazonas com a proteção da vida e a segurança da população.

Fonte: https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2025/10/28/manaus-vira-epicentro-do-crime-organizado-na-amazonia-aponta-relatorio-internacional.ghtml

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Amazonas

Operações Lei Seca prendem 47 motoristas por embriaguez ao volante em Manaus

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Operação Lei Seca em Manaus — Foto: Divulgação

 

Duas ações da Operação Lei Seca realizadas pelo Detran-AM, com apoio das polícias Militar e Civil, resultaram na prisão de 47 condutores por embriaguez ao volante em Manaus. As abordagens ocorreram entre a noite de quinta-feira (8) e a madrugada deste sábado (10), na zona norte da cidade.

Na madrugada de sábado (10), 38 motoristas foram presos durante fiscalização na zona norte. Eles foram levados para os 1º, 6º, 14º e 19º Distritos Integrados de Polícia (DIP) após serem flagrados com teor alcoólico igual ou superior a 0,34 mg/L — índice que configura crime de trânsito, conforme o artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro.

Na ação anterior, realizada entre a noite de quinta-feira (8) e madrugada de sexta (9), na alameda Alphaville, bairro Novo Aleixo, outros nove motoristas foram presos por embriaguez ao volante. Os exames apontaram taxas entre 0,46 mg/L e 0,85 mg/L. A operação também resultou em 48 autuações, além da remoção de quatro carros e seis motos.

 

“Nós não queremos atrapalhar a diversão de ninguém, mas se faz necessário tomar as atitudes cabíveis para reduzirmos, cada vez mais, o número de mortes e internações no nosso estado”, disse o diretor-presidente do Detran-AM, David Fernandes.

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