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Flordelis chora e diz a deputados que filhas mandaram matar seu marido
Published
5 anos agoon

A deputada Flordelis (PSD-RJ) disse aos congressistas do Conselho de Ética da Câmara que não mandou matar o marido, o pastor Anderson do Carmo. Ela chorou e disse que duas filhas tramaram o crime.
A fala da deputada nesta 3ª feira (16.mar.2021), por videoconferência, foi sua 1ª participação direta na defesa dentro do colegiado.

Foto: IstoÉ/Estadão Conteúdo
Flordelis foi denunciada pelo Ministério Público, acusada de encomendar a morte de Anderson do Carmo. Ela virou ré no caso. O assassinato foi em 2019.
“Minha filha foi a mandante com a outra filha, não sei mais quem estava envolvido, mas eu não compactuo com isso”, disse Flordelis. Ela não citou os nomes. O casal Flordelis e Anderson do Carmo tinha 55 filhos, entre biológicos e adotivos.
Uma de suas filhas biológicas, Simone dos Santos Rodrigues, disse em depoimento que pagou R$ 5.000 pelo assassinato do pastor. Ela afirmou que o dinheiro foi entregue para Marzy Teixeira, sua irmã (filha adotiva de Flordelis), para que ajudasse no assassinato.
“Dei R$ 5 mil para Marzy. Disse que não aguentava mais. Pedi para ela me ajudar. Estava passando por maus momentos. Não havia um plano. Só estava desesperada”, declarou Simone à época.
“Eu ainda não tive coragem de ouvir a confissão toda da minha filha, mas eu fiquei sabendo que ela falou que mandou matar meu marido. Isso não está certo, não era esse o caminho que ela tinha que tomar. Eu sou a favor da vida.”, disse Flordelis.
“Eu jamais mandaria matar meu marido, ele era meu amigo. Ele era bom pra mim. Ele me fazia sentir especial”, disse a deputada enquanto limpava lágrimas do rosto. Ela declarou que é vítima de “uma perseguição implacável”.
“Uma desconstrução moral. O que está acontecendo, excelência, é um assassinato da minha reputação, do meu nome, de forma violenta e desumana. Por quase 2 anos a minha vida e a vida da minha família, dos meus filhos pequenos, se transformou em um caos”, afirmou a deputada.
“Eu não sabia o que estava acontecendo dentro da minha casa. Eu não sabia que meu marido estava assediando a minha filha”, declarou Flordelis.
“Ela [filha] tinha outros caminhos de denúncia. Ela podia ter tentado me contar. Tudo bem que no início talvez eu não acreditaria porque meu marido era, depois de Deus, a pessoa mais importante da minha vida”, disse a deputada.
Flordelis citou o fato de ainda não ter sido julgada. “O processo ainda está em curso”, declarou. “Existem provas robustas suficientes para desmontar [ela quis dizer “demonstrar”] minha inocência. E confio que sairei desse processo inocentada”.
Assista ao momento (8min33seg):
O Conselho de Ética pode recomendar punições que vão desde censura até perda do mandato. No caso de punições mais severas é necessária aprovação do plenário da Câmara.
O colegiado ficou parado ao longo de 2020. As atividades foram retomadas por causa da prisão de Daniel Silveira (PSL-RJ), detido por publicar vídeos com ofensas a ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Agora, ele está em prisão domiciliar.
“Quero pedir a vocês, a vossas excelências, que não cometam nenhuma injustiça comigo, por favor”, disse Flordelis. “Vossas excelências não podem imaginar a tristeza do momento que estou vivendo. Jamais poderão alcançar a dor que é perder meu marido”.
O relator do caso Flordelis é Alexandre Leite (DEM-SP). Ele também apresentou o plano de trabalho. Simone dos Santos Rodrigues e Marzy Teixeira da Silva constam do planejamento como testemunhas a serem ouvidas a pedido da defesa de Flordelis.
Assista à sessão que analisou o caso de Flordelis (1h25min):
Leia a íntegra da fala de Flordelis no Conselho de Ética:
Eu quero mais uma vez te saudar, saudar ao deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP), que está presidindo a comissão hoje. A todos os deputados, assessores e funcionários que nesse momento estão servindo a essa comissão. Estou aqui hoje para finalmente ter um espaço para me defender e quero fazer isso olhando, mesmo em vídeo, nos olhos de vossas excelências e dizer que, eu, Flordelis, eu sou inocente. Eu não mandei matar meu marido, eu não participei de nenhum ato de conspiração contra a vida do homem que foi meu companheiro por muitos anos, mais de 20 anos. Caminhamos juntos, ele era muito mais do que meu marido, ele era meu amigo. Nós tínhamos uma cumplicidade enorme. Viajávamos juntos, trabalhávamos juntos. Nós vivíamos juntos, nós éramos inseparáveis. Eu tenho sofrido demais, uma (ininteligível) pública implacável. Uma perseguição implacável. Uma desconstrução moral. O que está acontecendo, excelência, é um assassinato da minha reputação, do meu nome, de forma violenta e desumana. Por quase 2 anos a minha vida e a vida da minha família, dos meus filhos pequenos, se transformou em um caos. A minha vida por quase 2 anos tem sido violada por meio das redes sociais, através da imprensa, da mídia. Eu não tenho tido, vou repetir aos senhores, não tenho tido um único momento de paz. Tem sido quase impossível resistir e me manter de pé. Está sendo difícil pra mim porque a pressão é muito grande, devido a tanta violência praticada por alguns que parecem desconhecer as leis do nosso país, da Constituição do nosso país.
Desculpe o nervosismo. Eu sou parlamentar, gente, eu sou uma pessoa pública. Eu sei que devo satisfação à sociedade, à mídia, eu devo satisfação ao Parlamento, eu nunca me furtei a isso mas, para além disso, antes de ser parlamentar, eu queria que vocês me olhassem como ser humano, como uma mulher, como mãe. Eu tenho direito de ter a minha dignidade preservada.
Eu sempre me submeti à Justiça, estou me submetendo à Justiça, ao devido processo legal. Em nenhum momento nesses 2 anos eu tentei usar qualquer prerrogativa parlamentar. Em nenhum momento eu fiz isso para fugir de responder ao Judiciário, mas apesar de tudo isso, do princípio da presunção de inocência até o trânsito em julgado, gente, eu não fui julgada ainda. Eu vou repetir ao senhor presidente, ao senhor relator, a quem eu confio demais, ao relator, a todos os parlamentares, eu não fui julgada. Eu não fui julgada. Eu estou sendo acusada, estou sendo julgada já como assassina, mandante, sem ter tido nenhum julgamento. Eu não tenho julgamento. O processo ainda está em curso. Estão desconstruindo a minha imagem, estão lutando contra mim. Existem provas robustas suficientes para desmontar minha inocência. E confio que sairei desse processo inocentada. Eu sei que eu vou. Desde que possa exercer com liberdade e sem pressões externas o meu direito de defesa. É por esse direito de defesa que clamo a vossas excelências que permitam esclarecer todos os fatos e produzir todas as provas nessa comissão, de forma a desmontar aqui e declarar e provar que eu, Flordelis, pessoa, ser humano, mulher, mãe, eu sou inocente. Quero pedir a vocês, a vossas excelências, que não cometam nenhuma injustiça comigo. Quero pedir a vocês, a vossas excelências, que não cometam nenhuma injustiça comigo, por favor. Vossas excelências não podem imaginar a tristeza do momento que estou vivendo. Jamais poderão alcançar a dor que é perder meu marido. Deputado Cezinha, que está presidindo a comissão, o senhor conheceu ele. O senhor sabe o quanto éramos amigos. Eu jamais mandaria matar meu marido, ele era meu amigo. Ele era bom pra mim. Ele me fazia sentir especial. Isso só acabou depois que a minha filha confessou. Eu ainda não tive coragem de ouvir a confissão toda da minha filha, mas eu fiquei sabendo ela falou que mandou matar meu marido. Isso não está certo, não era esse o caminho que ela tinha que tomar. Eu sou a favor da vida. Ela não podia fazer isso, ela tinha outros caminhos para percorrer, outros caminhos para fazer Justiça. Eu não sabia o que estava acontecendo dentro da minha casa. Eu não sabia que meu marido estava assediando a minha filha. Eu não sabia, eu não sabia, eu não sabia. E agora eu entendo por que ele não fez nada. Queria evitar que eu soubesse o que estava acontecendo dentro da casa.
Minha filha foi a mandante com a outra filha, não sei mais quem estava envolvido, mas eu não compactuo com isso. Não matar, ela tinha outros caminhos de denúncia. Ela podia ter tentado me contar. Tudo bem que no início talvez eu não acreditaria porque meu marido era, depois de Deus, a pessoa mais importante da minha vida. Eu amava meu marido, eu amava meu marido. Ele nunca me fez nenhum mal, eu me sentia uma mulher especial. Gente, olhem os vídeos dos congressos, dos cultos. Quando ele estava pregando na igreja, ele parava de pregar para me elogiar, para dizer que a melhor mais importante da vida dele estava entrando no templo. Isso me fazia me sentir especial, me tratava como um cristal, ele fazia tudo para mim. O apelido aí na Câmara dos Deputados era 514. Quem é quem não sabe que aí ele era a pessoa mais importante. Quero pedir a todos dessa Casa, dessa comissão, que me ajudem, que façam justiça. Desculpe meu desespero, desculpa, mas eu sou inocente. Eu não fiz isso que estão falando. Eu não matei, só isso que eu queria falar.
Destaque
Vídeo de IA de Jair Bolsonaro pode ter consequências para o PL e o ex-presidente, avaliam especialistas
Published
3 dias agoon
28 de julho de 2026
A convenção partidária nacional do Partido Liberal (PL), realizada em São Paulo no sábado (25), exibiu um vídeo produzido com inteligência artificial (IA) para simular um pronunciamento de Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Na gravação, o ex-presidente afirma estar “preso e calado por uma decisão arbitrária”, diz que “nenhuma prisão vai calar o sentimento de esperança” despertado por seu movimento e pede que os apoiadores recebam Flávio Bolsonaro “de braços abertos” como candidato à Presidência.
Para diferentes especialistas ouvidos pelo g1, o conteúdo deve causar reações tanto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quanto do Supremo Tribunal Federal (STF). Isso porque o TSE proíbe o uso de deepfakes, ou conteúdo sintético, para substituir a imagem ou voz de pessoa viva, mesmo com autorização. O ex-presidente, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses em prisão domiciliar, não pode divulgar manifestações de conteúdo político-eleitoral por qualquer meio, após determinação do ministro Alexandre de Moraes.
➡️ Deepfake é uma técnica que permite alterar um vídeo ou foto com ajuda de IA. Com ele, por exemplo, o rosto da pessoa que está em cena pode ser trocado pelo de outra; ou aquilo que a pessoa fala pode ser modificado.
Luiz Eduardo Peccinin, advogado especialista em Direito Eleitoral e doutor em Direito do Estado, acredita que o vídeo representou uma infração à legislação eleitoral. “Ainda que tenha sido indicado que se tratava de um personagem de inteligência artificial, isso viola de forma objetiva a norma do TSE que estabeleceu a proibição do uso de deepfake ou o uso da IA generativa para criar uma pessoa artificial”, disse ao g1.
Segundo Peccinin, o caso pode causar consequências que vão da aplicação de multa até a proibição do uso deste recurso específico durante as eleições. “Se essa conduta prosseguir pela campanha após ser considerada irregular, isso vai trazer riscos”, avalia.
Já Matheus Puppe, advogado e consultor da Comissão Especial de Direito Digital da Câmara dos Deputados, considera que a resolução do TSE que proíbe conteúdo sintético é “muito ampla” e não pode ser interpretada isoladamente. No seu entendimento, o conceito de deepfake deveria contemplar apenas conteúdos que têm caráter prejudicial, de atrapalhar ou ludibriar um candidato ou um eleitor.
“Proibir o deepfake e permitir a IA, uma coisa esbarra na outra. É uma norma que se contradiz”, pondera. “O próximo passo do TSE é reavaliar a próxima resolução, a finalidade de fato dela. E proibir o uso de IA sem o consentimento da pessoa representada para prejudicar a sociedade de maneira geral.”
Neste domingo, o Partido dos Trabalhadores (PT) acionou o TSE contra o PL e o senador Flávio Bolsonaro por suposta propaganda eleitoral antecipada e uso irregular de inteligência artificial.
O partido também enviou uma petição ao STF afirmando que a veiculação do vídeo de IA pode ter desobedecido restrições impostas a Jair Bolsonaro.
De acordo com o advogado criminalista Guilherme Alonso, isso pode ter consequências sérias para o ex-presidente. “Já houve uma situação em que uma carta do ex-presidente foi utilizada com suposta finalidade política eleitoral e já houve uma decisão do ministro Alexandre de Moraes indicando que isso poderia justificar a prisão cautelar que seria imposta ao presidente”, explica. “Mas não houve naquela decisão uma devolução do ex-presidente ao estabelecimento prisional. Agora não é mais o primeiro episódio, então fica uma situação delicada”.
Alonso acredita que, com a petição feita pelo PT, Moraes deve abrir um prazo para a defesa de Bolsonaro se manifestar e explicar por que não se tratava de uma manifestação por intermédio de terceiros sobre a candidatura do filho. “Se isso vai ser suficiente para que ele indefira a manifestação do PT para que se reconheça a violação da cautelar, não sabemos. Mas objetivamente há esse risco real de revogar a prisão domiciliar.”
Fonte: https://g1-globo-com.cdn.ampproject.org/v/s/g1.globo.com/google/amp/politica/eleicoes/2026/noticia/2026/07/28/video-ia-jair-bolsonaro-consequencias.ghtml?amp_js_v=0.1&_gsa=1#webview=1&cap=swipe
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Inscrições para concurso de auditor fiscal da Prefeitura de Manaus estão abertas; salário inicial é de R$ 27 mil
Published
3 dias agoon
28 de julho de 2026
A Prefeitura de Manaus abriu, nesta segunda-feira (27), as inscrições para o concurso público destinado ao cargo de Auditor-Fiscal de Tributos Municipais (AFTM), da Secretaria Municipal de Finanças, Planejamento e Tecnologia da Informação (Semef). O concurso prevê vagas e formação de cadastro reserva. Os candidatos têm até o dia 27 de agosto para se inscrever no certame.
Ao todo, serão 19 vagas de ampla concorrência e uma vaga reservada a candidatos com deficiência.
O cargo de Auditor-Fiscal exige ensino superior completo, tem jornada de 30 horas semanais e oferece remuneração inicial de R$ 27.270,61.
Para participar, o interessado deve acessar o Portal do Candidato, preencher o formulário de inscrição com as informações pessoais, junto com uma fotografia 3×4 e baixar o boleto bancário no valor de R$300, que pode ser pago até o dia 28 de agosto.
De acordo com o edital, o concurso será realizado em três etapas: prova objetiva, prova discursiva e pesquisa de vida pregressa. As duas primeiras fases terão caráter eliminatório e classificatório, enquanto a última será eliminatória.
A primeira fase acontece no dia 1º de novembro. Já a segunda a fase está prevista para 24 de janeiro de 2027. Quem for aprovado seguirá para a fase de pesquisa de vida pregressa.
Os candidatos aprovados e nomeados serão lotados na Subsecretaria da Receita da Semef, localizada no Centro de Manaus.
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Operação contra agiotagem prende três em Manaus; grupo cobrava juros de até 70% ao mês
Published
3 dias agoon
28 de julho de 2026
Três pessoas foram presas durante a Operação Usura, deflagrada pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM) nesta segunda-feira (27), em Manaus. A ação investiga um grupo suspeito de praticar agiotagem e extorsão, com cobrança de juros de até 70% ao mês. Segundo as investigações, as principais vítimas eram servidores do Poder Judiciário.
A operação é resultado de uma investigação iniciada há cerca de quatro meses, após a denúncia de uma servidora do Judiciário. De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o grupo oferecia empréstimos de até R$ 200 mil e utilizava intimidação psicológica para cobrar as dívidas.
Um policial militar suspeito de integrar o esquema foi preso na última terça-feira (22), durante as primeiras diligências do caso. Nesta segunda, outras duas pessoas foram detidas em flagrante, sendo uma delas por desacato.
Ao todo, a Justiça expediu dois mandados de prisão e 16 de busca e apreensão. Um dos alvos não foi localizado e é considerado foragido.
Alvos e buscas
As investigações apontam que o grupo é formado por 24 pessoas físicas e jurídicas. Entre os investigados estão três advogados, cujos escritórios também foram alvo de buscas por suposta ligação com o esquema.
Os mandados foram cumpridos nos bairros Japiim, Ponta Negra, Centro, Adrianópolis e Flores.
Durante a operação, foram apreendidos cerca de R$ 160 mil em espécie, valor que ainda passará por conferência oficial. Também foram recolhidos dois veículos, joias, documentos e celulares.
A Justiça determinou ainda o bloqueio de contas bancárias dos investigados.
Segundo o coordenador do Gaeco, promotor de Justiça Leonardo Tupinambá, as investigações continuam sob sigilo para identificar a dimensão da atuação do grupo e o prejuízo causado às vítimas.
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Operação do Gaeco no Amazonas — Foto: Divulgação


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