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Terror em Goiás, reféns, rituais, carta, ‘Satan’, caçador, entrevistas: veja principais fatos, em 2 semanas de buscas por Lázaro Barbosa, serial killer de Brasília
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5 anos agoon

Nesta quarta-feira (23), completam-se duas semanas de buscas por Lázaro Barbosa, “serial killer de Brasília”. As buscas começaram no dia 9, após uma chacina em uma chácara de Ceilândia, no Distrito Federal. Lázaro é apontado como assassino de quatro pessoas da mesma família.
Desde então, uma força-tarefa que chegou a 270 policiais, cinco cães farejadores, três helicópteros, drones, cavalos e interdições em rodovias tentam localizar o criminoso.
Neste 15º dia de buscas, a polícia segue uma nova pista. Segundo o caseiro de uma propriedade, ele trocou tiros com Lázaro, na noite dessa terça-feira (22).
15 dias de buscas
Em 15 dias de fuga, Lázaro já desafiou a polícia diversas vezes. Esteve em várias chácaras e fazendas, fez reféns, trocou tiros com os agentes de segurança e sempre conseguiu escapar. De acordo com fontes do portal UOL, cerca de 70% dos moradores da região deixaram suas casas nos últimos dias por medo do que Lázaro pode fazer, caso invada uma propriedade.
A uma família feita refém na semana passada, Lázaro disse que quer sair do DF e de Goiás e fugir para outro estado. Bloqueios na BR-070 vasculham os veículos e tentam evitar que o bandido escape.
Com a dificuldade em encontrar o suspeito, os moradores da região já estão considerando o fugitivo uma “lenda”. O trabalho das forças de segurança foi reforçado, com centenas de policiais e o uso de cães farejadores, já que Lázaro está passando por rios e matas de difícil acesso aos agentes.
Confira a linha do tempo da fuga de Lázaro Barbosa
- Dia 1 – Na quarta-feira (9), ele cometeu o assassinato de uma família em Ceilândia.
- Dia 2 – Na manhã do dia seguinte, quinta-feira (10), o homem teria invadido uma casa que fica a 3 km do local onde o caso aconteceu. Lá, de acordo com o Correio Braziliense, ele teria colocado Sílvia Campos, 40, proprietária da chácara, e o caseiro, identificado como Anderson, 18, na mira de seu revólver por 3 horas. No local, ele ainda teria obrigado os dois a fumarem maconha. Antes de fugir, roubou R$ 200, uma jaqueta, celulares e carregador.
- Dia 3 – No terceiro dia de fuga, Lázaro fez mais um refém e roubou um Fiat Pálio em Ceilândia. Com o veículo, ele se dirigiu a Cocalzinho, desta vez em Goiás, onde abandonou e incendiou o carro. As investigações apontam que lá, ele se encontrou com um comparsa, que o ofereceu suporte.
- Dia 4 – Já no sábado (12), ele teria passado a tarde bebendo e se divertindo em uma chácara, próxima à Lagoa Samuel. Lá o suspeito fez o caseiro refém. O serial killer também o obrigou a fumar maconha. Antes de fugir novamente, Lázaro destruiu o carro da vítima. Após deixar essa casa, ele foi para outra chácara, onde baleou três homens e roubou duas armas de fogo.
- Dia 5 – Na tarde do domingo (13), o foragido furtou um outro carro, também em Cocalzinho (GO), e abandonou o veículo, um Corsa vermelho, após avistar um ponto de bloqueio montado pela polícia.
- Dia 6 – Na segunda-feira (14), Lázaro foi visto no curral de uma fazenda entre os distritos de Edelândia e Girassol. A polícia acredita que ele passou a noite no local. Segundo o caseiro da fazenda, o homem pediu comida e em seguida fugiu para a mata.
- Dia 7 – Na terça-feira (15), após ser cercado por policiais, ele atirou contra um deles e o deixou ferido no rosto. No momento do tiroteio, ele fazia três pessoas reféns, um casal e a filha de 16 anos. Apesar da presença da polícia, Lázaro conseguiu fugir. As investigações policiais continuam e podem apontar para outros delitos.
- Dia 8 – Nessa quarta (16), durante a madrugada, Lázaro invadiu uma fazenda, preparou comida e fugiu novamente. A propriedade rural fica localizada a cerca de 8 km de distância da cidade de Edilândia, em Goiás, onde ele foi visto na terça-feira (15).
- Dia 9 – Nesta quinta-feira (17), na madrugada a polícia segue à procura dele, no povoado de Girassol, em Goiás. Até o momento, Lázaro conseguiu escapar de uma força-tarefa formada por mais de 200 policiais. As equipes policiais fizeram buscas durante toda a madrugada. A Polícia Militar de Goiás chegou à zona rural de Cocalzinho de Goiás, que fica a 120 quilômetros de Brasilia, para reforçar as buscas. Drones da Receita Federal e até um helicóptero foi utilizado para tentar identificar o “assassino em série”.
- Dia 10 – O secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, disse na noite desta sexta-feira (18) que acredita ter avistado Lázaro Barbosa, 32 anos, em um vale. À tarde, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) tinha dito que o chamado “serial killer do DF” esteve em um chiqueiro e fugiu novamente em meio à vegetação.
- Dia 11 – A força-tarefa que procura por Lázaro, em Cocalzinho de Goiás (GO), reúne mais de 200 agentes da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal. Os policiais usam helicópteros, cavalaria e cães farejadores. Área de busca reduz. A polícia acredita ter percebido movimentações dele em Girassol, no distrito de Cocalzinho, em Goiás. Um morador da região relatou aos agentes que a casa dele foi invadida e ele encontrou tudo revirado, na tarde do sábado (19).
- Dia 12 – Um morador de Girassol, distrito de Cocalzinho de Goiás, afirmou para a polícia que a casa dele foi revirada na madrugada.
- Dia 13 – O dia começou com uma denúncia sobre um possível esconderijo do criminoso. O denunciante usou um colete à prova de balas para ajudar os policiais a chegar ao local, que é considerado de difícil acesso. Cerca de 300 policiais procuravam pelo fugitivo. Cães, helicópteros e drones fizeram buscas.
- Dia 14 – A polícia começou a usar rádios de comunicação e também um homem de fora das forças armadas, considerado um caçador experiente na região para procurar Lázaro Barbosa. O caçador é conhecido na região como Babaçu.
- Dia 15 – A polícia segue uma nova pista, que apareceu na noite dessa terça-feira (22). O caseiro de uma propriedade rural afirmou ter trocado tiros com o bandido, em Cocalzinho de Goiás, onde as buscas são feitas. Por volta das 22h, os policiais entraram na mata para tentar localizar o homem. Sem sucesso, as equipes retornaram à base, por volta das 00h. As buscas devem continuar, pela área, ao longo do dia
Caçador
A polícia começou a usar rádios de comunicação e também um homem de fora das forças armadas, considerado um caçador experiente na região. De acordo com a TV Record, o caçador é conhecido na região como Babaçu.
O homem afirma que basta ser colocado no último local em que Lázaro foi visto, e a população apoia o reforço com caçadores. “Queria que os caçadores da minha comunidade entrassem junto com a polícia, mas minha voz não foi ouvida. O meu marido conhece a fazenda, cada vizinho conhece sua fazenda e entrariam junto com a polícia e cercaria. Acredito que em 3h ou 4h eles pegariam (Lázaro) com toda certeza”, disse uma moradora à Record.
Apoio
Além disso, o Exército forneceu 40 rádios comunicadores com até 30km de cobertura para que as equipes possam utilizar durante as incursões na área. A polícia tem recebido doações e apoios materiais e morais de vários setores da sociedade, como entes públicos e privados, desde o início da operação. “Os policiais nunca estiveram desamparados”, explica a nota.
A força-tarefa também tem contado com a Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), que segue em apoio, nas ações das forças de segurança pública.
As equipes sofrem com a ausência de equipamentos que ajudem na visualização noturna, de acordo com o jornal Correio Braziliense.
Disque denúncia
O Governo de Goiás ressalta ainda que, em 24 horas de funcionamento, o disque denúncia aberto para captar informações sobre o paradeiro de Lázaro Barbosa, recebeu mais de 1.000 denúncias. No entanto, boa parte destas ligações são provenientes de trotes ou informações que não contribuem para a operação.
Ainda assim, a Secretaria solicita quaisquer informações que possam contribuir para a captura do suspeito e, para isso, foi disponibilizado o número 061 99839-5284.
Dieta na fuga
O cerco policial que tenta capturar Lázaro Barbosa, 32 anos, achou vestígios do que seria a dieta do assassino durante a fuga, que já dura 14 dias. As imagens foram divulgadas nessa terça-feira (22) e mostram restos de uma rã e algumas cascas de frutas que teriam alimentado o fugitivo.
As pistas foram encontradas próximo ao rio que ele utiliza para despistar os cães farejadores, na região entre Cocalzinho e Edilândia, em Goiás.
Um facão também foi encontrado, próximo aos restos do anfíbio. Apresentava desgaste no fio devido à utilização, um dos prováveis motivos para ter sido abandonado. Os objetos foram recolhidos pelos agentes da força-tarefa.
Após 14 dias de buscas pelo suspeito de assassinatos em série, um homem, sem a identidade revelada e que conhece bem a região, passou a ajudar nas buscas mostrando os possíveis esconderijos do criminoso em locais de difícil acesso.
Segundo moradores da localidade, os alimentos roubados por Lázaro matariam a fome por, pelo menos, cinco dias.
Carta encontrada
Policiais encontraram uma carta que pode ter sido escrita por Lázaro Barbosa de Sousa, de 32 anos, o homem procurado há 10 dias suspeito de matar quatro pessoas no Distrito Federal. No texto, é possível ler “Muitos que vivem merecem morrer alguns que morrem merece (sic) viver”.
>> Polícia acha carta dentro de esconderijo de Lázaro Barbosa, o serial killer de Brasília; leia o documento
Casa de Lázaro
A polícia encontrou objetos e itens que indicam que o assassino em massa Lázaro Barbosa, conhecido como “serial killer de Brasília”, praticava rituais em uma casa em Cocalzinho, Goiás (GO). O procurado vivia na residência. A investigação quer descobrir se alguém morava junto com Lázaro na casa onde foram encontrados os itens, e há quanto tempo vivia no local.
Entrevista da esposa
A companheira de Lázaro Barbosa concedeu uma entrevista exclusiva ao Correio Brasiliense, informando alguns detalhes da vida do homem que vem sendo procurado pelas autoridades do Distrito Federal e de Goiás. A jovem, de apenas 19 anos, preferiu não se identificar, e afirmou estar em estado de choque e relatou que a família está sofrendo ameaças. Ela teme o desfecho de tudo isso: “Temos medo de receber a notícia de que ele morreu”, afirmou.
Entrevista de amigo
Em entrevista a Metrópoles neste domingo (20), Jorcilei Rosa Sales, amigo que cresceu com Lázaro Barbosa no Sertão da Bahia e trabalhou em Goiás com o suspeito de cometer uma chacina, disse que o mato é como um quintal para Lázaro, que se mostra experiente na região.
>> Melhor amigo de Lázaro Barbosa concede entrevista: ‘Ele tem artimanha’; confira

Invasão de casa
O suspeito, após trocar tiros com a polícia, na última quinta (17), no bairro onde o pai mora, voltou, no sábado (19), e revirou a casa de uma senhora. Um carregador de celular foi roubado e o criminoso conseguiu fugir.

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Pedido da defesa
A juíza da Vara de Execuções Penas do Distrito Federal, Leila Cury, não conheceu o pedido formulado pela Defensoria Pública do DF em favor do réu Lázaro Barbosa de Sousa, “serial killer de Brasília”, que se encontra foragido e há 14 dias é procurado pelas forças policiais do DF e de Goiás, após cometer vários crimes.
>> Serial killer de Brasília: Polícia teme que Lázaro Barbosa fuja de Goiás; veja percurso dele e possível destino

Infiltrado
Uma pessoa que fingiu ser policial se infiltrou entre as equipes e entrou em local restrito aos agentes que participam da ação, em Cocalzinho, Goiás (GO). O homem, que chegou a dar informações e afirmou ser de outra equipe, foi detido na madrugada desse domingo (20).
Polícia aposta no cansaço
A Polícia aposta no desgaste emocional e no cansaço físico para tentar capturar o Lázaro Barbosa. “Ele está a cada dia mais cansado, mais acusado. Não deixa, de maneira nenhuma, de ser perigosíssimo, mas está nas últimas forças. Tenho quase certeza que cheguei a vê-lo, a 1 km de distância, do outro lado de um vale. A aparência dele não era de pessoa ferida”, chegou a comentar com a imprensa o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Rodney Miranda.
Essas aparições do fugitivo, que teve seu perfil traçado como sendo de um psicopata, sugerem, portanto, maior aproximação da operação policial com a localidade exata do fugitivo.
Com o cerco policial se fechando, a tendência é que Lázaro sofra mais estresse, aponta Cássio Thyone, perito criminal aposentado da Polícia Civil do Distrito Federal e membro do conselho do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. “Ele precisa dormir, se alimentar, vencer o próprio estresse psicológico. Tempo é o fator que favorece quem está tentando encontrar a pessoa e não quem está tentando fugir”, complementa.
Governador de Goiás
Apesar disso, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), declarou, no mesmo dia, que as buscas podem durar até um mês. “Eu pedi o máximo de cautela. Temos tempo. Não precisa atropelar […] Ele está cercado, dentro da circunscrição e não vai escapar de ser capturado. Pode ter 10, 20, 30 dias”, disse o governador.
Para o governador, “qualquer coisa que aconteça, vindo do sujeito, é muito explicável. Ele é assassino. Tudo depende de como é que ele vai se comportar, se vai reagir, ter processo de ansiedade, enfrentar ou continuar. Ele tem a característica do habitat. Ele sabe onde está pisando”.
Fake news
A Secretaria de Segurança de Goiás também aponta dificuldades de apuração do caso, pelo excesso de fake news. Os agentes têm recebido falsas informações sobre o suspeito, o que, segundo Miranda, tira tempo das investigações.
“É um problema sim. Não só essa fake news [de que Lázaro estaria em um cemitério], como outra de que ele já havia sido baleado, que já estava morto. Tudo isso atrapalha, porque não só a nossa Inteligência, como as unidades de operação, tem que checar. Às vezes a gente deixa de atender mais rapidamente uma informação procedente, para atender uma que não tem relevância”, disse, na última 5ª feira.
Os crimes
Lázaro é acusado de matar, a tiros e facadas, três pessoas na zona rural de Ceilândia no último dia 9 de junho. Os mortos eram Cláudio Vidal de Oliveira, de 48 anos, e os filhos Gustavo Marques Vidas, de 21 anos, e Carlos Eduardo Marques Vidal, de 15 anos.
O foragido também é apontado como responsável pelo sequestro da mulher de Cláudio, Cleonice Marques de Andrade. O corpo dela foi encontrado no dia 12 à beira de um córrego, próximo da casa onde a família morava. Na terça-feira (15), ele fez uma família refém em uma chácara e atirou em um policial, que foi atingido de raspão.
Lázaro também é investigado pela morte de um caseiro em Girassol, no dia 5 de junho, quatro dias antes do assassinato da família.
Quem é Lázaro Barbosa?
O homem mais procurado do Distrito Federal, atualmente, é o baiano Lázaro Barbosa Sousa, de 32 anos, nasceu no município de Barra do Mendes, na Bahia, a 500 km de Salvador. O suspeito é casado e tem dois filhos. Criado na mata, no passado, ele já ficou foragido da polícia da Bahia por 15 dias.
Em Barra do Mendes, ele cometeu ao menos dois assassinatos, depois mudou de estado para dar sequência a sua empreitada criminosa.
Lázaro Barbosa é serial killer?
Oficialmente, a polícia do Distrito Federal não trata Lázaro Barbosa de Sousa como um “serial killer”. Ele é suspeito de assassinar quatro pessoas de uma mesma família, na semana passada, e está fugindo dos policiais, desde então. Na fuga, ele já trocou tiros e fez reféns. O termo “serial killer” para tratar este caso foi adotado por usuários das redes sociais, tecnicamente, de forma errada.
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Lula diz que Marcola errou ao pedir dinheiro a lobista, que filho vai pagar se cometeu ilícitos e que deseja ‘recuperar território’ do crime
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2 semanas agoon
28 de agosto de 2026
O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), concedeu nesta quinta-feira (27) entrevista à Globo. Conduziram o programa os jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli.
Veja os principais destaques da entrevista com Lula:
Caso Lulinha
O presidente e candidato à reeleição afirmou que o filho dele Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, terá que responder como qualquer cidadão caso tenha cometido algum ilícito.
Ao ser questionado sobre investigações da Polícia Federal que apuram suspeitas de corrupção e tráfico de influência envolvendo o filho, o candidato disse que não interferirá nas apurações.
“Eu não sou do Ministério Público, eu não sou delegado, eu não sou juiz. Se o Fábio cometeu qualquer ilícito, ele terá que pagar como qualquer cidadão brasileiro”, disse.
“Eu não vou afastar delegado da Polícia Federal, eu não vou fazer qualquer movimento pelo meu filho. Ele sabe que a Marisa [Letícia, ex-primeira-dama] morreu por conta da falsa acusação que foi feita a mim na Lava Jato. Portanto, ele tem obrigação de não ter feito o erro.”
Lula disse que o que há contra Lulinha são “ilações” e comparou a situação do filho com a dele próprio.
O petista foi condenado e preso na Lava Jato e, um ano e sete meses depois, deixou a prisão. O Supremo Tribunal Federal (STF) anulou as condenações por entender que a competência para julgar os casos era da Justiça Federal do Distrito Federal, e não da 13ª Vara Federal de Curitiba, e por reconhecer que o então juiz Sergio Moro atuou de forma parcial.
“Não me deixo impactar por ilações. Eu conheço muito e já fui vítima disso”, disse o presidente.
“Eu tenho certeza que ele vai ser inocente. Vamos esperar o tempo, não haverá da parte da Presidência da República um milímetro de movimento para proteger o meu filho.”
Sobre acusações entre uma suposta relação entre Lulinha e o ex-secretário do Ministério da Saúde, Swedenberger do Nascimento Barbosa, conhecido como Berger, Lula reforçou que as mensagens entre Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger não configuram necessariamente um sinal de crime, e que não haveria provas concretas de corrupção a funcionários públicos.
“Eu estou dizendo para você que o fato de ter pego conversa no telefone não justifica absolutamente nada. Até agora não existe uma prova de um centavo público. Até agora não existe uma prova de uma conversa do meu filho com qualquer ministro”, disse Lula.
Lula foi questionado sobre a relação entre seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, e a lobista Roberta Luchsinger. Segundo a Polícia Federal, Marcola teve despesas pessoais, como boletos, parcelas de financiamento, faturas de cartão, e joias pagas por Roberta.
O presidente respondeu que Marcola errou ao manter esse tipo de relação e disse que o episódio leva suspeitas para dentro do Palácio do Planalto e “gera desconfiança”.
“Não é adequado, é totalmente errado. E o Marcola sabe do erro que ele cometeu, porque não é esse o papel do chefe de gabinete”, afirmou Lula.
O presidente também chamou a lobista de “pilantra” ao comentar o conteúdo de conversas obtidas durante as investigações. “O que é que uma pilantra pode falar no telefone? Ou o que é que um cara qualquer pode falar no telefone?”, disse.
Lula afirmou, porém, que as mensagens, por si só, não comprovam a prática de crime e defendeu que seja apurado se houve liberação de dinheiro público.
“O que nós precisamos saber é o seguinte: essa mulher conseguiu liberar o dinheiro que ela disse que estava atrás?” Tem prova de que tem dinheiro público? Porque aí é que está o crime, aí está o crime”, disse.
Lula foi questionado sobre uma mensagem específica de Roberta Luchsinger obtida pela Polícia Federal, na qual a lobista disse que o presidente teria lhe oferecido um cargo e dito que escolhesse onde queria ficar. Em resposta, o candidato ironizou: “Só faltou ela dizer que eu ofereci para ela o Ministério da Defesa, o comando da Marinha da Aeronáutica”.
O presidente disse que isso não aconteceu:
“Eu não conheço essa moça, nunca vi essa moça na minha vida, nunca conversei com essa moça, ela nunca esteve próxima de mim”, disse Lula sobre a lobista Roberta Luchsinger.
O Fato ou Fake, do g1, checou a informação e encontrou ao menos três fotos e um vídeo nos quais Roberta aparece ao lado do presidente Lula.
Um vídeo publicado no Instagram de Roberta em 20 de julho de 2022 exibe uma sequência de ao menos duas fotos nas quais a lobista aparece ao lado de Lula.
Há também imagens nas quais ela posa acompanhada das seguintes pessoas: a primeira-dama Janja; o candidato a governador de São Paulo Fernando Haddad (PT); o vice na chapa de Haddad, Márcio França (PSB); e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
Recuperar territórios do crime
O petista afirmou que, em um novo mandato, tem como desejo “recuperar o território” dominado pelos grupos criminosos e que pretende “enfrentar o andar de cima” das facções.
“Qual é o meu desejo? O meu desejo é recuperar o território para o povo. Aquela rua é do povo do Rio, não é do bandido; a escola é do povo, não é do bandido; o bairro é da população.”
Lula afirmou que o Brasil “está pronto e preparado” para trabalhar junto com os Estados Unidos para combater o narcotráfico e listou ações feitas pelo governo federal contra o crime organizado.
“Nós aprovamos agora uma lei antifacção, estamos trabalhando a questão do combate ao crime organizado. Por isso eu fui levar ao [Donald] Trump [presidente dos EUA] uma proposta por escrito”, disse Lula.
O governo Trump classificou facções criminosas brasileiras como terroristas, o que foi contra a visão do governo Lula por considerar a decisão como uma invasão à soberania brasileira.
Ministério da Segurança Pública
Lula defendeu a PEC da Segurança Pública, que reorganiza as atribuições do governo federal e dos estados. Disse que negocia a proposta com os presidentes da Câmara e do Senado, o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) e o senador Davi Alcolumbre (União-AP), respectivamente.
“A hora que for aprovar a PEC da Segurança Pública, eu crio o Ministério da Segurança Pública. Por que que eu vou criar o ministério? Porque primeiro eu quero estabelecer qual é a participação de cada ente federal na Segurança Pública. Qual vai ser o papel da União, qual vai ser o papel do estado e qual vai ser o papel do município”, disse.
Criminalidade na Bahia
Ainda no contexto da PEC da Segurança Pública e o tempo do PT no poder, Lula foi questionado sobre a violência no estado da Bahia, que hoje tem cinco das 10 cidades mais violentas do Brasil e é governado pelo partido há 20 anos.
O presidente disse que a colocação era “injusta” com a Bahia.
“Nenhum governador do Brasil conseguiu resolver o problema da segurança pública, nenhum conseguiu segurar”, disse.
Escândalo do INSS
O presidente foi questionado sobre o envolvimento de pessoas do governo dele no escândalo de desvio de dinheiro público do INSS. Lula disse que R$ 3 bilhões foram ressarcidos.
“Não tem um aposentado que foi roubado e que não foi devolvido dinheiro”, disse Lula.
“Esse dinheiro vai ser ressarcido pelos bens que nós apreendemos de […] uma quadrilha que foi montada em 2019, inclusive com a participação do ministro da Previdência daquela época. Nós passamos dois anos investigando tanto a CGU quanto a Polícia Federal. Se a gente faz a denúncia antes de a gente ter o processo como um todo, a gente atrapalharia, facilitando os bandidos.”
Confira datas de outras entrevistas com presidenciáveis à Globo
A entrevista com Lula foi a quarta de uma série com os candidatos à Presidência da República. Na segunda-feira (24), o participante foi Romeu Zema(Novo); na terça (25), Ronaldo Caiado(PSD); e na quarta (26), Renan Santos(Missão).
A Globo convidou os seis candidatos mais bem posicionados na pesquisa de intenção de voto divulgada pela Quaest em 14 de agosto. A ordem das entrevistas foi definida por sorteio, com a presença de representantes dos partidos.
Confira a data das próximas entrevistas:
Esta é a primeira vez que as entrevistas da Globo com candidatos ao Palácio do Planalto são após o Jornal Nacional, e não dentro do telejornal. Após a exibição, a entrevista vai ficar disponível na íntegra no g1 e no Globoplay.
O 1º turno das eleições será em 4 de outubro.
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Quem é Lula
Luiz Inácio Lula da Silva, que completa 81 anos em outubro, é um dos principais líderes políticos da história do Brasil e tenta, em 2026, chegar ao quarto mandato presidencial. Se for reeleito, poderá completar 16 anos no Palácio do Planalto.
No terceiro mandato, o governo aprovou a reforma tributária, ampliou a faixa de isenção do Imposto de Renda e tirou novamente o Brasil do Mapa da Fome, mas também enfrentou crises como as fraudes no INSS, investigações envolvendo um dos filhos do presidente, dificuldades no Congresso e embates com os Estados Unidos.
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Nascido em Garanhuns (PE), Lula mudou-se aos 7 anos para São Paulo com a mãe e os irmãos. Trabalhou como engraxate e office boy, formou-se torneiro mecânico pelo Senai e ingressou na indústria metalúrgica. Em São Bernardo do Campo, tornou-se presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e ganhou projeção nacional ao liderar greves no fim dos anos 1970, durante a ditadura militar.
Em 1980, participou da fundação do PT. Depois de derrotas nas eleições de 1982, 1989, 1994 e 1998, foi eleito presidente em 2002 e reeleito em 2006, deixando o cargo em 2010 com 87% de aprovação.
Nos dois primeiros mandatos, Lula teve como principais metas a redução da pobreza e da desigualdade social e lançou programas como Fome Zero, Bolsa Família, ProUni, Minha Casa, Minha Vida e PAC. A trajetória política também foi marcada pelo Mensalão e, posteriormente, pela Operação Lava Jato.
Condenado em 2017 por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá, Lula sempre negou as acusações, foi preso em 2018 e permaneceu 580 dias em Curitiba. Em 2021, o STF anulou as condenações relacionadas à Lava Jato, devolvendo os direitos políticos e tornando-o novamente elegível.
Em 2022, Lula formou uma ampla coalizão contra o bolsonarismo, reunindo antigos adversários, adotou um discurso mais ao centro e venceu Jair Bolsonaro, retornando ao Planalto para o terceiro mandato.
Além das medidas econômicas e sociais, o governo ampliou a estrutura administrativa e recriou ministérios. O mandato, porém, também foi marcado por críticas à estratégia econômica, aumento dos gastos públicos, dificuldades na relação com o Congresso e investigações envolvendo o filho Fábio Luís da Silva.
Em 2026, o PT oficializou a candidatura de Lula à Presidência, tendo Geraldo Alckmin novamente como candidato a vice.
Veja as principais propostas de Lula, registradas no plano de governo entregue ao TSE:
- Fortalecer a democracia brasileira e promover uma reforma política e eleitoral.
- Defender a soberania brasileira e rejeitar tentativas de subordinar o país a interesses estrangeiros ou de reduzir a autonomia nacional.
- Avançar na regulação democrática das redes sociais e plataformas digitais, preservando a liberdade de expressão.
- Democratizar o orçamento público, priorizando recursos para quem mais precisa.
- Promover um debate com a sociedade sobre o sistema de emendas parlamentares e enfrentar o que o programa classifica como uma distorção na elaboração e gestão do orçamento federal.
- Manter o arcabouço fiscal aprovado em 2023.
- Adotar uma política macroeconômica voltada ao crescimento, à redução das desigualdades, à valorização do trabalho, à responsabilidade ambiental e fiscal, à queda dos juros e ao controle da inflação.
- Criar condições para uma redução sustentada das taxas de juros, com inflação controlada e responsabilidade fiscal.
- Manter, aperfeiçoar e ampliar políticas de proteção social, incluindo justiça tributária, valorização do salário mínimo, inclusão produtiva, educação, saúde e programas de transferência de renda.
- Dar continuidade à política de valorização do salário mínimo como instrumento de distribuição de renda, combate à pobreza e promoção do desenvolvimento econômico e social.
- Apoiar o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial, nos termos aprovados pela Câmara.
- Aprovar a PEC da Segurança Pública proposta pelo Executivo e criar um Ministério da Segurança Pública para coordenar as políticas nacionais da área em articulação com estados e municípios.
- Combater o crime organizado e fortalecer a integração entre os entes federados, a inteligência estatal, a prevenção da violência e a proteção dos direitos civis.
- Valorizar e qualificar os profissionais de segurança pública e fortalecer os mecanismos de controle interno e externo da atividade policial.
- Ampliar o uso de câmeras corporais, com padrões nacionais para utilização, gestão e preservação das imagens.
- Fortalecer as Forças Armadas e a indústria de defesa, com equipamentos e capacidade para proteger o território e os recursos naturais brasileiros.
- Buscar autonomia estratégica, inovação tecnológica e integração entre defesa e desenvolvimento, combinando persuasão diplomática e capacidade de dissuasão.
- Tornar o Brasil mais independente e ativo na política externa, ampliando a cooperação e a negociação com diferentes regiões e diversificando parcerias estratégicas.
- Fortalecer a integração regional, a América do Sul e o Caribe como zona de paz e o Mercosul como principal plataforma de integração econômica, produtiva, política e social da América do Sul.
- Buscar novos acordos comerciais e mercados para bens e serviços brasileiros e defender os interesses do país com base nas normas internacionais e no multilateralismo.
fonte: https://g1-globo-com.cdn.ampproject.org/v/s/g1.globo.com/google/amp/politica/eleicoes/2026/noticia/2026/08/27/lula-entrevista-globo.ghtml?amp_js_v=0.1&_gsa=1#webview=1&cap=swipe
Destaque
Flávio aparece no TSE filiado ao Missão; PL diz não ter conseguido registrar candidatura e fala em fraude
Published
4 semanas agoon
13 de agosto de 2026
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não conseguiu registrar nesta quinta-feira (13) sua candidatura à Presidência da República após aparecer filiado ao partido Missão nos registros da Justiça Eleitoral. O caso é analisado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O Missão informou em nota que “foi vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro”. O partido diz que tentou no mesmo dia cancelar a filiação de Flávio, mas a ação foi rejeitada pelo TSE (veja íntegra abaixo).
O TSE informou que “a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações” (veja na íntegra mais abaixo).
A advogada da campanha de Flávio, Maria Claudia Bucchianeri, disse que é “inequívoco que foi fraudulento”.
Segundo ela, a alteração foi identificada quando a equipe começou a reunir os documentos necessários para protocolar o pedido de registro da candidatura.
Após o ocorrido, Flávio gravou um vídeo para suas redes sociais. Na legenda, o senador afirma que adversários “só sabem jogar sujo”, mas que “não funcionou e nem vai funcionar”.
“Vocês viram aí que fraudaram a minha filiação partidária. O sistema vai tentar de tudo para me parar, mas não vai conseguir não, porque Deus está no comando e a gente vai conseguir juntos resgatar o nosso Brasil”, afirmou.
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O prazo para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral termina às 19h de sábado (15).
O PL oficializou em convenção nacional no dia 25 de julho a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República (detalhes abaixo).
As convenções partidárias são encontros em que os partidos definem os candidatos que vão disputar os cargos das eleições. O prazo para a realização delas terminou em 5 de agosto.
Campanha suspeitou de ataque hacker
De acordo com a advogada, o partido já acionou o TSE e ela aguarda o fim da sessão desta manhã no tribunal para tentar despachar com o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques.
“Precisamos entender se foi hacker, uma venda de senha, alguém que entrou no sistema dolosamente, a gente não sabe”, afirmou a advogada à GloboNews.
Segundo Bucchianeri, ainda não há elementos para apontar a causa da alteração cadastral. Ela citou como referência um episódio ocorrido durante a campanha de 2022, quando o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a aparecer filiado ao PL no sistema eleitoral.
“Estas foram as hipóteses cogitadas pelo ministro Alexandre na época do Lula”, afirmou.
A advogada disse ainda que, após o episódio de 2022, houve aprimoramentos nos sistemas da Justiça Eleitoral para evitar ocorrências semelhantes. “Vai ter que abrir um inquérito para entender”, declarou.
De acordo com Bucchianeri, há elementos que indicam que a alteração ocorreu entre a noite de quarta-feira (12) e a manhã desta quinta.
“É inequívoco que foi fraudulento. E aconteceu depois das 23h17 de ontem. Eu tenho uma certidão emitida no sistema do TSE de que o Flávio era candidato do PL ontem às 23h17”, afirmou.
Segundo ela, a certidão foi emitida porque a equipe jurídica já havia iniciado, ainda na noite de quarta-feira, os procedimentos para registrar a candidatura.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou à GloboNews que houve uma “falsificação”, mas não detalhou como a alteração teria ocorrido.
Nos bastidores do partido, integrantes da legenda atribuem o episódio a um ataque hacker. O TSE, porém, faz verificações sobre o caso.
Relatos obtidos pela TV Globo indicam que a análise inicial conduzida por pessoas envolvidas na apuração considera outras hipóteses além de uma eventual invasão aos sistemas da Justiça Eleitoral.
A mudança no cadastro impede, neste momento, que o PL registre a candidatura de Flávio.
Segundo a advogada, o pedido de registro só poderá ser apresentado depois que a situação da filiação partidária for regularizada.
“Ele está sem filiação regular agora. O Missão tem candidato. Tem que restabelecer a filiação original para poder fazer o registro”, afirmou.
Convenção do PL
Flávio Bolsonaro foi oficializado pelo PL como candidato à Presidência da República durante convenção realizada em São Paulo, no fim de julho.
Em seu discurso, afirmou que representava a continuidade do projeto político do ex-presidente Jair Bolsonaro e fez críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A candidatura foi lançada sem a definição formal de um candidato a vice-presidente e se tornou a principal aposta eleitoral do PL para a disputa presidencial de 2026.
O que dizem o TSE e o partido
Leia a nota do TSE na íntegra:
“O Tribunal Superior Eleitoral informa que a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credencias da legenda para efetivar filiações.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, enviou uma representação à Procuradoria Geral Eleitoral para providências e determinou instauração de inquérito por parte da Polícia Judiciária.
O Partido Liberal protocolou pedido de desfiliação do Missão, que já está sob análise”.
Leia a íntegra da nota do Missão:
“O Partido Missão vem a público informar que foi vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro. Nosso sistema, ao notar a fraude, tentou realizar no mesmo dia o cancelamento da filiação, ação que foi rejeitada pelo TSE.
O gabinete de Flávio foi informado dessa tentativa de filiação desde o dia 2 deste mês. Consta em nosso sistema que os e-mails enviados foram abertos, mas não foram respondidos.
A Missão já está adotando todas as providências cabíveis junto à Polícia Federal e ao TSE, a fim de que os responsáveis pelo crime e pela fraude sejam identificados e exemplarmente punidos. Um relatório com todos os logs, e-mails e IPs será disponibilizado para a imprensa e autoridades.
Ressaltamos, ainda, que não é do interesse do partido acolher em seus quadros um parlamentar que, para além do desalinhamento ideológico, figura em acusações e suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção.
O Partido Missão reafirma que não compactua com filiações de natureza fraudulenta e repudia veementemente episódios dessa natureza. Colocamo-nos à disposição das autoridades competentes para a completa apuração dos fatos.”
Destaque
Vídeo de IA de Jair Bolsonaro pode ter consequências para o PL e o ex-presidente, avaliam especialistas
Published
1 mês agoon
28 de julho de 2026
A convenção partidária nacional do Partido Liberal (PL), realizada em São Paulo no sábado (25), exibiu um vídeo produzido com inteligência artificial (IA) para simular um pronunciamento de Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Na gravação, o ex-presidente afirma estar “preso e calado por uma decisão arbitrária”, diz que “nenhuma prisão vai calar o sentimento de esperança” despertado por seu movimento e pede que os apoiadores recebam Flávio Bolsonaro “de braços abertos” como candidato à Presidência.
Para diferentes especialistas ouvidos pelo g1, o conteúdo deve causar reações tanto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quanto do Supremo Tribunal Federal (STF). Isso porque o TSE proíbe o uso de deepfakes, ou conteúdo sintético, para substituir a imagem ou voz de pessoa viva, mesmo com autorização. O ex-presidente, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses em prisão domiciliar, não pode divulgar manifestações de conteúdo político-eleitoral por qualquer meio, após determinação do ministro Alexandre de Moraes.
➡️ Deepfake é uma técnica que permite alterar um vídeo ou foto com ajuda de IA. Com ele, por exemplo, o rosto da pessoa que está em cena pode ser trocado pelo de outra; ou aquilo que a pessoa fala pode ser modificado.
Luiz Eduardo Peccinin, advogado especialista em Direito Eleitoral e doutor em Direito do Estado, acredita que o vídeo representou uma infração à legislação eleitoral. “Ainda que tenha sido indicado que se tratava de um personagem de inteligência artificial, isso viola de forma objetiva a norma do TSE que estabeleceu a proibição do uso de deepfake ou o uso da IA generativa para criar uma pessoa artificial”, disse ao g1.
Segundo Peccinin, o caso pode causar consequências que vão da aplicação de multa até a proibição do uso deste recurso específico durante as eleições. “Se essa conduta prosseguir pela campanha após ser considerada irregular, isso vai trazer riscos”, avalia.
Já Matheus Puppe, advogado e consultor da Comissão Especial de Direito Digital da Câmara dos Deputados, considera que a resolução do TSE que proíbe conteúdo sintético é “muito ampla” e não pode ser interpretada isoladamente. No seu entendimento, o conceito de deepfake deveria contemplar apenas conteúdos que têm caráter prejudicial, de atrapalhar ou ludibriar um candidato ou um eleitor.
“Proibir o deepfake e permitir a IA, uma coisa esbarra na outra. É uma norma que se contradiz”, pondera. “O próximo passo do TSE é reavaliar a próxima resolução, a finalidade de fato dela. E proibir o uso de IA sem o consentimento da pessoa representada para prejudicar a sociedade de maneira geral.”
Neste domingo, o Partido dos Trabalhadores (PT) acionou o TSE contra o PL e o senador Flávio Bolsonaro por suposta propaganda eleitoral antecipada e uso irregular de inteligência artificial.
O partido também enviou uma petição ao STF afirmando que a veiculação do vídeo de IA pode ter desobedecido restrições impostas a Jair Bolsonaro.
De acordo com o advogado criminalista Guilherme Alonso, isso pode ter consequências sérias para o ex-presidente. “Já houve uma situação em que uma carta do ex-presidente foi utilizada com suposta finalidade política eleitoral e já houve uma decisão do ministro Alexandre de Moraes indicando que isso poderia justificar a prisão cautelar que seria imposta ao presidente”, explica. “Mas não houve naquela decisão uma devolução do ex-presidente ao estabelecimento prisional. Agora não é mais o primeiro episódio, então fica uma situação delicada”.
Alonso acredita que, com a petição feita pelo PT, Moraes deve abrir um prazo para a defesa de Bolsonaro se manifestar e explicar por que não se tratava de uma manifestação por intermédio de terceiros sobre a candidatura do filho. “Se isso vai ser suficiente para que ele indefira a manifestação do PT para que se reconheça a violação da cautelar, não sabemos. Mas objetivamente há esse risco real de revogar a prisão domiciliar.”
Fonte: https://g1-globo-com.cdn.ampproject.org/v/s/g1.globo.com/google/amp/politica/eleicoes/2026/noticia/2026/07/28/video-ia-jair-bolsonaro-consequencias.ghtml?amp_js_v=0.1&_gsa=1#webview=1&cap=swipe


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Flávio aparece no TSE filiado ao Missão; PL diz não ter conseguido registrar candidatura e fala em fraude

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