Amazonas
Desmatamento na Amazônia pode estar agravando mudanças no clima
Publicado
há 5 anosem
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diamantenewscom
MANAUS – Um estudo financiado pela National Geographic Society e assinado por mais de 30 cientistas afirma que os desmatamentos e queimadas na Floresta Amazônica podem estar influenciando as mudanças climáticas na região e no mundo. O maior perigo é que, com a diminuição de sua área, a Amazônia esteja perdendo poder de absorver dióxido de carbono, um dos gases do efeito estufa. O estudo foi publicado no periódico Frontiers in Forests and Global Change.
Além deste problema, a Amazônia e o Pantanal estão influenciando o clima por meio da liberação de elementos danosos na natureza. Um deles é o óxido nitroso, que é descarregado na atmosfera por meio da seca dos pantanais e da compactação do solo (terra firme, de difícil penetração) causada pelo desmatamento.
Outro material perigoso é a fuligem (carbono negro), resultado de incêndios para limpeza de terrenos agrícolas. Essas pequenas partículas absorvem a luz solar, gerando mais calor na atmosfera. O último é o gás metano, liberado com inundações regulares, construção de barragens e pecuária.
“O desmatamento da floresta está interferindo na absorção de carbono, o que é um problema […] mas, quando começamos a avaliar esses outros fatores com o CO2, é bem difícil visualizar que o efeito líquido não signifique que a Amazônia como um todo esteja de fato aquecendo o clima global”, afirma Kristofer Covey, autor principal da pesquisa e professor de estudos ambientais da Faculdade Skidmore de Nova York.
Amazônia mais quente no futuro
Um dos pesquisadores do estudo é o biólogo Philip Fearnside, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Ao EM TEMPO, o cientista explicou como o desmatamento e as queimadas podem fazer com que a temperatura de todo o mundo aumente nos próximos anos.

“A previsão é que a Amazônia seja até 8 °C mais quente durante a seca, até o ano 2100. Cientistas se baseiam nos atuais acontecimentos na floresta, como extração de madeira, queimadas e garimpo, para prever essas mudanças no futuro”, explica o especialista.
De acordo com o cientista, a temperatura nesta medida poderia matar até humanos, considerando que os atuais 35 °C, em média, já são considerados elevados. E mesmo que esse momento ainda não tenha chegado, nesse caminho, árvores já estão morrendo.
“A temperatura alta acelera o ressecamento daquilo que vai queimar, como a madeira morta, o que facilita o surgimento de focos de incêndio na Amazônia, que, por sua vez, matam árvores. Ou seja, um incêndio puxa novos e assim a floresta vai sendo destruída”, afirma Fearnside.
Mudança nas chuvas e rios
Segundo cientistas, o aumento do efeito estufa, causado também pelas queimadas, tem reduzido o fenômeno de evapotranspiração. Essa nomenclatura define a atividade das plantas, árvores e solo, que ‘suam’ líquido, o qual sobe para o ar e se torna parte do ciclo hidrológico, gerando chuvas e espalhando água por outras regiões.
“Se a extensão do desmatamento se expandir substancialmente, a evapotranspiração reduzida implicaria em menor precipitação em períodos secos na Amazônia e a chuva também seria reduzida nas regiões Centro-Oeste, Centro-Sul e Sul do Brasil”, explica Fearnside, em seu livro A Floresta Amazônica nas mudanças globais.
Ou seja, o desmatamento não só pode causar mais calor, como também deve reduzir o número de chuvas e até do alcance dos rios durante as estações de seca e cheia.
Desmatamento em alta
Em março de 2021, mesmo com a segunda onda da pandemia, os desmatamentos na Amazônia bateram novos recordes. Foram 367 km² de áreas devastadas no período, o equivalente a 51.400 campos de futebol. Esse é o recorde para março desde que o desflorestamento começou a ser medido pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Para Paulo Moutinho, pesquisador sênior que atua em estudos sobre desmatamento no Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), é preciso que todos tenham consciência do risco das queimadas, um dos meios de desmatamento da região.
“Com 80% da população brasileira vivendo em cidades, nós perdemos a conexão com a natureza. O resultado é uma população que não consegue ver que estas conexões são vitais para o bem-estar no ambiente urbano. A fumaça das queimadas é um bom exemplo: o mundo urbano só se lembra do desmatamento quando as cidades são gravemente afetadas pela fumaça das queimadas”, afirma o cientista.
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Amazonas
PSC da Ufam: provas da 1ª e 2ª etapa acontecem neste domingo no AM; confira horários e orientações
Publicado
há 3 mesesem
13 de junho de 2026Por
diamantenewscom
As provas do Processo Seletivo Contínuo (PSC) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) acontecem neste domingo (14) em 15 municípios do Amazonas. A expectativa é de que mais de 33 mil candidatos realizem os exames este ano.
As avaliações da 1ª e da 2ª etapas serão aplicadas das 8h15 às 12h15 em 15 municípios do Amazonas.
Os participantes devem consultar o Cartão de Confirmação de Inscrição (CCI) para verificar o local de prova e apresentar documento oficial com foto e caneta preta de material transparente.
A Ufam, por meio da Comissão Permanente de Concursos (Compec), informou que 33.600 candidatos estão aptos a participar do processo seletivo. Desse total, 21.485 disputarão vagas na 1ª etapa e 12.115 na 2ª etapa.
A 1ª etapa é destinada aos estudantes que cursaram a 1ª série do ensino médio em 2025. Entre os inscritos, 11.467 obtiveram isenção da taxa de inscrição, o que representa 53,37% dos candidatos.
Já a 2ª etapa é voltada para quem cursou a 2ª série do ensino médio em 2025. Nessa fase, 5.044 candidatos foram beneficiados com a isenção da taxa, equivalente a 41,63% dos participantes.
Aplicação em 15 cidades
As provas serão realizadas nos municípios de Benjamin Constant, Coari, Codajás, Humaitá, Itacoatiara, Manacapuru, Manaus, Manicoré, Novo Aripuanã, Parintins, Santo Antônio do Içá, São Gabriel da Cachoeira, São Paulo de Olivença, Tabatinga e Tefé.
Os portões abrirão às 7h, no horário de Manaus. A Compec recomenda que os candidatos cheguem ao local de prova com pelo menos uma hora de antecedência.
O que levar no dia da prova
Os candidatos podem imprimir o Cartão de Confirmação de Inscrição (CCI), embora a apresentação do documento não seja obrigatória.
Já o documento oficial com foto é indispensável para a entrada na sala. Caso o documento seja digital, o aparelho utilizado deverá ter acesso à internet para permitir a consulta on-line no momento da identificação.
Também é obrigatório levar caneta esferográfica de tinta preta fabricada em material transparente
Em casos de perda, furto ou roubo do documento oficial, o candidato deverá apresentar um Boletim de Ocorrência emitido a partir de 7 de março de 2026. Nessa situação, a participação ocorrerá de forma condicional, e o documento original deverá ser apresentado em até dez dias corridos após a aplicação da prova, conforme prevê o edital.
Como serão as provas
As provas objetivas das duas etapas terão 54 questões. Os conteúdos cobrados serão Língua Portuguesa (10 questões), Literatura (6), História (6), Geografia (6), Biologia (6), Química (6), Física (6) e Matemática (8).
Cada questão vale três pontos, e a pontuação máxima em cada etapa é de 162 pontos.
Amazonas
Manaus vira epicentro do crime organizado na Amazônia, aponta relatório internacional
Publicado
há 11 mesesem
28 de outubro de 2025Por
diamantenewscom
A capital do Amazonas ocupa posição central nas rotas do narcotráfico e das economias ilícitas que se expandem pela floresta amazônica. É o que aponta o relatório “A Amazônia sob ataque – mapeando o crime na maior floresta tropical do mundo”, publicado pela organização jornalística Amazon Underworld no dia 21 de outubro.
Segundo o documento, Manaus se tornou um dos principais corredores por onde se escoa a cocaína produzida na América do Sul, com as drogas chegando no Amazonas pelo Rio Solimões e seguindo pelo Rio Amazonas rumo à distribuição nacional e internacional. A capital amazonense é considerada um elo logístico estratégico, conectando a produção amazônica a mercados da Europa, África e Ásia por meio de seus portos.
Ao g1, o Governo do Amazonas afirmou que as operações de combate ao crime organizado, tanto em Manaus quanto no interior, continuam fortalecidas, com monitoramento permanente, apoio tecnológico, capacitação de pessoal e ampliação das fronteiras de atuação. Leia a íntegra da nota no fim da reportagem.
O relatório destaca ainda que facções como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) disputam o controle das rotas fluviais, fronteiras e cadeias logísticas que movimentam toneladas de drogas e milhões de reais.
A ruptura do pacto de não agressão entre os dois grupos, em 2016, intensificou os confrontos e levou à fragmentação da Família do Norte (FDN), facção criada em Manaus.
Com a dissolução da FDN, parte dos seus membros se aliou ao CV, formando o CV-AM, enquanto outra parcela fundou o grupo “Os Crias”, com base em Tabatinga, na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. Após a morte do líder Brendo dos Santos, em 2023, o CV-AM consolidou seu domínio na região.
Além do tráfico de drogas, o relatório aponta que o garimpo ilegal também impulsiona o avanço das facções no Amazonas
A expansão das redes criminosas acelera a destruição ambiental e ameaça o papel da Amazônia como filtro de carbono global. Na conclusão, o estudo mostra que a região vive uma “era de violência exacerbada”, impulsionada pelo ouro e pela cocaína, e alerta para o risco de corrupção das forças estatais.
Com rios navegáveis, portos movimentados e fronteiras vulneráveis, Manaus se consolida como epicentro da criminalidade na Amazônia, refletindo os desafios enfrentados pelo Brasil no combate ao crime organizado transnacional.
Leia a nota do Governo do Amazonas na íntegra
A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) informa que, em todo o Estado do Amazonas, estão sendo implementadas de forma contínua medidas estratégicas para combater o crime organizado, o tráfico de drogas e demais ilícitos.
Neste ano, já foram apreendidas mais de 37 toneladas de entorpecentes em todo o Amazonas, resultado direto das operações integradas que demonstram a eficiência do trabalho conjunto no enfrentamento às organizações criminosas que tentam usar as vias fluviais para o transporte de drogas e outros ilícitos.
Atualmente, o Estado conta com três Bases Arpão, duas bases náuticas de apoio operacional, lanchas blindadas e lanchas de transporte de tropa, equipamentos que garantem maior presença, eficiência e segurança das forças policiais nas regiões estratégicas do Amazonas.
As ações contam com a atuação integrada da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), Polícia Civil (PC-AM), Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) e com o apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO-AM), composta por agentes da Polícia Federal, que vêm intensificando o patrulhamento e as fiscalizações nas principais rotas fluviais do Estado.
Desde 2019, o Programa Amazonas Mais Seguro já contou com investimentos superiores a R$ 1,16 bilhão, voltados à modernização das forças de segurança, reforço do efetivo, aquisição de equipamentos, viaturas, embarcações e tecnologia de inteligência. Além disso, mais de 2,8 mil novos servidores foram convocados para compor as forças de segurança, fortalecendo a atuação das instituições e ampliando a presença do Estado em todas as regiões do Amazonas.
Em 2024, o Amazonas atingiu recorde histórico de apreensões de drogas, com 43,2 toneladas de entorpecentes retiradas de circulação em todo o Estado. No mesmo período, as apreensões de armas de fogo também cresceram, chegando a 1.593 unidades, representando um aumento de cerca de 11% em relação a 2023.
A SSP-AM reforça que as operações de combate ao crime organizado, tanto em Manaus quanto no interior, continuam fortalecidas, com monitoramento permanente, apoio tecnológico, capacitação de pessoal e ampliação das fronteiras de atuação, reafirmando o compromisso do Governo do Amazonas com a proteção da vida e a segurança da população.
Amazonas
Operações Lei Seca prendem 47 motoristas por embriaguez ao volante em Manaus
Publicado
há 1 anoem
10 de maio de 2025Por
diamantenewscom
Duas ações da Operação Lei Seca realizadas pelo Detran-AM, com apoio das polícias Militar e Civil, resultaram na prisão de 47 condutores por embriaguez ao volante em Manaus. As abordagens ocorreram entre a noite de quinta-feira (8) e a madrugada deste sábado (10), na zona norte da cidade.
Na madrugada de sábado (10), 38 motoristas foram presos durante fiscalização na zona norte. Eles foram levados para os 1º, 6º, 14º e 19º Distritos Integrados de Polícia (DIP) após serem flagrados com teor alcoólico igual ou superior a 0,34 mg/L — índice que configura crime de trânsito, conforme o artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro.
Na ação anterior, realizada entre a noite de quinta-feira (8) e madrugada de sexta (9), na alameda Alphaville, bairro Novo Aleixo, outros nove motoristas foram presos por embriaguez ao volante. Os exames apontaram taxas entre 0,46 mg/L e 0,85 mg/L. A operação também resultou em 48 autuações, além da remoção de quatro carros e seis motos.
“Nós não queremos atrapalhar a diversão de ninguém, mas se faz necessário tomar as atitudes cabíveis para reduzirmos, cada vez mais, o número de mortes e internações no nosso estado”, disse o diretor-presidente do Detran-AM, David Fernandes.

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